sábado, 31 de outubro de 2009

Festa de todos os Santos



O Templo de Agripa foi consagrado ao tempo de Augusto a todos os deuses do paganismo e por esse motivo denominado Panteão. Bonifácio IV mandou para lá transladas as ossadas dos Mártires encontradas nas catacumbas e no dia 13 de Maio de 610 dedicou esta Nova Basília ao culto dos Mártires e da Virgem Santíssima.

A festa desta dedicação foi tomando com o tempo caráter mais universal, sendo mais tarde consagrada à Virgem SS. e a todos os Santos. Existindo já, porém, a festa da comemoração de todos os Santos, celebrada primeiramente em dias diferentes nas diversas igrejas e em 835 fixada por Gregório IV no dia 01 de Novembro, Gregório VIII transferiu para esta data a dedicação do Panteão.

A festa de hoje recorda pois e celebra a vitória do Deus verdadeiro sobre as falsas divindades do paganismo. Em razão da sua procedência, a Missa vai buscar numerosos textos à liturgia dos Mártires. A Santa Igreja coloca-nos debaixo dos olhos a admirável visão do Céu, a visão dos doze mil inscritos (12 por ser número perfeito e indicar plenitude) de cada tribo de Israel e da multidão sem conta, procedente de todos os povos, línguas e tribos, todos de pé diante do Cordeiro, revestidos de branco e com palmas na mão.

Jesus Cristo, a Virgem SS., as falanges dos Espíritos bem-aventurados distruídos em nove coros, os Apóstolos, os Mártires envoltos na púrpura do sangue que verteram, os Confessores vestidos de branco, o coro casto das Virgens formam o majestoso cortejo. Compõe-se dos que na Terra andaram pelos passos de Jesus, dos pobres de espírito, dos mansos, dos aflitos, dos que sofreram fome e sede de justiça, dos misericordiosos, dos puros, dos pacientes, dos que foram perseguidos pelo nome de Jesus.

Alegrai-vos, lhe dizia o Mestre, porque a vossa recompensa será grande no Céu.

Entre estes milhares de justos que foram na Terra discípulos fiéis de Cristo encontramos muitos dos nosso parentes, amigos, filhos da nossa terra e da nossa aldeia, os quais participam já da glória do Senhor, Rei dos reis e coroa de todos os Santos. Ao assistirmos à Missa neste dia, lembremo-nos que o sacedórcio de Jesus Cristo na Terra, exercido invisivelmente nos nossos altares se identifica como o que visivelmente exerce no Céu. Os altares da Terra onde reside o Cordeiro de Deus e o altar do Céu onde o mesmo Cordeiro se ostenta de pé e em estado de vítima são um e o mesmo altar.

Toda a Missa procura despertar em nós esta presença do Céu.

(Missal quotidiano e vesperal - Dom Gaspar Lefevbre - 1951)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Adestre os ouvidos de seus filhos


Como sentido eminentemente social, o ouvido merece cuidados que têm sido desprezados geralmente. Se os adultos falassem mais articulada e expressivamente, se os mestres não gritassem tanto, se a leitura fosse mais inteligente e mais bem inflexionada, se as canções correntes fossem mais elevadas, as crianças teriam outras facilidades neste terreno.

Todos sabem quanto o tom e o modo de falar influem em nossas relações sociais. Acresce que sempre são acompanhadas do gesto, da expressão fisionômica e da atitude. Tomem a frase mais simples: "Meu filho, vá estudar", experimentem dizê-la em vários tons e modos, com expressão súplice ou arrogante, amiga, mendicante ou dilatorial - e vejam qual é mais agradável e eficiente. Pela educação do ouvido forçaríamos até as radioemissoras a cessarem a enxurrada "musical" com que aturdem e deturpam o nosso povo.

A vista e o ouvido terão muito a lucrar e a fazer pela educação, se pais e mestres encaminharem as crianças e os jovens para o seu aproveitamento artístico. A visita a museus e exposições, a freqüentação dos concertos, a declamação e o canto, são atividades muito pouco aproveitadas entre nós, apesar do grande valor educativo.

Assinalados serviços presta a vitrola, em contraposição ao rádio... com a vitrola se proporciona boa música, em escala ascendente, de acordo com a capacidade da criança, desde a música popular (no bom sentido da deturpada palavra) até as mais finas composições.
São cuidados que só parecem pequenos aos que não sabem que os sentidos são o fundamento natural dos planos superiores da educação.

