quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Orações para depois da Santa Confissão

Orações para depois da Santa Confissão 



I- Com que manifestar-Vos-ei minha gratidão, meu Deus e meu Pai, pela bondade, pelo amor, pela misericórdia que agora tivestes comigo?! Destes-me, pelos merecimentos de Jesus Cristo, a absolvição de meus pecados, pela boca de Vosso ministro. É verdade meu Deus, Vós não quereis a morte do pecador, mas sim que ele se converta e viva. 

Deus clementíssimo, o mais brando e mais amoroso de todos os pais, aceitai benignamente as ações de graças que Vos oferece um pecador, o qual pela Vossa infinita Misericórdia, foi absolvido de suas grandes culpas. 

Eu Vos amo, meu Senhor e meu Deus, de todo o meu coração e sobre todas as coisas, e porque Vos amo renovo meu ato de contrição, declarando novamente que me pesa do mais profundo da alma Vos haver ofendido e tornando a tomar a firmíssima resolução de para sempre evitar, aborrecer e detestar o pecado. Cumprir fielmente Vossos Santos Mandamentos seja a maior consolação e felicidade de minha vida. 

Quero também reparar as minhas faltas e pecados, por meio da oração, da mortificação, das obras de misericórdia e do santo zelo e fervor em Vosso serviço. 

Senhor, Vós sabeis todas as coisas, sabeis, pois, que agora Vos amo, sabeis que é sincero o meu propósito de amar-Vos até o fim. Mas, ó meu Deus, sabeis também o quanto sou frágil e inconstante. Portanto, humildemente Vos peço, com santa confiança, o socorro de Vossa divina Graça, que me fortaleça no combate contra as tentações. 

II- Meu doce Jesus, que reconhecimento Vos devo! Graças aos méritos do Vosso Sangue, nutro confiança de ter recebido hoje o perdão de meus pecados. Rendo-Vos, pois, graças muitíssimas, e espero ir para o Céu louvar com perfeição e para sempre a Vossa Misericórdia. 

Se até hoje tantas vezes Vos ofendi, daqui para frente, porém, nunca mais Vos quero ofender; estou sinceramente resolvido a mudar de vida. Vós mereceis todo o meu amor; quero, pois, amar-Vos verdadeiramente; não quero mais viver separado de Vós. 

Já vo-lO prometi, e prometo-o mais ainda: antes morrer do que ofender-Vos de novo. Comprometo-me a fugir das ocasiões de pecado e a empregar os meios convenientes para vencer as tentações. Mas, meu Jesus, conheceis minha fraqueza; vinde em auxílio, senão nada disto poderei. Dai-me a graça, em especial, de sempre recorrer a Vós e a Vossa Mãe Imaculada quando me vir assaltado por alguma tentação. 

III- Santíssima Virgem Maria, Rainha do Céu, tenho tido a desgraça de cair em pecado, mas me arrependi e recebi perdão no Sacramento da Penitência. 

Venho humildemente a Vós, ó minha Santíssima Mãe, para Vos agradecer de todo o meu coração por me haverdes ajudado e alcançado de Jesus o perdão de todas as minhas culpas. 

De novo me consagro ao Vosso serviço. 

Lembrai-Vos, ó minha Dulcíssima Mãe, de que tornei a ser Vosso filho; tende compaixão de mim e recebei-me de novo debaixo da Vossa maternal proteção. Em Vós ponho, depois de Jesus, toda a minha confiança, e espero que não me abandonareis, como mereço. Pois ainda estou exposto ao perigo de tornar a ofender ao Vosso Divino Filho e meu Senhor Jesus Cristo, a quem só quero amar até ao último suspiro. Os meus inimigos não dormem, as tentações me hão de perseguir de novo por toda a parte. Protegei-me, Rainha Gloriosa do Céu; defendei-me, ó minha Mãe Maria; socorrei-me contra os ataques do inferno, ó Virgem Imaculada! 

Não, não terei a desgraça de perder a minha alma e ao meu Deus, pois é esta a graça que Vos peço, ó Maria, e que espero alcançar pela Vossa piedosa intercessão. Amém. 

(Indulgência parcial - Oração retirada do livro "Adoremus: Manual de Orações e Exercícios Piedosos", de Dom Eduardo Herberhold, OFM, 1926, 15ª edição)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A Infância (Santa Bernadette)

Nota do blogue: Inicio hoje uma série de textos tratando sobre a vida de Santa Bernadette.

A Infância
(Santa Bernadette)
Primeira parte


É Bartrés (1) uma aldeazita situada ao norte de Lourdes a meia légua da cidade. 

Na cumeeira do morro bastante elevado, verdejante e arborizado, de aspecto vicejante como as pradarias bigorrenses, à beira da encosta de Leste, Bartrés está assentada no côncavo de uma dobra do chão, como no porão de comprido barco, entre duas ladeiras relvosas remontadas de carvalhais. 

