domingo, 11 de julho de 2010

Súplica ao Sagrado Coração de Jesus

Súplica ao Sagrado Coração de Jesus


Ó amado Jesus meu, que prometestes atrair a Vós os corações dos homens, depois de haverdes sido levantado na Cruz; aqui tendes o meu pobre coração, que profundamente comovido com a vista da Vossa Paixão e morte, não pode por mais tempo resistir-Vos: atraí-o, pois, todo inteiro para Vós, e abrasai-o no Vosso amor.

Ó dores, ignominias, morte e amor do meu Jesus, gravai-vos indelevelmente em meu coração!e nunca de minha memória se aparte a Vossa lembrança saudável, para que incessantemente me sinta abrasado e consumido pela ardente caridade do meu divino Redentor.

Volvei, ó Eterno Pai, os Vossos olhos compassivos para o Vosso Filho, morto por meu amor, e, pelos Seus infinitos merecimentos, sede-me propício.

Não desanimes alma minha, a vista de teus enormes pecados; foi o próprio Deus, quem, para nos salvar, enviou ao mundo o Seu Unigênito Filho; e Este, para expiar as nossas culpas, voluntariamente Se ofereceu em sacrifício. Ah! meu Jesus! Já que, para me perdoardes a mim, Vos não poupastes a Vós, volvei sobre mim um daqueles olhares amorosos, que do alto da Cruz me lançastes: sim, olhai-me compassivo, iluminai as minhas trevas, e sobre tudo perdoai-me a ingratidão com que me tenho esquecido da Vossa dolorosa Paixão e do amor que nela me haveis manifestado.

Dou-Vos graças, Deus meu, pelas luzes que me concedeis, fazendo-me conhecer em Vosso corpo, todo chagado, o amor infinito do Vosso coração para conosco.

Ai de mim, Senhor, se ainda agora deixar de Vos amar, ou tiver a desgraça de empregar o meu amor noutro objeto. Fazei que eu possa exclamar, com o Vosso fidelíssimo servo, São Francisco de Assis: "Quero morrer pelo Vosso amor, já que Vós quisestes morrer por amor de mim!"

Ó coração patente e aberto do meu Redentor, morada feliz das almas vossas amantes, permiti que a minha alma encontre em Vós um doce e seguro asilo. Amém.

(Extraída do livro: A Sagrada Família, por um padre redentorista, 1910)

PS: Grifos meus.

sábado, 10 de julho de 2010

A formação da vontade

A formação da vontade 
Algumas noções preliminares


Como se divide esta primeira seção?
Em dois capítulos:

Capítulo I - A natureza da vontade.
Capítulo II - A importância da vontade.

Capítulo I 
A natureza da vontade

Que é a vontade?
A vontade, sob o ponto de vista moral, pode definir-se: "O poder que tem a alma de se decidir, com consciência e reflexão, a uma determinada ação" (J.Guibert, Formação da vontade, p. 1-3-11), de executar o que resolveu, e de perseverar nas suas idéias e empreendimentos.

Quais são, pois, as condições da vontade?
São três principais:

- A decisão, que deve ser pessoal, refletida, conscienciosa;
- A execução, que deve ser enérgica, que deve libertar-se do "domínio das forças exteriores" e reger "os impulsos de vida que brotarem do interior" (obra citada).
- A perseverança, que "comporta a duração na decisão e no esforço" (obra citada).

Capítulo II 
As vantagens da vontade

Quais são as vantagens da vontade?
São múltiplas:

- A vontade evita ou corrige a irresolução.
- A vontade contribui para a formação da inteligência.
- A vontade dá o domínio de si mesmo.
- A vontade assegura a autoridade sobre o mundo exterior.
- A vontade conduz o homem ao fim que se propôs e que deve atingir.

Artigo I - A vontade evita ou corrige a irresolução

Que é a irresolução?
"É o defeito dos que não sabem decidir-se; dos que depois de terem tomado uma decisão, se deixam impressionar pelas razões que militam a favor da decisão contrária; dos que voltam á primeira resolução, para passarem a uma outra, sem que nunca se possa ter a certeza de que não voltarão à primeira, ou não se ligarão a uma terceira".
(Para a descrição do tipo, ver E.Legouvê, As nossas filhas e os nossos filhos, p. 319)

Este defeito é importante?
Os moralistas não vêem nele, muitas vezes, mais que um capricho; os autores dramáticos, um ridículo a explorar. Na realidade, a irresolução é "um defeito que faz rir aqueles que o notam, e chorar aqueles que por ele são atingidos". (Boileau). É mesmo mais que um defeito:

"Estou quase tentado a chamar-lhe um vício".
(E.Legouvê, ob. cit. p. 313-319-323)

"É um mal que se mistura a todos os atos da vida e que ressalta nas mais pequenas circunstâncias como nas maiores, e faz o tormento, não somente do atingido, mas também dos que o rodeiam e, finalmente, para exprimir tudo numa palavra, o paralisa, o martiriza, o ridiculariza".
(E.Legouvê, ob. cit. p. 313-319-323)

Esta irresolução resiste a uma vontade bem formada?
Não, pois que a decisão é a primeira condição duma vontade séria.

"O homem dotado de força de vontade, prevê, medita espera às vezes; se hesita, consulta, e, quando está informado, escolhe".
(J.Guibert, A formação da vontade, p. 8)

Artigo II - A vontade contribui para a formação da inteligência

Como depende a inteligência da vontade?
No sentido de que a formação da inteligência requer a atenção e a aplicação, virtudes custosas, que não podem manter-se senão com esforço e, consequentemente, com o concurso da vontade.

Artigo III - A vontade dá o domínio de si mesmo

Qual a importância deste domínio de si próprio?
- Corrige os defeitos ou os excessos da nossa natureza.