(O que fazer de seu filho - Pe. Álvaro Negromonte - 1955)

PS: grifos meus

O Calvário e a Missa - 1ª Parte: Confissão

Cada palavra é uma parte da Missa.

A primeira, "Perdoai-lhes", representa o Confiteor; a segunda, "Hoje estarás comigo no paraíso", é o Ofertório; a terceira, "Mulher, eis aqui o teu filho", é o Sanctus; a quarta, "Por que me abandonaste?", é a Consagração; a quinta. "Tenho Sede", é a Santa Comunhão; a sexta, "Tudo está consumado", é o "Ite missa est"; a sétima, "Pai, nas Vossas mãos entrego o Meu espírito", é o Último Evangelho... [continuar aqui]
(O Calvário e a Missa- Arcebispo Fulton J.Sheen)

PS: No decorrer do próximo mês iremos transcrever as sete explicações acima.
Segue a primeira:
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Confissão (1ª Parte)

“Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”. (Lc 23,34)

A Missa principia com a confissão. A confissão é uma prece na qual confessamos os nossos pecados e pedimos à Nossa Mãe Santíssima e aos Santos para que intercedam junto de Deus pelo nosso perdão, pois apenas os limpos de coração poderão ver a Deus. Nosso Senhor inicia também a Sua Missa com a Confissão, embora ela seja diferente da nossa neste ponto: Ele é Deus e, portanto, sem pecado. “Qual de vós me arguirá de pecado?” A sua Confissão não pode, portanto, ser uma prece pelo perdão dos Seus pecados, mas sim uma oração pelo perdão dos nossos pecados.

Outros teriam gritado, amaldiçoado, ter-se-iam contorcido, quando os cravos atravessaram os Seus pés e as Suas mãos. Nem a revolta nem a vingança encontram, porém, lugar no peito do Salvador; os Seus lábios não proferem uma única exclamação de represália contra os Seus algozes, nem sequer murmuram uma prece para obter mais forças que Lhe ajudem a suportar as Suas dores.

O Amor Incarnado esquece a angústia e, naquele momento da agonia concentrada, revela algo na altura, da profundidade e inspiração do maravilhoso amor de Deus, quando Jesus pronuncia a sua Confissão: “Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

Ele não disse “Perdoa-Me”, mas sim “perdoai-lhes”. O momento da morte era, certamente, o mais adequado para provocar a confissão do pecado, porquanto a consciência, na solenidade das últimas horas, afirma a sua autoridade. Nem sequer esboço de contrição se escapou dos Seus lábios. Jesus associou-Se aos pecadores, mas nunca Se associou ao pecado. Tanto na morte como na vida, Ele nunca teve a consciência de ter descurado um único dever para com Seu Pai Celestial. E porque? Porque um homem imaculado, absolutamente isento de culpa, é algo mais que um homem – é Deus. E é nisso que reside a diferença.

Nós vamos buscar as nossas orações às profundidades da nossa consciência do pecado: a própria palavra “perdoa”, prova que Ele é o Filho de Deus. Repare-se nos termos em que Jesus pediu a Seu Pai que nos perdoasse - “Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

Quando alguém nos ofende ou censura sem razão, nós comentamos amargamente a falta de conhecimento de quem assim procede. Quando, porém, nós pecamos contra Deus, Ele encontra uma desculpa para perdoar – a nossa ignorância.

Não há redenção para os anjos caídos. As gotas de sangue que caem da Cruz, na Missa de Sexta-Feira Santa de Cristo, não tombam sobre as suas cabeças. E porque? Porque eles sabiam o que faziam. Eles previam as conseqüências dos seus atos, tão claramente como nós vemos que dois mais dois são quatro, e que uma coisa não pode existir e deixar de existir, ao mesmo tempo. Verdades desta natureza, uma vez compreendidas, não podem ser refutadas, pois são irrevogáveis e eternas.

Foi essa razão pela qual, quando os anjos decidiram revoltar-se contra o Altíssimo, não puderam voltar atrás com a sua decisão. Eles sabiam o que estavam a fazer!


Conosco, no entanto, é diferente. Nós não vemos as conseqüências dos nossos atos com a mesma clareza, porque somos mais ignorantes que os anjos. Se, contudo, soubéssemos que cada pecado de orgulho tece uma coroa de espinhos para a fronte de Jesus; se soubéssemos que cada transgressão dos Seus Divinos Mandamentos é a negação da própria Cruz; se soubéssemos que os atos da avareza e soberba correspondem aos cravos que trespassam as mãos e pés de Jesus; se, conhecendo a bondade de Deus, continuássemos a pecar, nunca teríamos sido salvos.