A estrada de Lourdes passa por ela fazendo uma espiral inclinada. 

Não se pense num grande povoado, não. Só poucas casas de camponeses, esparsas à direita e à esquerda sem nenhum plano. Igreja boa, bem restaurada.

Caminhos que qualquer chuva torna medonhamente lamacentos, como todos os fundo de bacia. 

Trezentos moradores.

Nas beiras deste profundo valezinho, rebanhos atarefados com os focinhos no capim, vacas das charnecas, de chifres delgados, de pelo louro, vaquinhas bretãs malhadas de preto e branco; e, sobretudo carneiros lanzudos e gordos, imóveis quais pedras de alvenaria surgidas, na sua tarefa de pastar. Ao sul, e quão perto nos parece! surge diante de nós, a cada instante, a série de altos e baixos agigantados dos Pireneus: o Pico de Ger, a delgada agulha do Pico do Meio Dia bigorense, e, a seguir, os cumes de Arbizon e de Nouvielle. E aqueles montes de dois ou três mil metros, tão vizinhos que aparentam vegetação, com seu dédalo de vales escuros, com suas vertentes caindo abruptas, tornam mais meiga e sorridente a aldeola de Bartrés tão molemente semi-sepultada entre duas intumescências da terra que se alonga em linhas arredondadas. 

1857

E a saída do catecismo. As meninas com seu capuzinho num sussurro de tagarelices e de tamancos descem pela estrada abaixo ao voltarem da igreja situada num morrinho. Uma delas, comportada e séria, moreninha mal aparentando dez anos, de grandes olhos negros, imperscrutáveis, maçãs salientes, boca largamente rasgada, apressa-se sozinha em demanda daquele casario branco, lá no fim da segunda esquina, que assim fica fronteira ao presbitério. O jovem cura, Padre Ader, atalhou pelo cemitério, tomando-lhe a dianteira. Ei-lo em casa à janela da sala de jantar, quando a menina passa pela estrada. Chama a empregada (que provavelmente punha a mesa). 

- "Olhe para esta menina. Quando a Virgem SSma. se digna mostrar-Se na terra, deve escolher crianças que se pareçam com esta." 

Treze anos antes, tinha aparecido a Mãe de Jesus no monte sobranceiro de oitocentos metros à aldeia já muito alta de La Salette. Lá, num local, cercado formidavelmente por montanhas despidas de árvores, mal verdejantes de grama rala, paisagem lunar de serenidade inalterável com suas linhas harmônicas, onde não se enxerga ponta alguma de rochedo, a Virgem Maria escolhera, para a eles se manifestar, dois pastorinhos cujos carneiros tosavam o capim nos alcantis da serra. Chamavam-se Maximino e Melânia. Ela os abençoara. Falara-lhes dos pecadores. Chorara, com o rosto nas lindas mãos, ao pensar naquelas multidões que se não valem dos dons de Deus e pelo contrário ofendem seu Criador. Confiou-lhes um segredo e fizera brotar água de uma nascente que sempre secava no verão e desde então nunca deixou de correr. Viram-nA depois, trajada de vestido bizantino, com largas mangas, toucada de coifa do mesmo estilo a formar-Lhe um diadema, viram-nA subir voando para o céu de anil. 

O Padre Ader, sacerdote místico, que no findar aquele ano havia de ingressar num mosteiro, ficara muito comovido com aquela bela história de La Salette. Os prantos de Maria, a Sua tristeza, Seu amor aos pobres pecadores a transparecer nas frases relativas à Sua tarefa tão pesada de medianeira, todas essas recordações patéticas preocupavam-lhe certamente o espírito. 

Mas que havia, no rostinho da criança que passava, para se fazer, quase instantaneamente, no espírito do Padre Ader, aquele cortejo? Chamava-se a menina Maria Bernarda e, mais familiarmente, Bernadette Soubirous. Fazia de criadinha, no verão em casa de sua antiga ama, Maria Aravant, senhora Lagües, isto é, vinha durante os mais belos meses, sem salário, só pela comida, tomar conta do lindo rebanho de carneiros e cordeiros da granja Lagües, fronteira ao presbitério, na segunda volta do caminho. 

Bernadette não era de Bartrés. Seus pais, outrora moleiros em Lourdes tinham passado mal nos negócios e agora moravam na parte mais alta da cidade, na rua das Valetas (Petits Fossés). Ali viviam apertados com seus 4 filhos, num pardieiro [pardieiro = casa pobre e tosca, casa arruinada] de sala única, por uma só janela iluminada, no rés do chão da antiga cadeia denominada ainda hoje o Calabouço. O dono daquele imóvel, André Sajou, primo dos Soubirous, deixava-lhes por serem incapazes de pagar aluguel, o uso daquela miserável moradia. O pai e a mãe ganhavam o sustento trabalhando a jornal nos campos da cercania de Lourdes

(1) Bartrés. Mudou-se prepositadamente o acento francês para evitar qualquer dificuldade de pronúncia. (P.E.F.S.I.) 