"Quase todos os homens se dividem em duas categorias: os apáticos e os excessivos. A uns falta-lhes a impulsão, os recursos vitais estão sepultados na inacção, a atividade não sobe à altura do dever"
(Este "langor da alma" ou "abolia" este horror do esforço, é, no dizer de M. Payot - A educação da vontade, 6º edição, p.4 - a doença da vontade mais universal e mais perigosa)

"Nos excessivos, a impulsão é, pelo contrário, violenta, desordenada, como o ardor indomável duma parelha de cavalos  que o freio não governa".
(J.Guibert, ob. cit., p.4)

"O domínio, que é obra da vontade, despertará 'nas horas de apatia as energias adormecidas' e, 'nas horas de excitações desordenadas', acalmará, refreará as paixões, dirigindo na linha do dever as atividades fecundas de que a alma transborda".
(J.Guibert, ob.cit., p.4)

- Produz o equilíbrio, a harmonia e a constância.

Qual é a beleza deste domínio de si próprio?
Se se deve dizer com Blackie (A educação de si próprio, p. 83) que a verdadeira dignidade do homem está no que é e não no que tem, somos obrigados a concluir que só aqueles que têm conservado o domínio de si próprios gozam de alguma dignidade e de alguma grandeza, porque só eles são de si livres, só eles adquirem, só eles são capazes de ações.

Como se chega de ordinário a este domínio de si próprio?
Pela afirmação categórica da autoridade, sempre que para isso houver ocasião.

Quando um superior se apresenta diante dos seus subordinados, por exemplo, um professor diante dos seus alunos, decide no primeiro dia, pela sua atitude, do grau de autoridade de que gozará. Os alunos observaram-no, sondaram-no, tatearam-no: sabem com que podem contar.

Da mesma maneira, a vontade deve, ao primeiro encontro um pouco sério, afirmar a sua autoridade sem hesitação, com prontidão, por uma espécie de ofensiva brusca...

E o medo?
O medo é esse sentimento irrazoável, doentio, a que se dá vulgarmente o nome de receio, susto, angústia, terror, assombro, pavor, e que paralisa os espíritos mais positivos e as almas mais intrépidas.

Augusto, vencedor de Actium, tinha medo quando rugia o temporal; Turenne tinha medo na véspera duma batalha; Napoleão teve medo no 18 Brumário.

Que se deve pensar do medo?
- Pode-se considerá-lo "sobretudo um estado físico" (Em. Boutroux)
- Pode ter-se a certeza de que está muito espalhado;

"Penso que aqueles que ousam afirmar que nunca tiveram medo, não são senão míopes que nunca foram capazes de compreender a ameaça".
(Dr. Lucas Championniere)

- Pode pensar-se que o medo não é incompatível com a coragem

Frederico Passy conta esta anedota: Um coronel interrogava um dia, após uma das maiores rebeliões do reinado de Luís Filipe, um jovem soldado, que surpreendido por alguns revoltosos e intimado a entregar as armas do corpo da guarda, tinha resistido energicamente.

- Tive bastante medo, meu coronel, dizia ele ingenuamente, mas eu também tinha de cumprir as ordens que recebi.
- Tiveste medo, rapaz, respondeu o coronel, mas, mesmo assim cumpriste o teu dever. Foste um bravo, um verdadeiro bravo!

- Deve pensar-se que o medo desaparece na ação

"Não conheço outras batalhas senão as da tribuna e do foro, escrevia o sr. Raimundo Poincaré; mas, se vos dissesse que as afronto sem medo, não acreditaríeis em mim e teríeis muita razão. De resto o remédio é sempre o mesmo: ir para a frente e lutar. Tem-se medo antes do combate, com a arma na mão; tem-se medo, quando se pede a palavra; já não há medo, quando se entra em fogo, e esse medo também deixa de existir ao pronunciar o discurso."

E Mgr. Duchesne formula o mesmo pensamento nestas poucas palavras: "Quando se luta não há medo".

Artigo IV- A vontade assegura a autoridade sobre o mundo exterior

Em que sentido é que os homens de vontade têm autoridade sobre o mundo exterior?
- No sentido de que "tudo cede perante as vontades fortes, até os elementos inanimados e as forças brutas. Graças à perseverança no trabalho e à tenacidade nos projetos, a natureza confia à vontade humana os seus segredos e os seus recursos; é por isso que se pode dizer que o gênio é uma paciência, e é certo que a vontade não tem a menor participação que o espírito nas mais belas descobertas e nas empresas mais arrojadas".
(J.Guibert, ob. cit., p. 6 - Este pensamento pode parecer a muitos um pouco exagerado: não estamos longe de partilhar essa opinião)

- No sentido de que nem os maus exemplos das pessoas sem fé e sem lei, nem o respeito humano, nem os atrativos do prazer, nem as seduções do mundo, nem o temor das dificuldades no cumprimento do dever, são capazes de exercer influência da sua decisão, ou susceptíveis de a mudar, ou de suspender a execução, uma vez que ela se tome resolutamente.

Artigo V - A vontade conduz o homem ao fim que se propôs e que deve atingir

Que razão há entre a vontade e o fim a atingir?
Quando a vontade é bem formada, a relação é íntima e quase absoluta!

Quando se quer, acaba-se sempre por poder. Quando se diz "quero"; quando sob o impulso desta palavra, se põe mãos à obra sem tardança; quando se começa; quando se continua aquilo que se começou; quando se prossegue todos os dias aquilo que se começou e continuou; quando se faz tudo isso, convencemo-nos do poder desta palavra "quero", e compreendemos que o poder correspondente a essa força de vontade é irresistível.