É apenas a nossa ignorância do infinito amor do Sagrado Coração que nos abrange na prece da Sua Confissão, pronunciada do alto da Cruz: “Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem.”

Estas palavras devem ser gravadas no íntimo das nossas almas, e não constituírem desculpa para a nossa reincidência no pecado, mas serem, antes, um motivo de contrição e penitência. O perdão não é uma negação do pecado. Nosso Senhor não nega o horrível fato do pecado, e é precisamente neste ponto que o mundo erra, pois considera-o como que um retrocesso ao processo evolucionário, uma sobrevivência de influências do passado e identifica-o com a verbosidade psicológica. Numa palavra, o mundo moderno nega o pecado.

Nosso Senhor lembra-nos que ele é a mais terrível de todas as realidades. Sendo assim, porque, é, porém, que Ele deu uma cruz àqueles que não pecam? Porque é que deixou derramar sangue inocente? Porque é que estão ligados ao pecado, sentimentos horríveis, como a cegueira moral, a covardia, o ódio e a crueldade? Porque é que Ele saiu do reino do imaterial, revestiu a forma material, e permitiu que a Inocência fosse crucificada num madeiro?

Jesus, que amou os homens até a ponto de morrer por eles, permitiu que o pecado exercesse a sua vingança sobre Ele, para mostrar todo o horror representado pela crucifixão de Aquele que mais amava. Aqui, não há, portanto, negação do pecado; a despeito de toda a monstruosidade que ele representa, a Vítima perdoa. A morte de Jesus revela a suprema depravação do pecado, mas tem também a marca de perdão divino. Sendo assim, não há homem que, olhando para um crucifixo, possa afirmar que o pecado não uma coisa grave, nem também possa asseverar que ele não tem perdão.


Pela maneira como sofreu, Jesus revelou a realidade do pecado. Pela maneira como suportou os seus tormentos, Ele revela a Sua compaixão pelo pecador. Ele é a Vítima que sofreu e perdoa. Assim na Vítima, tão humanamente bela, tão divinamente adorável, qualquer de nós pode recordar um Grande Crime e um Grande Perdão. Sob o escudo, que é o sangue de Cristo, podem abrigar-se os maiores pecadores, pois esse sangue tem o poder de sustar as marés da vingança que ameaçam submergir o mundo.

O mundo pode explicar o pecado à sua maneira e desculpá-lo; só, no Calvário, podemos encontrar o perfeito conhecimento da divina contradição do pecado perdoado. A renúncia voluntária e o divino amor transformam o pecado na ação mais nobre e na mais suave e piedosa súplica que o mundo jamais viu e ouviu – a Confissão de Cristo: "Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

Aquela palavra “perdoai”, que soou do alto da Cruz naquele dia em que o pecado se ergueu a toda a altura e com toda a sua força, para ser vencido pelo Amor, produziu um eco que ainda não se extinguiu.

Pouco antes da Sua Morte, o Divino Salvador instituía os meios para prolongar o perdão, através do espaço e do tempo, até ao fim do mundo. Reunindo à Sua volta os membros da Sua Igreja, Ele disse aos Seus Apóstolos: “Aquele a quem perdoardes os pecados serão perdoados”. Em qualquer ponto do mundo dos nossos dias, desde então, os sucessores dos Apóstolos têm o poder de perdoar. Não nos cabe perguntar:

Mas, como pode um homem absolver os pecados, se, realmente, um homem não tem esse poder? É Deus quem perdoa, por intermédio do homem. Pois não foi essa a maneira como Ele perdoou àqueles que o pregaram na Cruz, visto que estava revestido da natureza humana? Não será, pois, razoável esperar que Ele nos perdoe os pecados por intermédio de outras naturezas humanas, às quais Ele conferiu esse poder?

E onde encontraremos essas naturezas humanas? Lembro, a propósito, a história daquela caixa, cujo conteúdo fora durante muito tempo ignorado e até ridicularizado pela sua provável insignificância, até ao dia em que foi aberta e se descobriu que encerrava o coração de um gigante. Esse caixa existe em todas as igrejas católicas, e damos-lhe o nome de confessionário. Alguns ignoram-na, ou escarnecem-na; mas a verdade é que nela se contém o Sagrado Coração de Jesus que perdoa aos pecadores, por meio da mão do sacerdote que se ergue, tal como Ele perdoou, quando as Suas mãos se ergueram e foram pregadas nos braços da Cruz.