(A Humilde Santa Bernadette, por Colette Yver, 1956)

PS.: Grifos meus.
Próximo post: A vida em Bartrés.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Oração pelas Almas do Purgatório (do Venerável Martinho de Cochem)

Oração pelas Almas do Purgatório 
(do Venerável Martinho de Cochem) 



Ó Pai de toda misericórdia, tende piedade das almas benditas do Purgatório. 

Ó piedosíssimo Redentor do mundo, Jesus Cristo, livrai as almas do Purgatório de seus tormentos. 

Espírito Santo, Deus de todo amor, livrai as almas dos fiéis defuntos de suas grandes penas. 

Virgem Maria, cheia de graça, Mãe de misericórdia, alcançai às almas perdão e misericórdia. 

Todos os Anjos, visitai-as e consolai-as no seu cárcere! 

Todos os Santos e Bem-aventurados no Céu, rogai pelas almas do Purgatório que tanto sofrem. 

Prostrai-Vos todos diante do trono de Deus, pedindo perdão e misericórdia por elas. 

Ó Deus, atendei às súplicas dos Vossos Santos e livrai as almas que tanto sofrem no fogo do Purgatório. 

Eu clamo juntamente com eles a Vós, Senhor: olhai propício para o Purgatório, e lembrai-Vos de Vossa piedade e misericórdia. 

Óh! Quanto são terríveis as chamas do Purgatório! Quão cruéis as dores que lá as almas sofrem! 

Pela Paixão e Morte de Jesus Cristo, tende piedade delas, ó Pai de misericórdia, ó Deus de toda consolação! 

Eu Vos ofereço, para purificação das almas dos fiéis defuntos, as lágrimas de Jesus, e para alívio de suas penas e dores Vos ofereço o preciosíssimo Sangue do Vosso divino Filho. 

Eu Vos ofereço, para expiação de suas culpas, os tormentos que Jesus sofreu na cruz, e para perdão de seus pecados todos os horrores que o mesmo Jesus padeceu na Sua agonia. 

Eu Vos ofereço, para seu livramento, todas as santas Missas e o sagrado Corpo e o precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo que está presente sobre os nossos altares. 

Ó meu Deus, Pai de misericórdia, aceitai propício este oferecimento, e salvai as almas do Purgatório, pelo amor de Maria Santíssima, e sobretudo pelo amor de Jesus Cristo, Vosso divino Filho, Nosso Senhor. Amém. 

Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, 
Entre os resplendores da luz perpétua. 
Descansem em paz. Amém.

(Oração retirada do livro "Adoremus: Manual de Orações e Exercícios Piedosos", de Dom Eduardo Herberhold, OFM, 1926, 15ª edição)

Ato de Consagração Pessoal ao Sagrado Coração de Jesus

Ato de Consagração Pessoal ao Sagrado Coração de Jesus 
(de Santa Margarida de Alacoque) 


Coração adorável do meu amabilíssimo Jesus, centro de todas as virtudes, fonte inesgotável de todas as graças! 

Que pudestes achar em mim para me amar com tanto excesso, ainda quando o meu coração, manchado de mil culpas, não tinha para conVosco senão indiferença e dureza!? 

Ah! As provas do Vosso amor generosíssimo para comigo, ainda quando eu não Vos amava, me dão esperança de que Vos serão agradáveis as do meu amor. 

Aceitai, pois, meu amável Salvador, o desejo que tenho de me consagrar inteiramente à honra e glória de Vosso Coração Sacrossanto; recebei com agrado a consagração que Vos faço de tudo o que sou. 

Eu Vos consagro a minha pessoa, a minha vida, as minhas ações, penas e sofrimentos, querendo ser, daqui para o futuro, vítima consagrada à Vossa glória, agora abrasada, e um dia, se for de Vosso agrado, toda consumida no fogo do Vosso amor. 

Ofereço-Vos, pois, meu Senhor e meu Deus, o meu coração com todos os meus sentimentos, os quais quero que sejam perfeitamente conformes aos do Vosso Santíssimo Coração. 

Eis-me aqui, pois, Senhor, todo do Vosso Coração, eis-me aqui todo para Vós. Ah, meu Deus, quão grandes são as Vossas misericórdias para comigo! Meu Deus, Deus de Majestade, quem sou eu para merecer que Vos digneis aceitar o sacrifício do meu coração?! Desde agora e para sempre ele será todo para Vós, e não terão jamais nele parte alguma as criaturas, porque não o merecem. Vós, meu amável Jesus, sede de hoje em diante meu Pai, meu Senhor, meu tudo, porque não quero viver senão para Vós. 