(Excertos do livro: Catecismo da educação, pelo Abade René de Bethléem, continua com o post: As condições da formação da vontade)

PS: Grifos meus.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Se quisermos viver bem...

Se quisermos viver bem...

(Foto: Revolução espanhola)

Se quisermos viver bem, fá-lo-emos, a despeito dos nossos inimigos... a despeito das paixões... do demônio... das riquezas... do martírio.

a) A despeito dos nossos inimigos

Roubar-nos-ão, talvez, os bens, a reputação, a vida, mas não o céu!

b) A despeito das paixões

Estejamos persuadidos de que os Santos, feitos como nós de argila humana, experimentavam geralmente as nossas paixões, até as mais humilhantes, as mais mesquinhas. Ouviam o apelo para os cimos, mas sentiam o peso do grosseiro saibro do egoísmo. Em todas as existências humanas, há estas aspirações da altura, estas atrações do abismo. Os Santos, que eram realmente nossos irmãos na humanidade, foram generosos.

O que fizeram estes homens e estas mulheres, porque não poderia eu realizá-lo também? "Quod isti et istae, cur non ego?"

c) A despeito do demônio

Excita-nos ao mal, mas nada mais pode. Ora, o pecado consiste, não em ser tentado pelo demônio, mas em consentir, e o consentimento depende só de nós.

Assaltos multiplicados, na guerra, conseguem dominar todas as praças fortes. Na nossa época não há, diz-se, cidadela invencível. Sim, uma cidadela há inexpugnável: a do nosso foro interior, a do nosso livre arbítrio.

d) A despeito das riquezas

Sujeitam o homem aos gozos terrestres; açambarcam o coração e amolecem-no. Por isso Nosso Senhor falou delas com tanta severidade.

Mas, se as riquezas são perigosas, não são, em si mesmas, condenáveis. Há a temer o desvio e o abuso, sim. Mas com que direito se afirmaria que a fortuna é, por sua natureza e necessariamente, uma causa de perdição? Zaqueu, esse privilegiado que teve por hóspede Jesus Cristo, "era rico". (Luc. XIX, 2).

S. Luís, rei da França, e sua admirável mãe, Branca de Castela, viviam na opulência e santificaram-se no trono. Muitos ricos sustentam as boas obras, o apostolado católico sob todas as formas, e acumulam assim grandes méritos.

e) A despeito do martírio

Sem dúvida, os tiranos podem forçar os gestos exteriores, impelir, por exemplo, um cristão até ao altar dos falsos deuses, obrigar a mão dele a sustentar incenso diante dos ídolos. Mas nenhum déspota pode violentar a própria vontade.

Na primitiva Igreja, milhares e milhares de homens e mulheres permaneceram generosos, no seio de horríveis perseguições. Vejamos os mártires de hoje: os padres e religiosas de Espanha. Sabiam que, se apostatassem, os vermelhos satisfeitos com essa apostasia lhes poupariam, talvez, a vida. A alternativa foi-lhes algumas vezes  formulada e proposta: "Se renunciardes a fé, sereis livres; se vos obstinardes, sabeis bem o que vos espera".

Oh! sim, sabem o que vos espera...
E escolhem livremente a morte, e que morte!
Põem a sua glória em dar o sangue pela religião.

Os jornais reproduziram esta carta, na qual um vermelho conta como matou um padre:

"No momento em que lhe cravei o punhal na garganta, imaginem que este cão gritou ainda: Viva Cristo-Rei!"

Uma espanhola vermelha gloriou-se, ao microfone, de ter feito perecer (e de que modo!) vinte religiosas. Contava-o essa mulher, com alegria; experimentava a necessidade de expor ao mundo inteiro, pela rádio, os seus vinte assassínios.

A 21 de novembro de 1936, o jornal Itália publicava este telegrama, datado da Cidade do Vaticano:

"Segundo os primeiros cálculos, necessariamente aproximativos, o número de sacerdotes seculares e regulares, que caíram vítimas inocentes do ódio satânicos na Espanha, elevar-se-á à cifra enorme de 11.000".


(Imagem de Cristo em Madri servindo de alvo)

(Nota de rodapé: Pode parecer impossível. Mas não esqueçamos que a Espanha contava muitos padres e religiosos. Provasse um dia a história que o número das vítimas não foi tão grande, este será sempre muito considerável. A tradução espanhola insere aqui a seguinte nota:

"Prova eloquentíssima de que a destruição dos templos e o morticínio dos sacerdotes, em forma totalitária, foi coisa premeditada, é o seu número espantoso. Ainda que sejam prematuras as estatísticas, contamos cerca de 20.000 igrejas e capelas destruídas ou totalmente saqueadas. Os sacerdotes assassinados - contamos uma média de 10 por 100 nas dioceses devastadas; nalgumas chegam a 81% - somarão, só do clero secular, cerca de 6.000. Deram-lhes caça com cães; perseguiram-nos através dos montes; procuraram-nos com afã em todos os esconderijos. Matavam-nos sem julgamento. As mais das vezes, imediatamente, sem outra razão que o seu ministério social. As formas de assassinato revestiram características de barbárie horrenda. Calculam-se ainda em 300.00 os leigos que sucumbiram assassinados, só pelas suas idéias políticas e especialmente religiosas: em Madri, e nos três primeiros meses, foram assassinados mais de 22.000". - Carta coletiva do Episcopado espanhol, 1 de julho de 1937).

Cifra enorme, sim, tanto mais que não abrange as religiosas.

Exageraríamos, é verdade, sustentando que nunca se dá uma apostasia nas fileiras do clero tão ferozmente perseguido. Ai! é quase fatal que, num tão grande número de perseguidos, e diante do horror dos suplícios, alguns pânicos se tenham de deplorar. Quem ousaria afirmar que, na Espanha inteira, nem um só padre, nem uma só religiosa fraquejou?