Na realidade, existe apenas o perdão de Deus. A exclamação “Perdoai-lhes”, foi proferida uma vez – num ato divino e eterno, com o qual a humanidade entrou em contacto através dos tempos. Assim como não podemos ouvir as melodias e palavras que pairam no ar, a não ser que liguemos os rádio-receptores, também as nossas almas só podem sentir a alegria eterna da divina exclamação “Perdoai-lhes”, acorrendo ao confessionário, onde nos será dado ouvir a divina palavra soltada do alto da Cruz.

Deus deseja que, em vez de negar a culpa, o espírito dos nossos dias a admita, olhe para a Cruz, em busca do perdão; Deus quer que as consciências desassossegadas, que não podem encarar a luz e receiam as trevas, procurem alívio, não no domínio da medicina, mas sim na Divina Justiça.

Aqueles cujos espíritos estão imersos nas sombras, devem recorrer à confissão, único meio de expurgar as suas culpas. Em vez de enxugar as suas lágrimas em silêncio, os pobres mortais devem procurar a mão que lhes enxugue o pranto e os absolva. A maior tragédia da vida humana não é, precisamente, aquilo que às almas acontece, mas sim aquilo que lhes falta.

E haverá maior tragédia do que a falta de paz, provocada pelo estado de pecado, cuja absolvição se não procura?

A confissão, proferida aos pés do altar, é uma declaração da nossa ausência de merecimento: o “Confiteor” da Cruz é a nossa esperança de perdão e absolvição. As feridas do Salvador foram terríveis; a pior de todas, porém, será aquela que for infligida pelas nossas culpas.

O “Confiteor” pode salvar-nos, pois, quando o pronunciamos, admitimos que carecemos de perdão, e muito mais do que podemos supor.

Conta-se que certa religiosa, estando um dia a limpar do pó uma pequena imagem do Salvador, a deixou cair. Apanhou-a, intacta, beijou-a e colocou-a no seu lugar, dizendo: “Se não tivésseis caído, não teríeis recebido este ósculo”. Penso, a propósito, se Deus Nosso Senhor seria para nós o que é, se jamais tivéssemos pecado, pois, se assim fosse, não poderíamos chamar-Lhe “Salvador”.

(O Calvário e a Missa- Bispo Fulton J.Sheen – 1ª Parte)

PS: Grifos meus

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Feministas X Lar Cristão



(Algumas frases retiradas do livro: Mística feminina - Betty Friedan -Marxista feminina - grifos meus)

"Estaria o problema sem nome de certo modo relacionado com rotina doméstica da dona de casa? Quando uma mulher tentava expressá-lo, limitava-se muitas vezes a descrever sua vida diária. Que haveria nessa récita de confortáveis detalhes domésticos capaz de causar tal desespero? Sentir-se-ia prisioneira simplesmente por causa das imensas exigências de seu papel de dona de casa moderna: esposa, amante, mãe, compradora, cozinheira, motorista, enfermeira, educadora, consertadora de utensílios domésticos, decoradora, nutricionista?

Seu dia é fragmentado entre a máquina de lavar pratos e a de lavar roupa, o telefonema para a tinturaria, a ida ao supermercado, a entrega de Johnny ao grêmio esportivo, de Janey à aula de dança, o conserto do cortador de grama e a espera do trem das 6,45. Nunca pode passar mais de quinze minutos fazendo qualquer coisa. Não dispõe de tempo para ler livros, somente revistas. Mesmo que dispusesse, teria perdido a capacidade de concentração. Ao fim do dia está tão cansada que às vezes o marido a substitui na tarefa de levar as crianças para a cama. Este terrível cansaço levou tantas mulheres ao médico na década de 50 que um deles resolveu investigar. E descobriu, surpreendido, que suas pacientes, queixando-se de «fadiga de dona de casa»" (Pág 28)
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"Contudo, permanece o fato de vivermos no mundo das realidades, do presente e do futuro imediatos, onde repousa a pesada mão do passado, um mundo onde a tradição ainda tem valor e os costumes exercem uma influência mais forte do que o teorista... um mundo onde a maioria dos homens e das mulheres casam e a maioria das casadas são donas de casa. Falar sobre o que poderia ser feito se a tradição e os costumes fossem radicalmente mudados, ou o que sucederá no ano 2000 pode ser um interessante exercício mental, mas não ajuda os jovens de hoje a ajustar-se à inevitabilidade da vida, ou a erguer seu casamento a um plano mais satisfatório." (pág. 111)
 