Recebei, ó adorável Salvador, meu coração, minha alma, minha vida em sacrifício que ofereço ao Vosso Sagrado Coração, para reparar os desgostos que Lhe dei até agora, correspondendo tão mal ao Vosso amor. 

Bem vejo que o meu dom é pequeno, mas é tudo quanto tenho e quanto sei que Vós desejais de mim. 

E consagrando a Vós este meu coração, vo-lO dou para nunca mais retirá-lo de Vossas Mãos Santíssimas. Assim seja.

(Oração retirada do livro "Adoremus: Manual de Orações e Exercícios Piedosos", de Dom Eduardo Herberhold, OFM, 1926, 15ª edição)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

FELIZ O QUE AMA A DEUS

FELIZ O QUE AMA A DEUS


Ditoso o coração enamorado
Que só em Deus coloca o pensamento;
Por Ele renuncia a todo o criado,
Nele acha glória, paz, contentamento.
Vive até de si mesmo descuidado,
Pois no seu Deus traz todo o seu intento.
E assim transpõe sereno e jubiloso
As ondas deste mar tempestuoso.
(Sta. Teresa d'Ávila)

sábado, 15 de outubro de 2011

Viva Santa Teresa d'Ávila!

Nota do blogue: Hoje a Igreja comemora o dia de Santa Teresa d'Ávila, coloco um trecho do Missal, uma poesia que generosamente a Rosane -- uma amiga leitora e devota desta santa -- enviou para o blogue (agradeço o envio) e links para poesias já publicadas aqui. Viva Santa Teresa d'Avila!

15 de Outubro
S. Teresa, Virgem


Nasceu em Ávila, na Espanha, e foi desde pequena dominada pelo desejo do martírio. Aos 18 anos entrou no Carmelo da Incarnação (Ávila) que reformou, não obstante as dificuldades sem conta que teve de superar. Coadjuvada por São João da Cruz, empreendeu depois a reforma das demais casas da Ordem, que de modo geral responderam ao seu apelo. No arroubo de amor divino que constituía a atmosfera permanente em que vivia, impôs-se o voto de fazer sempre o que julgasse mais perfeito. "Como a alma sente no corpo o cativeiro e a miséria da vida! Sente-se uma escrava vendida para um país estrangeiro" - escrevia ela. Elevou-se pela oração ao mais alto grau da vida mística e era nesse exercício que hauria particulares luzes sobre a ciência católica, a ponto de ser com freqüência equiparada pelos Sumos Pontífices aos mais remontados Doutores da Igreja. "A oração mais bem feita e mais agradável a Deus é a que nos deixa na alma efeitos  mais salutares, que se conhecem pelos frutos que dão e não pelos sentimentos que despertam". A ação desta humilde virgem, que só por si converteu milhares de almas, basta para demonstrar o papel preponderante que à vida contemplativa cabe na reintegração do nosso tempo. Morreu no dia 15 de Outubro de 1582.

(Missal Quotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre, 1952)


Formosura de Deus

Formosura que excedeis 
A todas as formosuras,
Sem ferir, que dor fazeis!
E sem magoar desfazeis
O amor pelas criaturas!

Ó Laço que assim juntais 
Dois seres tão diferentes,
Por que é que vos desatais
Se, atado, em gozos trocais
As dores as mais pungentes?

Ao que não tem ser, juntais
Com quem é Ser por essência;
Sem acabar, acabais;
Sem ter o que amar, amais;
E nos ergueis da indigência.


Poesias já publicadas


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Algo que sempre caracteriza os Santos

Algo que sempre caracteriza os Santos



Emprego de propósito esta palavra, susceptibilidade, porque exprime perfeitamente o meu pensamento, e não conheço outro termo que tão bem o possa exprimir. Todos sabemos o que é ser susceptível quando se trata dos nossos próprios interesses, ou dos interesses daqueles que nos estão ligados pelos laços do sangue ou da amizade. Tomamos calor à menor suspeita; estamos sempre de sobreaviso, como se notássemos em todos aqueles com quem tratamos o intuito de nos prejudicarem. Estamos sempre prontos a queixar-nos, e às vezes até, se nos descuidamos, julgamos mal dos outros, ou nos encolerizamos e dizemos inconveniências.