Quanto a estes fracos, o justo Juiz apreciará a parte de alucinação, de terror que estorvou a reflexão. Que responsabilidade conserva a pobre natureza humana, em certos casos verdadeiramente atrozes? Seja como for, se alguns foram desertores, a grande maioria dos padres e dos religiosos, permaneceu fiel a Deus, à Igreja. A queda deste ou daquele serve para realçar o mérito e a valentia de tantos outros. Porque prova que a vontade dos mártires permanece livre, visto haver alguns que dizem não, quando a maior parte responde sim.

Ainda mais, a mesma pessoa responde algumas vezes sucessivamente sim, não, sim.

Prova-o a história dos mártires. Exemplo: Santa Córdula. O martirológico de 22 de outubro diz-nos que esta companheira de Santa Úrsula foi primeiro corajosa, depois se escondeu vergonhosamente, mas que enfim tomada de remorsos, sofreu heroicamente o martírio. Prova surpreendente da liberdade humana: esta mulher é generosa, depois covarde, depois mais uma vez generosa. A mesma vontade resiste, cede, emenda-se.

O Breviário de 10 de março oferece-nos um outro caso muito estranho. Os quarentas mártires de Sebaste esperavam a morte. O  homem que os guardava teve esta visão: anjos sobrevinham, trazendo trinta e nove coroas. Ouçamos a narração do breviário: "Ele dizia para si: Aqui, há quarenta pessoas. Onde está a coroa para a quadragésima? Enquanto fazia esta reflexão, um dentre eles, não sendo já assaz forte para suportar o frio, lançou-se no banho tépido que estava junto, e contristou muito os Santos. Mas Deus não permitiu que as orações deles fossem vãs: o guarda, espantado do fato... despojou-se dos vestidos e, depois de declarar bem alto que era cristão, juntou-se aos mártires".

(Em face do dever - Volume I, pelo Pe. G.Hoornaert, S.J, traduzido por Pe. Elísio Vieira dos Santos, o original que serviu para esta tradução é o da 1ª Edição francesa que tem por título: "Face au Devoir")

PS: Grifos meus, continua com o post: Se não quisermos viver bem...

Nomes dulcíssimos de Jesus, Maria e José

ORAÇÃO
Nomes dulcíssimos de Jesus, Maria e José


Nomes dulcíssimos de Jesus, Maria e José, sem cuja mediação ninguém pode conseguir salvar-se, intercedei por mim perante o Pai das misericórdias e suplicai-Lhe que me perdoe todos os meus pecados, cometidos neste último mês. Mostrai, ó meu amoríssimo Jesus, ao Vosso Eterno Pai as Vossas cinco chagas, e rogai-Lhe que não seja perdido para mim o fruto da satisfação plena que por meio delas Lhe destes.

Ó Virgem Santíssima pelas Vossas puríssimas entranhas, que dentro em si trouxeram o próprio Filho de Deus, e que alimentastes o Vosso Jesus por Vosso leite, vos rogo que supliqueis por mim, e me alcanceis o perdão de minhas culpas.

Ó gloriosíssimo São José, que fostes exaltado à dignidade sublime de exercer na terra para com Jesus as nobilíssimas funções de Seu Eterno Pai, e as do divino Espírito Santo para com Maria Santíssima, rogai e intercedei por mim, e dispensai-me a Vossa poderosa proteção.

Jesus, Maria e José, nunca se ouviu dizer que fosse por Vós desamparado, quem tenha implorado a Vossa clemência: mostrai, pois, para comigo entranhas de misericórdia; não permitais que eu seja confundido; alcançai-me que sejam apagadas as minhas iniquidades; obtende-me uma dor profunda de as haver cometido.

Vos não desgoste com as minhas infidelidades e reincidências, e para que Vos ame, Vos sirva, Vos bendiga e louve por todos os séculos dos séculos. Amém.

Amado Jesus, José e Maria.
O meu coração Vos dou e alma minha.

(Extraído do livro: A Sagrada Família, por um padre redentorista, 1910)

A SALVAÇÃO

A SALVAÇÃO


Um cuidado incessante
me oprime noite e dia!
Quero salvar minha alma,
Jesus, sede o meu guia.

Que me importa a nobreza,
a saúde, a riqueza,
se me perco, ó meu Deus?
Se enfim hei de perder-Vos,
para sempre aborrecer-Vos,
proscrito lá dos céus?

Se a perda dum amigo
traz de certo consigo
pena, dor e aflição:
Se da Vossa presença
nos privasse a sentença!
Que horrível privação!

Convertido nesta hora,
meu coração agora
a Vós volva, a Vossa graça!
Vossa bondade, Senhor
me livre e Vosso favor
dessa horrível desgraça!

Já que de dais espaço,
chorarei sem descanso
triste mal do pecado,
que a minha alma devora:
Ai, do que não melhora
em vida o seu passado.

(Extraído do livro: A Sagrada Família, por um padre redentorista, 1910)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

II - Maria, bela em Sua Conceição

A BELEZA DE MARIA


II - Maria, bela em Sua Conceição

Maria é, pois, bela!... Bela com todas as belezas de Seu Filho, bela pela plenitude de graça que nEla reside. De Fato, é a graça santificante que dá à alma o seu valor real, sua graça, para agradar a Deus e ser por Ele amada; é a veste nupcial que a torna digna de assentar-se ao banquete do Cordeiro, e sem a qual não é permitido entrar na sala do festim.

Uma alma em estado de graça é tão bela, que é impossível a Deus não amá-la; possui direitos tão ingentes, que é impossível a Deus não se dar todo a ela.