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"Mas Parsons avisa: E' possível, naturalmente, à mulher adulta seguir o padrão masculino procurando uma profissão nos campos de realização ocupacional, em direta competição com os homens de sua classe. Contudo, nota-se que, apesar da grande emancipação da mulher, que a afasta dos tradicionais padrões domésticos, somente uma pequena fração evoluiu, de fato, neste sentido. E' claro também que sua generalização somente seria possível com PROUNDAS ALTERAÇÕES NA ESTRUTURA DA FAMÍLIA." (pág 114)
 
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"Em vários casos, porém, as mulheres que interroguei encaixavam-se de fato na nova imagem feminina: quatro, cinco ou seis filhos, faziam pão, ajudavam a construir sua casa com as próprias mãos, costuravam a roupa das crianças. Não haviam sonhado com carreiras, não tinham visões de um mundo mais amplo que o lar; toda a sua energia concentrava-se na vida doméstica; sua única ambição, seu único sonho já realizado. Mas seriam mulheres satisfeitas?"(pág 201)
 
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"As feministas viram claramente que a educação e o direito de participar do trabalho mais avançado da sociedade eram os principais impulsos da mulher. Lutaram e conquistaram o direito a uma personalidade nova e plenamente humana. Mas poucas de suas filhas e netas decidiram usar de sua cultura e capacidade para um objetivo criador mais amplo, uma tarefa responsável na sociedade. Quantas foram enganadas, ou enganaram a si mesmas, transformando-se em figuras infantis, que se definiam com «Ocupação — dona de casa»? Não foi uma questão sem importância essa escolha errónea. Sabemos agora que existe a mesma gama de potencialidade para o homem e a mulher. Tanto ela como êle só se encontram pelo trabalho que utilize toda a sua capacidade. A mulher não pode encontrar-se por intermédio do marido e dos filhos, nem da tediosa rotina das tarefas domésticas."(pág 287)
 
(Mística feminina - Betty Friedan - Marxista feminina)

Ver também:
- "Emancipação" da mulher - Condenado pelo Cristianismo
- Mulher e os trabalhos manuais - Mons Landriot
- Mulher e os trabalhos intelectuais - Mons Landriot

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A beleza na diferença - família


Deus criou o primeiro casal humano: um homem e uma mulher. O homem e a mulher são dois seres completos em si mesmos, e, no entanto, devem-se completar um ao outro. Nos dois sexos o Criador realizou conjuntamente, de modo completo, a idéia de "homem". Cada sexo tem o seu caráter peculiar, porém o homem e a mulher, completando-se mutuamente, dão a idéia completa de "homem".

O cunho característico do homem é o trabalho criador que reclama coragem e atividade. A sua vontade é forte, o seu caráter firme, perseverante nas resoluções. Ele se enche de alegria quando pode afrontar vitoriosamente, com fronte dura como o granito, as mil tempestades do combate da vida.


A mulher seria esmagada na luta contínua pela vida.

O terreno melhor para ela é o doce ninho da família, onde com amor inexaurível e com dedicação incessante, cuida do lar, dos filhos, e desenruga com um sorriso os traços severos do esposo que entra após o trabalho penoso. A sua força criadora não é tão elevada quanto a do homem, mas são maiores a sua paciência e a sua perseverança.

Deus realizou para a humanidade o mais belo ideal, criando dois sexos. Fundou sobre a diferença dos sexos o encanto inesgotável da vida familiar, o amor do esposo e dos filhos, e mesmo, em parte, o amor dos pais. São, pois, precisos no mundo o homem e a mulher. Faz-se mister a força do homem ao lado da ternura da mulher. É necessária a energia ardente do homem ao lado da ternura da mulher. É indispensável a energia ardente do homem ao lado do amor, da beleza e da sensibilidade mais profunda da mulher. Os dois sexos são inseparavelmente feitos um para o outro. Foi por isso que o Criador colocou a primeira mulher ao lado do primeiro homem, e fundou desde o começo da humanidade a primeira família.

(O brilho da mocidade - Dom Tihaner Toth, págs. 12 e 13)

PS: grifos meus

Oração pelas Almas do Purgatório


Oração pelas Almas do Purgatório (do Venerável Martinho de Cochem [+1712] )

Ó Pai de toda misericórdia, tende piedade das almas benditas do Purgatório.
Ó piedosíssimo Redentor do mundo, Jesus Cristo, livrai as almas do Purgatório de seus tormentos.
Espírito Santo, Deus de todo amor, livrai as almas dos fiéis defuntos de suas grandes penas.
Virgem Maria, cheia de graça, Mãe de misericórdia, alcançai às almas perdão e misericórdia.
Todos os Anjos, visitai-as e consolai-as no seu cárcere!