Aplicai agora este modo de proceder aos interesses de Jesus, e tereis uma idéia bastante aproximada do que é um santo. Mas não é raro encontrar pessoas piedosas que não compreendem este procedimento e o censuram como extravagante e indiscreto; mas falam assim porque não sabem o que é servir a Deus por amor. Quem tem semelhante susceptibilidade a respeito dos interesses de Jesus, se chega ao seu conhecimento algum escândalo, aflige-se com isso profundamente. Pensa nele a toda hora e dele fala com amargura, e enquanto durar o escândalo, não achará prazer em coisa alguma

Os seus amigos não podem conceber a importância que liga ao caso, nem a dor que com isto experimenta, e dizem: 'este negócio não lhe diz respeito nem lhe traz prejuízo algum'. E sentem-se inclinados a chamar-lhe tolo ou hipócrita, pois não vêem o amor com que se abrasa por Jesus, e o vivo pesar que lhe causa o ver os interesses do seu amadíssimo Jesus assim comprometidos. Esses homens indignar-se-iam durante um mês das vexações causadas por um processo injusto: mas que é isto em comparação do menor ataque aos interesses de Jesus?

Certamente, um homem não convencido desta verdade, mal merece o nome de cristão. Um outro característico desta admirável susceptibilidade pelos interesses de Jesus, é um horror instintivo à heresia e a todas as falsas doutrinas, e um olfato especial para as descobrir. A integridade da Fé constitui um dos mais caros interesses de Jesus; assim, um coração penetrado dum amor sincero pelo seu Senhor e seu Deus sofre indizivelmente quando ouve expor doutrinas falsas, principalmente entre católicos. Idéias errôneas acerca da pessoa de Jesus Cristo, desprezo pela Sua graça, o mais ligeiro ataque à honra de Sua Santa Mãe, a depreciação dos sacramentos, opinião desfavorável às prerrogativas do Seu Vigário na terra, - cada uma destas coisas, expressa com mais ou menos leviandade numa conversação ordinária, fere-o a ponto de chegar mesmo a sentir uma dor física. 

Pessoas sem reflexão talvez se escandalizem com isto que acabo de dizer, mas se alguém ousasse atacar diante delas a honra e a castidade de suas mães ou de suas irmãs, não haveria violência, ainda que fosse a efusão do sangue, á qual não se julgassem no direito de recorrer. E que é a honra de uma mãe em comparação da dignidade de Jesus? E que vale a reputação duma irmã, comparada com o menor título da Bem-Aventurada Virgem Maria? Não há mil vezes mais amor por mim no pai comum dos fiéis, sucessor de S. Pedro, que no coração de todos os meus parentes juntos? Não sou obrigado em consciência a selar com o meu sangue a minha fé na virtude de minha mãe; mas seria um miserável se hesitasse em sacrificar a minha vida pela honra da Santa Sé. Não encontrareis um único Santo que não haja sido extremamente susceptível neste ponto, e que tenha podido ouvir, sem sofrer amargamente, a voz da heresia e das falsas doutrinas. E quando não existe este piedoso horror, então é tão certo como o sol brilhar nos céus, que o amor por Jesus é fraco e apagado no coração do homem. 

Esta susceptibilidade pode manifestar-se, segundo as circunstâncias, a respeito de todos os interesses de Jesus que mencionamos no primeiro capítulo [a glória de Seu Pai, o fruto de Sua Paixão, a honra de Sua Mãe e a estimação da Sua graça]. Mas devemos notar uma coisa. Pode as vezes suceder que, um indivíduo, que ame ardentemente a Nosso Senhor, mas desde pouco tempo, ultrapasse os limites da conveniência, tornando-se em seu zelo indiscreto, impaciente, brusco ou mordaz; terá suspeitas quando não haja o mais leve motivo para elas, e não sofrerá a indolência ou a frieza dos outros, como as sofreria se houvesse tido mais longa prática do amor de Deus. Isto lança muitas vezes a desconsideração sobre a virtude, pois ninguém é julgado com menos indulgência do que aqueles que fazem profissão de seguir a vida devota. Não negamos que tenha defeitos e imperfeições, estando nos primeiros degraus da vida espiritual; mas deve consolá-lo o pensamento de que muitas vezes, ao passo que é vituperado pelos homens, Jesus não o condena. Direi até que as imperfeições do seu amor nascente Lhe são agradáveis, enquanto que aborrece as 'sábias críticas' e a enfática moderação dos seus censores.

(Pe. Frederick William FABER [1814-1863], Tudo por Jesus ou Caminhos fáceis do amor divino, tradução portuguesa, Rio de Janeiro, s.d., Garnier-Livreiro Editor, p. 51-54)

PS.: Grifos meus.

Cantar da Alma que se alegra em conhecer a Deus pela Fé

Cantar da Alma que se alegra 
em conhecer a Deus pela Fé
São João da Cruz
[Toledo, cárcere - 1578]


Que bem sei eu a fonte que mana e corre
mesmo de noite

Aquela eterna fonte está escondida,
Mas bem sei onde tem sua guarida,
mesmo de noite.

Sua origem não a sei, pois não a tem,
Mas sei que toda a origem dela vem,
mesmo de noite.

Sei que não pode haver coisa tão bela,
E que os céus e a terra bebem dela,
mesmo de noite.