Para compreender a beleza da alma de Maria, seria, pois, necessário fazer-se uma idéia das graças que Lhe foram outorgadas, pois a beleza aumenta à medida que aumenta a graça.

Ora, quem poderia imaginar as graças concedidas Àquela que era "cheia de graça", e isto já desde a Sua Conceição imaculada, sem por isso estar na incapacidade de aumentar, de acrescer ainda este tesouro, pois a Virgem deve não somente ser cheia de graças, mas tê-las em superabundância, para que possamos receber de Sua plenitude.

Vejamo-lA primeiramente em Sua Conceição imaculada. Como desde já esta plenitude se irradia!...

Esta beleza da imaculada Conceição é tanta, que nem mesmo é necessário começar a descrevê-la. Antes de elevarmos os olhos para este fascinante esplendor, mais fácil seria inclinarmo-nos sobre o abismo de misérias, a que nos relegou a queda original, e fazermos assim, por contraste, uma longíqua idéia da alma virginal de Maria. Falemos apenas uma única palavra de nossas chagas íntimas.

A primeira chaga é a perda de toda justiça: - da graça santificante, virtudes infusas, equilíbrio das potências de nossa alma, subordinação do corpo ao espírito, direito a uma proteção especial de Deus. Todos estes dons nos foram retirados, e Maria, ao contrário, foi enriquecida de todos estes bens, desde ao Seu primeiro instante.

"Cheia de graça", nEla circula a vida divina.
É uma beleza, uma riqueza, uma luz, uma força.
É a paz, a ordem, a harmonia.

A inteligência vê claramente, a vontade governa, e Deus vela sobre a Sua obra com um cuidado invejoso.

Nós não somos apenas despojados, somos manchados.
Não somente somos deformados, somos positivamente culpados.
Carregamos o peso da inimizadade divina.

E Maria é toda bela, toda pura, toda agradável.

Ela inflama de amor o Coração de Deus, e Ele não se sacia nunca de contemplar a primeira e única criatura, sobre a qual Ele pode baixar os olhos com complacência. E Ele também não contém a Sua alegria por encontrar, enfim, sobre quem expandir a Sua ternura.

Chama-A Sua única, Sua amada, Sua pomba, Sua irmã, Sua esposa.

Maria é a "Bendita", a "Bem-aventurada", Aquela a quem estão reservadas todas as honras possíveis e todas as beatitudes imagináveis...

O batismo restitui-nos a graça, apaga a nossa culpa e remite a nossa pena.

Como é bela a alma batizada!...
Ei-la: - é perfeita, radiante, estabelecida em sua integridade esplêndida, à semelhança da alma de Maria!...

Teria a nossa pureza reconquistada o mesmo valor que a pureza original de Maria?...Oh! não... E bem o sentimos nós desde o despertar de nossas faculdades e desde o primeiro vôo que a nossa alma quer tomar. Ela foi perdoada, reavivada, mas suas asas ficaram amortecidas e suas faculdades feridas.

Um véu de ignorância se estende sobre o nosso espírito, um mundo de malícia pesa sobre nossa vontade, um foco de concupiscência se aninha bem no fundo de nosso coração e uma fraqueza mórbida anemiza todo o nosso ser.

E, mais ainda, este langor paralisa a vontade. Estas concupiscências todas sobem como nevoeiros diante dos olhos já enfraquecidos da nossa inteligência. Não possímos mais a noção justa das coisas, deixamo-nos fascinar pelos falsos bens, e somos curiosos, frívolos, perturbadores, inconstantes.

Talvez isto  ainda não é mais que o defeito; brevemente, porém, será o pecado.

Apenas criada, a alma inteiramente límpida da Virgem Imaculada, vibrante de sentido, de força e de amor divino, conhece Seu bem supremo, voa até Ele, prendendo-se-Lhe irrevogavelmente.

A candura da luz eterna se reflete neste espelho sem mácula. As claridades de Deus são as Suas, e Sua é também a vontade de Deus.

Todas as Suas potências, todas as Suas tendências se dirigem para Ele. Não experimenta, nem pode experimentar o atrativo, não digo de um mal qualquer, mas nem do menor bem, nem doutro bem a não ser Ele.

Tão impossível Lhe é escolher a imperfeição, como é às almas beatificadas dos eleitos cometer o pecado. Entretanto, Ela guarda ainda o mérito da liberdade. Nela tudo é impulso irresistível para Deus, mas é um impulso querido, refletido, meritório!...

E tamanha perfeição e pureza, que fizeram de Maria, desde o primeiro instante de Sua Conceição, a Rainha de todas as santidades angélicas e humanas, nEla não é mais que um ponto de partida, um germe, um começo.

Ela irá crescendo de beleza em beleza, de virtude em virtude, até à hora em que Sua alma, envolta num suspiro de amor, alcançar a mais alta perfeição que possa realizar uma simples criatura.

A faisca que se propaga na floresta, torna-se um oceano de chamas; a imaculada Conceição, irradiando sobre a vida de Maria, lança sobre Ela um resplendor diante do qual empalidecem todas as purezas criadas.

Oh! devem cantar as glórias e as belezas da Virgem sem mácula os anjos, únicas testemunhas deste inefável mistério!...

Se os ouvidos do homem estivessem tão atentos e lhe tivesse Deus concedido ouvir seus cânticos e suas aclamações, teriam experimentado alguns destes acentos que mais tarde deveriam ouvir os santos e os doutores, teriam recolhido em seu espírito e em seu coração graciosas imagens.

Ouçamos um pouco os ecos chegados até nós.

Uns diziam: "O doce Sol de misericórdia não poderia tardar a aparecer. Eis a Sua obra, dEle recebendo os Seus raios, projetando-os ao céu e sobre a terra, e expelindo as sombras da noite". - Maria aurora praenuntia Dei. (S. Bern.)