Eu sei que nela o fundo não se pode achar,
E que ninguém pode nela a vau passar,
mesmo de noite.

Sua claridade nunca é obscurecida,
E sei que toda a luz dela é nascida,
mesmo de noite.

Sei que tão caudalosas são suas correntes,
Que céus e infernos regam, e as gentes,
mesmo de noite.

A corrente que desta fonte vem
É forte e poderosa, eu sei-o bem,
mesmo de noite.

A corrente que destas duas procede,
Sei que nenhuma delas a precede,
mesmo de noite.

Aquela eterna fonte está escondida
Neste pão vivo para dar-nos vida,
mesmo de noite.

De lá está chamando as criaturas,
Que nela se saciam às escuras,
mesmo de noite.

Aquela viva fonte que desejo,
Neste pão de vida já a vejo,
mesmo de noite.

Passio Domini Nostri Jesu Christi

Passio Domini Nostri Jesu Christi



É fácil imaginar a raiva com que viu Pilatos a populaça reclamando de novo a sua interferência. Não podendo decidir-se, nem pela condenação, nem pela absolvição, o Procônsul tem uma idéia genial, verdadeiramente estupenda, se não fora uma infâmia revoltante. Declara, ainda uma vez, que Jesus é inocente, e o manda flagelar, na tola persuasão de aplacar as iras de uma multidão sedenta de sangue! ... 

Ora, a sentença de morte era a conseqüência lógica da flagelação, que a costumava preceder. Assim, pois, rasgadas as carnes do acusado, no mais desumano dos suplícios, julgaram-se os soldados romanos autorizados aos maiores excessos e vilanias.

Rolando para o átrio um troço de coluna, que se perpétua sob o nome de coluna dos impropérios obrigam o Divino Mestre a sentar-Se nessa pedra fria - fria como um coração empedernido. Lançam-Lhe sobre os ombros nus um trapo de púrpura e, formando uma coroa de junco entretecida de agudos espinhos - tão agudos e penetrantes que, segundo velhos autores, podiam perfurar uma sola de sapato, - ornam-Lhe a cabeça com esse diadema de escárnio, ajeitado à forma de capacete, para que a tortura Lhe fosse mais intensa e mais ridículo o Seu aspecto. 

Se considerarmos que o cérebro é precisamente a sede de todo o sistema nervoso, teremos uma idéia da repercussão do sofrimento em todo o corpo da vítima, manifestada em espasmos dolorosos e horríveis contorções. Então se realizaram as palavras do profeta: - Tornou-se um sábio na dor e no sofrimento. Virum dolorum et scientem infirmitatem. Não tinha mais figura de homem: era um punhado de carne dilacerada, era uma coisa inominável. Vidimus eum et non erat aspectus...

Por último, colocam-Lhe nas mãos, amarradas em cruz, uma cana verde por cetro, completando assim a irrisória entronização. Os soldados aplaudem, chasqueiam do rei burlesco e impotente, organizam, por entre apupos e gargalhadas, uma solene desfilada e, dobrando os joelhos ante o Bom Jesus que os suporta sem um único lamento, proclamam a sua realeza - Viva o Rei dos Judeus! Ave Rex Judaeorum

E Ele é Rei - Rei ungido em Seu próprio sangue, Rei universal dos vivos e dos mortos, Rei das nossas almas, Rei do nosso amor e da nossa fé. Saudemo-lO. Ave Rex Judaeorum! E porque Ele é Rei, vejamos de passagem o valor e o sentido das Suas insígnias reais. 

Primeiramente os espinhos. Depois da falta original, disse Deus a Adão que a terra, maldita por sua causa, só produziria cardos e espinhos. Ora, essa maldição caiu em cheio sobre o coração humano que, desde então, estéril para a virtude, - só produziu espinhos de pecado. A cabeça do Cristo, segundo Theofilacto, é a Sua divindade, e Jesus recebe sobre a cabeça uma coroa dos pecados, para embotar a esses espinhos a ponta acerada que nos punge. 

O trapo de púrpura que Lhe cobre os ombros é o símbolo da escandalosa vermelhidão do pecado. Vendo-O coberto de uma veste de opróbrio, pergunta o profeta Isaias: - Senhor, por que estão assim vermelhas as tuas vestes? Quare rubrum est indumentum tuum? E o Senhor lhe responde: - Aspergiram sobre Mim o sangue dos homens. Eis porque estão manchadas as Minhas vestes. Arpersus est sanguis eorum super vestimenta mea.

Ora, no seio do eterno Pai, nos esplendores dos santos, o Verbo eterno tinha por vestimenta a claridade da Sua glória divina: - Amictus lumine sicut vestimento. No alto do Tabor, Jesus suspende, por instantes, o véu que ocultava a Sua divindade, e se deixa ver, resplandecente como o sol, com vestes de alvura deslumbrante como a neve: - Vestimenta ejus facta sunt alba sicut nix.