Continuaram outros: "Salve, ó belo arco-íris, Vós és para a terra o sorriso de um Deus prestes a apaziguar-Se; anuncias o fim dos trovões, das tempestades e das ameaças". - Maria iris mystica. (Alegrin d'Abbville)

E outros, enfim: "Corre, ó graciosa nave! Por Vós o Verbo divino sulcará as ondas do mar lodoso do mundo, estenderá a mão aos infelizes que naufragaram, e reconduzi-los-á todos ao porto". - Maria navicula Domini. (Adam des Iles)

Santo Ildelfonso chama-A: "Terra nova, novo Éden, plantado pela mão de Deus, no qual Deus tornará a conversar com o homem. Campo florido, odorífero, fecundo, no qual germinará uma flor da eternidade." -Maria campus floris aeterni. (S.Ildefonso)

E ainda Hugo de S. Vítor: "Raiz viva! Floresta verdejante! Haste cheia de nobreza! e gloriosa, cuja flor será Deus". - Maria radiz vitae florens; Virga, cujus flos Christus. (Hugo de São Vítor)

Santo Antoninho pôde escrever: "Até então se haviam as vozes da humanidade perdido nos ecos do mundo. Nenhuma tivera o poder de penetrar as nuvens. Eis a grande, a poderosa voz, cujos sons chegaram ao céu". - Maria vox clamantis in caelum. (S. Antonino)

E um outro panegirista de Maria assim se expressa:

"Sua perfeição, diz ele, força atrativa e irresistível triunfará de qualquer obstáculo. Como um magnete precioso, Ela atingirá até ao Verbo divino em Sua eternidade, e atraí-lO-á para o tempo". - Maria magnes spiritualis. (Adam de Perseigne)

"Eleva-te, exclama Santo Anselmo, ó maravilhosa escada, que deve unir o céu e a terra, escada sagrada, pela qual, enfim, Deus descerá até ao homem, e o homem subirá até Deus". - Maria scala, Dei descendetis et homini ascendentis. (Sto. Anselmo de Luca).

E Ricardo de São Vítor:

"Eis preparada a morada hospitaleira do Verbo eterno feito peregrino no tempo. Eis o leito de honra, sobre o qual repousará a Sua adorável humanidade, o trono vivo sobre o qual Se assentará para inaugurar o Seu reino, o altar sagrado sobre o qual começará a Sua vida e o Seu holocausto". - Maria diversorium Dei peregrinantis (Ricardo de São Vítor). Maria thalamus humanitatis Christi (São Cripiano). Maria altare terrenum (Pedro de Celles).

Aclamando-A, diz o grande bispo de Hipona: "Primeiro e magnífico esboço do Cristo Redentor! Em Sua alma e em Seu corpo, em Suas aspirações e em Suas virtudes, Ela é como que um Jesus começado. Ela é o molde admirável, em que serão fundidas, indissoluvelmente unidas, reduzidas à unidade de uma só pessoa, a humanidade e a divindade do Verbo". - Maria forma Dei. (S. Agost. Sermão da Assunção)

Enfim, outros exclamam: "Em Maria imaculda reconheçamos o penhor das antigas promessas, o sinal da alegria univerdal, o grande aleluia dos corações fiéis". - Maria pignus promissionis (Absalon de Trèves). Maria Alleluia fidelium (Sto. Anselmo de Cantuária)

Eis o que teria percebido o ouvido atento. Mas não há apenas hinos de alegria para a terra; há sobretudo um tesouro!... Ter uma Virgem imaculada nas fileiras da família humana, este pensamento não excita somente a admiração, mas ainda um outro sentimento, que é a consolação.

Se Maria é toda bela e imaculada, não é apenas uma honra, que redunda sobre nós, mas é um tesouro em que nos podemos saciar.

Ela é o nosso tesouro de pureza, com a missão de enriquecer-nos.
Não é isto consolador?...

O nosso canto é o "Miserere"; o Seu é o "Magnificat"!!!

Cada túmulo diz à podridão e ao vermes: "Vós sois minha mãe, sois minha irmã" (Jó 17).
O túmulo da Virgem dirá às estrelas: "Deixai passar a minha pomba".

A Sua imaculada Conceição prepara a Sua assunção. E do alto do céu, compadecer-se-á Ela de nossas misérias e de nossos túmulos.

Oh! como este dogma da Conceição Imaculada inunda de indizíveis consolações a alma do crente!...

O pobre pecador pode dizer de si para si: Sou infeliz, iníquo, coberto de manchas, mas há ao menos em minha família uma criatura bela, que é a mesma pureza, e não só a pureza, mas até a caridade...

Uma dobra de Seu manto cobrirá a minha miséria diante do justo Juíz!...

Deste modo a prerrogativa da imaculada Conceição torna-se um como bem de família e um tesouro em que nos podemos enriquecer. É o que fazia dizer a S. Hugo Magno: "Ó Maria, eu vos comparo a uma gota de orvalho que bastaria para purificar o mundo".

(Por que amo Maria, pelo Pe. Júlio Maria)

Ps: Grifos meus.

A primeira escola (Mãe)

A primeira escola
(Mãe)


A família, e especialmente a educação materna, são a base e o fundamento do desenvolvimento posterior do filho. Decide-se aqui o futuro das qualidades e das características recebidas pelo nascimento e, como o pai desenvolve as suas ocupações fora do lar, a maior parte da educação recai sobre a mãe. Os cuidados e a formação física do filho são, nos primeiros anos, incumbência exclusiva da ação materna e é através dela que se decide uma grande parte da formação moral e espiritual.