Agora que tem sobre os ombros os pecados dos homens, consente que O despojem da túnica branca que, por irrisão, Lhe dera Herodes, para vestir-Se desse trapo de púrpura - símbolo do rubor e da vergonha que Lhe causa o pecado. Aspersus est sanguis eorum super vestimenta mea.

Oh! minhas senhoras, dizem que é necessário seguir as exigências da moda, - da moda que é uma conspiração anticristã para aviltar o vosso caráter e conspurcar o vosso pudor - e Jesus se cobre de um manto irrisório para alcançar-vos a graça da simplicidade e da modéstia, a fim de que possais revestir, um dia, esse mesmo corpo de claridades e de esplendores, que é a gloria do Filho Unigênito no seio do eterno Pai. Reformabit corpus humilitatis nostrae configuratum corpori claritatis suae

O Rei imortal dos séculos tem por cetro uma cana verde, símbolo da nossa fragilidade e inconstância, como figuram os espinhos a nossa esterilidade para o bem. “Nada mais de molde - comenta Orígenes - do que esse caniço oco, frágil, flexível e leviano, para simbolizar a nossa grandeza imaginária, a nossa vaidade ridícula, a nossa ciência vã e sem consistência, agitada pelo vento de doutrinas contraditórias. Sobre a ciência puramente humana, parto do delírio mais que da razão dos filósofos, apoiaram-se os homens, - frágil caniço que, incapaz de os sustentar, se lhes quebrou entre as mãos, deixando-os cair na lama de todos os vícios, no abismo de todos os erros. Calamus ille mysterium fuit sceptri vani et fragilis, super quem incumbebamas antequam crederemus.”

De um caniço verde se utilizaram os soldados para mais fundo fazer penetrar na cabeça de Jesus os espinhos que a torturavam. Assim tem servido a ciência dos homens para atormentar a cabeça do Divino Mestre, negando a Sua divindade, repelindo a Sua palavra, contestando a autoridade da Sua Igreja

Inconstantes na prática da virtude, flexíveis e quebradiços ao menor sopro da tentação, ocos, vazios de virtudes e merecimentos, - nós somos bem um caniço verde agitado pelo vento. Arundinem vento agitatam. Mas, se Jesus nos toma entre as mãos, mãos amarradas para não punirem - afirma S. Ambrósio - para logo se nos comunica a Sua fortaleza, o vigor da fé, a força da graça, a coragem da virtude. Arundo comprehenditur in manu ejus, ut humana fragilitas non moveatur a vento, sed operibus Christi corroborata firmetur.

Ó meu Bom Jesus! Em Vossas mãos está o meu destino, a minha perseverança, a minha salvação eterna. In manibus tuis sortes meae. Felizes aqueles que, fracos e quebradiços como a cana verde, todavia se conservam entre as Vossas mãos divinas, porque não serão atingidos pela malícia do pecado. - Justorum animae in manu Dei sunt. Felizes, sim, porque, quando parecem morrer para o mundo, então começa para eles o descansar da eternidade. Visi sunt oculis insipientium mori: illi autem sunt in pace

(No Calvário por Dom Duarte Leopoldo E Silva, 1937)

PS.: Grifos meus.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ato de resignação à Vontade de Deus (de Santa Gertrudes)

Ato de resignação à Vontade de Deus 
(de Santa Gertrudes) 


Pai onipotente e santíssimo, ainda que eu não seja mais que uma pobre e vil criatura, dignai-Vos permitir-me de renunciar nas Vossas mãos a minha própria vontade. 

Eu me ofereço e sacrifico inteiramente à Vossa divina Vontade. Desejo que esta amabilíssima Vontade se cumpra sempre em mim, tanto no corpo como na alma, no tempo e na eternidade. 

Unindo-me àquela divina resignação com que Jesus se entregou no Horto das Oliveiras à Vossa santíssima Vontade, apropriando-me Sua intenção, Sua palavra e Seu Coração, digo-Vos e torno a dizer-Vos mil vezes: “Ó meu Pai, Vossa Vontade e não a minha se cumpra, no tempo e na eternidade!” 

Ó Bom Jesus, eu me ofereço a Vós, e me entrego nas Vossas mãos, com a disposição de bem receber as aflições e adversidades que me ameaçam. Recebê-las-ei de bom grado e as suportarei com toda a paciência de que eu for capaz, unindo-me ao amor com que recebestes as penas, as injúrias e as calúnias que Vosso Pai permitiu. 

Dignai-Vos conceder-me a paciência e as forças necessárias para suportar com ânimo estas tribulações que vão cair sobre mim, e fazei que sirvam para Vossa glória, para minha salvação e a de todos os pecadores e para alívio das almas do Purgatório. Amém.