... De São João Crisóstomo é, porém, a expressão clássica: "Nada há de mais elevado que formar a alma dos jovens e instruí-los na virtude".

A educação do filho começa com o nascimento; pretender iniciá-la mais tarde não é tarefa muito fácil, porque, desde o primeiro momento, o homem tem o seu caráter peculiar. O novo ser traz consigo características físicas, anímicas e espirituais que lutam por manifestar-se com a pujança impetuosa de um rebento; eis o motivo por que a mão prudente da mãe tem de começar logo a afastar todas as raízes prejudiciais.

Os primeiros anos da vida têm, para sempre, uma importância excepcional. A cultura, a ciência e as línguas podem ser aprendidas mais tarde, mas a formação de um coração generoso e de princípios de vida inabalável, só pode ter lugar nestes primeiros momentos.

(A mãe, pelo Cardeal Mindszenty)

PS: Grifos meus.

A formação do corpo

A formação do corpo


A educação física, que começa antes do despertar da consciência, é orientada para o fortalecimento e proteção da vida e da saúde. No entanto, a criança deve habituar-se paulatinamente a observar uma certa hierarquia e a subordinar as exigências físicas às espirituais. Não se deve fazer do homem um asceta budista que despreze o corpo ou um materialista que ignore a alma; deve fazer-se dele um cristão equilibrado que se preocupe com harmonizar corpo e alma, por serem ambos dons de Deus.

O corpo humano tem uma grande dignidade e a mãe deve ganhar consciência disso logo de início. É representante da providência de Deus e deve tratar e tocar o corpo da criança como algo de sagrado, de de maneira que transpareça essa atitude de respeito.

Ainda que o filho não reflita, pressente com que mãos é cuidado. Mas deve também ser introduzido, desde o início, no espírito de disciplina e de sacrifício. O excessivo mimo não procede de um verdadeiro amor pelo filho mas de uma frívola sensibilidade. Uma boa educação física é, ao mesmo tempo, uma educação do espírito.

As reações anímicas do filho devem ser cuidadosamente observadas, para que seja possível a sua reta orientação. A consciência da criança desperta entre os três e os seis anos e manifesta-se por um impulso poderoso na procura da verdade.

Por meio de perguntas incessantes, quer ganhar depressa a experiência dos mais velhos e, por vezes, não é fácil encontrar respostas oportunas às infinitas curiosidades dos filhos. A mãe deve encher-se de paciência e servir-se dessas perguntas constantes para a formação espiritual da criança.

Aos olhos do filho, ela torna-se servidora da verdade e nenhuma pergunta deve ficar sem resposta. No entanto, uma resposta nunca deve ser dada nos termos em que se daria a uma pessoa crescida; é preciso adaptar todas as coisas à capacidade de compreensão de cada criança. Ninguém pode compreender isso melhor do que a mãe e as suas respostas são sempre o melhor elemento educativo.

(A mãe, pelo Cardeal Mindszenty)

PS: Grifos meus.

Doce menina (Santa Filomena)

Doce menina


Teus olhos volve-me,
meiga menina;
vê que este povo,
a ti recorre.

Cheia de júbilo
eu também vim;
doce santinha,
roga por mim.

Pois deste mísero
vale de pranto,
a ti elevo
meu terno canto,
em ti reencontram-se
graças sem fim.
Ó doce santinha
ora por mim.

No mar intérmino,
te vejo em brilho.
Propícia estrela
radiosa e bela
ao porto guia-nos
para o festim.

Santa menina
ora por mim.

(Extraído do livro: Santa Filomena a grande milagrosa)

Para se dedicar ao serviço de São José e implorar sua proteção

Oração

Para se dedicar ao serviço de São José e implorar sua proteção

(Foto: Morte de São José)

Quanto me alegro, ó glorioso Patriarca, pela grande ventura e glória de que gozais por vos haverdes tornado digno de poderdes mandar e fazer-vos obedecer por Aquele a quem obedece os céus e a terra.

Ó meu glorioso Santo, já que um Deus se dignou de sujeitar-Se a vós, também eu quero deixar-me ao vosso serviço. Eu vos elejo, depois de Maria, por meu especial advogado e protetor, e prometo honrar-vos todos os dias com algum especial obséquio.

Acolhei-me debaixo do vosso especial patrocínio e ordenai-me o que quiserdes. Rogai por mim a Jesus, que certamente vos não há de negar nada do que pedirdes, pois na terra vos foi sempre submisso e obediente. Dizei-Lhe que me perdoe as ofensas que Lhe tenho feito, que me desapegue das criaturas e de mim mesmo, me inflame no Seu santo amor e disponha de mim segundo o Seu divino beneplácito.

E vós, pela assistência, que tivestes no ponto da morte de Jesus e de Maria, protegei-me na minha, para que, morrendo assistido de Jesus, de Maria e de vós, mereça entrar na glória, bendizer-vos e louvar-vos, e, em vossa companhia, bendizer, louvar e amar a Deus por toda a eternidade. Amém.

(Extraída do livro: A Sagrada Família, por um padre redentorista, 1910)

A santa Comunhão

A santa Comunhão


Humilhado e confundido,
contristado, arrependido,
aqui me tendes, Senhor,
Esperando, confiando,
nesse Pão Sacramentado
ter conforto, paz e amor.

Confia alma atribulada,
d'amarguras repassada,
suave consolação
vem teu Deus comunicar
a quem junto deste altar
bem recebe a comunhão.

O eucarístico manjar
a quem vier comungar
causará diversa sorte!
Recebido em caridade
dá vida e felicidade:
Em pecado, causa a morte!

Abrasado em puro amor
oferece-te o Senhor
neste augusto Sacramento
o Seu corpo, sangue e alma,
de Vosso ser virtude e palma,
conforto, paz e alimento!