(Oração retirada do livro "Adoremus: Manual de Orações e Exercícios Piedosos", de Dom Eduardo Herberhold, OFM, 1926, 15ª edição)

Protestação de ser fiel ao amor de Deus até a morte

Protestação de ser fiel ao amor de Deus até a morte 


Sede testemunhas, ó Céus, desta minha resolução e protestação que faço na presença da divina Majestade e de toda a Corte celestial. 

Eu sou aquele pobre pecador que, depois de ter recebido da imensa bondade e misericórdia de Deus milhares de benefícios, ofendeu ingrato a Sua divina Majestade. Sou aquela ovelha desgarrada que tantas vezes fugiu do bom Pastor. Sou aquele filho pródigo que ofendeu gravemente o amoroso Pai, fugindo de Sua casa para dissipar a herança preciosa da inocência. Quantas vezes tenho sido infiel, quebrantando as solenes promessas que em meu nome se fizeram no dia do meu Batismo! Quantas vezes tenho manchado a cândida veste da minha inocência, faltando à fidelidade que prometi à divina Majestade! 

Prostrado em espírito diante do trono de Vossa divina Justiça, ó meu Deus, confesso-me culpado e réu do Sangue de Jesus Cristo, Vosso Filho unigênito, por causa de meus pecados, pelos quais Ele padeceu e morreu na Cruz. Meu Deus, tende piedade de mim que mereço a condenação eterna! 

Volto-me, pois, ao trono de Vossa infinita Misericórdia, ó Deus eterno. De novo choro e detesto de todo o meu coração os pecados de minha vida. Perdoai-me, Senhor, pela Vossa infinita Misericórdia e pela sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, meu Salvador. 

Renovo e ofereço-Vos por meio de Jesus e Maria, a profissão de minha fidelidade, feita em meu nome no santo Batismo: renuncio de novo ao demônio, ao mundo e à carne, detestando suas maldades por todo o tempo da minha vida. Proponho e resolvo, irrevogavelmente, amar e servir a Vós, meu Deus, agora e sempre. E para este fim Vos consagro minha alma, com todas as suas potências, e meu corpo, com todos os seus sentidos. 

Protesto nunca mais ofender-Vos, meu Pai amorosíssimo, nem grave e nem levemente. Sem reserva me ofereço inteiramente a Vós e prometo-Vos jamais me desdizer nem voltar atrás. Abomino o mundo traidor e enganador e renuncio para sempre a todas as suas vaidades. 

E se por tentação do inimigo e miséria minha, quebrantar alguma vez esta minha resolução, desde já protesto, com o auxílio de Vossa Graça, levantar-me sem demora, voltando-me novamente à Vossa infinita Misericórdia. 

Esta é minha firme vontade e resolução sincera, a qual ratifico em presença de meu santo Anjo da guarda. 

Meu Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, dignai-Vos aceitar e confirmar esta minha resolução, e como me destes por misericórdia a inspiração e a graça de a fazer, dai-me também o inestimável dom da perseverança, para que, depois de Vos amar e servir na terra, possa ver-Vos e louvar-Vos no Céu, pelos séculos dos séculos. Amém. 

(Oração retirada do livro "Adoremus: Manual de Orações e Exercícios Piedosos", de Dom Eduardo Herberhold, OFM, 1926, 15ª edição)

Oração aos Santos Apóstolos Pedro e Paulo

Oração aos Santos Apóstolos Pedro e Paulo


Santos Apóstolos São Pedro e São Paulo, eu vos escolho hoje e para sempre por meus especiais protetores e advogados. 

Alegro-me em toda a humildade convosco, glorioso São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, por serdes aquela pedra, sobre a qual Deus edificou a Sua Igreja; como também convosco, ó bem-aventurado São Paulo, escolhido por Deus vaso de eleição e pregador da verdade no mundo universo. 

Eu vos rogo me alcanceis viva fé, firme esperança e perfeita caridade, um total desapego de mim mesmo, desprezo do mundo, paciência nas adversidades, humildade nas prosperidades, atenção na oração, pureza de coração, reta intenção nas obras, diligência no cumprimento das obrigações meu estado, constância nos propósitos, resignação na Vontade de Deus e perseverança na graça divina até a morte, para que, mediante a vossa intercessão e vossos gloriosos merecimentos, vença as tentações do demônio, do mundo e da carne, e me torne digno de aparecer na presença do supremo e eterno Pastor das almas, Jesus Cristo, que com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina por todos os séculos dos séculos, para O gozar e amar eternamente. Amém. 

Pai nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... 

(Indulgência parcial - Oração retirada do livro "Adoremus: Manual de Orações e Exercícios Piedosos", de Dom Eduardo Herberhold, OFM, 1926, 15ª edição)