(Extraído do livro: A Sagrada Família, por um padre redentorista, 1910)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mês do preciosíssimo Sangue


A tradição da Igreja consagra o mês de julho ao culto do Preciosíssimo Sangue de Jesus, cuja festa se comemora no dia 1º de julho. Aqui vão algumas orações aprovadas pela Igreja para tal prática espiritual.

Oferecimento do Preciosíssimo Sangue

I. Pai Eterno, eu Vos ofereço os merecimentos do preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo, Vosso amado Filho e meu divino Redentor, pela propagação e exaltação da Santa Igreja, minha terna Mãe, pela conservação e prosperidade de Seu Chefe visível, nosso Santo Padre, o Pontífice Romano, pelos Cardeais, Bispos, Pastores das almas e por todos os Ministros do Santuário.

Glória ao Pai...

V: Bendito e louvado seja para sempre o nosso divino Jesus,
R: Que nos remiu e salvou com o Seu Sangue.

II. Pai Eterno, eu Vos ofereço os merecimentos do preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo, Vosso amado Filho e meu divino Redentor, pela paz e concórdia entre os governantes católicos, pela confusão dos inimigos da santa Fé e pela felicidade do povo cristão.

Glória ao Pai...

V: Bendito e louvado seja para sempre o nosso divino Jesus,
R: Que nos remiu e salvou com o Seu Sangue.

III. Pai Eterno, eu Vos ofereço os merecimentos do preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo, Vosso amado Filho e meu divino Redentor, pela iluminação dos incrédulos, pela extirpação de todas as heresias e pela conversão dos pecadores.
Glória ao Pai...

V: Bendito e louvado seja para sempre o nosso divino Jesus,
R: Que nos remiu e salvou com o Seu Sangue.

IV. Pai Eterno, eu Vos ofereço os merecimentos do preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo, Vosso amado Filho e meu divino Redentor, por todos os meus parentes, amigos e inimigos, pelos pobres, enfermos, aflitos e por todos aqueles por quem sabeis que devo pedir e quereis que peça.

Glória ao Pai...

V: Bendito e louvado seja para sempre o nosso divino Jesus,
R: Que nos remiu e salvou com o Seu Sangue.

V. Pai Eterno, eu Vos ofereço os merecimentos do preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo, Vosso amado Filho e meu divino Redentor, por todos os que passarem hoje à outra vida, a fim de que os livreis das penas do inferno, e os leveis, quanto antes, à Vossa eterna glória.

Glória ao Pai...

V: Bendito e louvado seja para sempre o nosso divino Jesus,
R: Que nos remiu e salvou com o Seu Sangue.

VI. Pai Eterno, eu Vos ofereço os merecimentos do preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo, Vosso amado Filho e meu divino Redentor, por todos os que sentem o valor de tão grande e belo tesouro, pelos que estão unidos comigo para O adorar e honrar e, finalmente, pelos que trabalham em propagar esta devoção.

Glória ao Pai...

V: Bendito e louvado seja para sempre o nosso divino Jesus,
R: Que nos remiu e salvou com o Seu Sangue.

VII. Pai Eterno, eu Vos ofereço os merecimentos do preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo, Vosso amado Filho e meu divino Redentor, por todas as minhas necessidades espirituais e corporais, pelo livramento das benditas almas do Purgatório e, em particular, daquelas que foram mais devotas da nossa preciosa Redenção e das dores e angústias de nossa santíssima e muito amada Mãe, a Virgem Maria.

Glória ao Pai...

V: Bendito e louvado seja para sempre o nosso divino Jesus,
R: Que nos remiu e salvou com o Seu Sangue.

(Indulgência parcial)

Ladainha do Preciosíssimo Sangue

Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, ...
Deus Espírito Santo, ...
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, ...
Sangue de Cristo, Sangue do Filho Unigênito do Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus encarnado, ...
Sangue de Cristo, Sangue do novo e eterno Testamento, ...
Sangue de Cristo, correndo pela terra na agonia, ...
Sangue de Cristo, manando na flagelação, ...
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de espinhos, ...
Sangue de Cristo, derramado na Cruz, ...
Sangue de Cristo, preço da nossa Salvação, ...

Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver Redenção, ...
Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia, ...
Sangue de Cristo, torrente de misericórdia, ...
Sangue de Cristo, vencedor dos demônios, ...
Sangue de Cristo, fortaleza dos Mártires, ...
Sangue de Cristo, virtude dos Confessores, ...
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens, ...
Sangue de Cristo, força dos tentados, ...

Sangue de Cristo, alívio dos que sofrem, ...
Sangue de Cristo, consolação dos que choram, ...
Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, ...
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos, ...
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, ...
Sangue de Cristo, penhor de eterna vida, ...
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, ...
Sangue de Cristo, digno de toda honra e glória, ...

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V: Remistes-nos, Senhor, com o Vosso Sangue.
R: E fizestes de nós um reino para o nosso Deus.

Oração:

Onipotente e sempiterno Deus, que constituístes a Vosso Filho Unigênito Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado pelo Seu Sangue, concedei, nós Vos pedimos, que de tal modo veneremos o preço de nossa Redenção, e por Sua virtude sejamos defendidos na terra contra os males da vida presente, que nos seja dado usufruir perpetuamente das alegrias celestiais. Pelo mesmo Cristo, Nosso Senhor. Amém.

(Indulgência parcial)

Pai Eterno, eu Vos ofereço o Sangue Preciosíssimo de Jesus Cristo, em desconto de meus pecados, em sufrágio das santas Almas do Purgatório e pelas necessidades da Santa Igreja. Amém.

(Indulgência parcial)

PS: Recebido por e-mail.