Todos os Santos e Bem-aventurados no Céu, rogai pelas almas do Purgatório que tanto sofrem.
Prostrai-Vos todos diante do trono de Deus, pedindo perdão e misericórdia por elas.
Ó Deus, atendei às súplicas dos Vossos Santos e livrai as almas que tanto sofrem no fogo do Purgatório.
Eu clamo juntamente com eles a Vós, Senhor: olhai propício para o Purgatório, e lembrai-Vos de Vossa piedade e misericórdia.

Oh! Quanto são terríveis as chamas do Purgatório! Quão cruéis as dores que lá as almas sofrem!
Pela Paixão e Morte de Jesus Cristo, tende piedade delas, ó Pai de misericórdia, ó Deus de toda consolação!
Eu Vos ofereço, para purificação das almas dos fiéis defuntos, as lágrimas de Jesus, e para alívio de suas penas e dores Vos ofereço o preciosíssimo Sangue do Vosso divino Filho.

Eu Vos ofereço, para expiação de suas culpas, os tormentos que Jesus sofreu na cruz, e para perdão de seus pecados todos os horrores que o mesmo Jesus padeceu na Sua agonia.
Eu Vos ofereço, para seu livramento, todas as santas Missas e o sagrado Corpo e o precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo que está presente sobre os nossos altares.

Ó meu Deus, Pai de misericórdia, aceitai propício este oferecimento, e salvai as almas do Purgatório, pelo amor de Maria Santíssima, e sobretudo pelo amor de Jesus Cristo, Vosso divino Filho, Nosso Senhor. Amém.

Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno,
Entre os resplendores da luz perpétua.
Descansem em paz. Amém.

(Esta oração foi extraída da obra: “Adoremus: Manual de Orações e Exercícios Piedosos”, de Dom Eduardo Herberhold, O. F. M., bispo titular de Hermópolis Magna e Prelado-coadjutor de Santarem, XV Edição, Bahia, 1929, página 319)

PS: Oração recebida por e-mail

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Autoridade do homem: Proteção para a família


O homem possui um sentimento de força e de poder que o leva a proteger aquela que ama e, nela, o filho que ela concebeu. Ele controla a natureza emotiva e medrosa da mulher contra as angústias da maternidade, faz nascer nela confiança que lhe permite aceitar sem receio os encargos e canseiras do estado maternal.

Feito para o trabalho, o homem sabe-se obrigado a levar para o lar tudo quanto é necessário para a subsistência dos seus; ele tem a previdência de um rei que vela pelas diversas necessidades de seus súditos. Sua inteligência, calma e senhora de si mesma, não se deixa obscurecer pelos incidendes e pelas dificuldades da vida quotidiana. Vê ao longe, calculando os meios de prevenir os fins, evitando escolhos e saltando os obstáculos que se antepõem. Sua consciência não se deixa pertubar pelo sentimentalismo, porque deve permanecer como farol que ilumina a rota e conduz os membros da família para o porto seguro, isto é, para Deus e para a perfeição. Ele é senhor que dirige, sustenta, encoraja e esclarece.

A mulher possui qualidades complementares das do homem. Ela sente necessidade de dar sua ternura para adoçar a rudeza e as dificuldades do trabalho masculino. É emotiva e sensível afim de melhor penetrar as nuances do amor e de descartar-se de tudo quanto possa corrompê-lo ou diminui-lo. Todo o seu ser aspira completar-se e realizar-se no filho que deseja. Ela se dá, antecipadamente e inteiramente àquele que nascerá de sua carne e de seu sangue...

(O Casamento - Cônego Jean Viollet)
PS: Grifos meus

Os mártires e o Céu


O pensamento dos fiéis das primeiras gerações cristãs estava dirigido para a vida futura de uma forma mais geral e mais constante do que pensamos. Eles viviam em uma espécie de familiaridade com esse Além misterioso, do qual as almas piedosas fazem ainda o essencial de suas meditações. A crença e a esperança no Céu tem sido um estímulo poderoso para a prática da virtude, sobretudo em situações difíceis ou mesmo trágicas, em que se necessita de uma coragem heróica. Era, com efeito, o pensamento da recompensa eterna, a esperança que sustentava os cristãos conduzidos ao suplício.

O Pe. François Cuttaz escreve, com muito propósito sobre o exemplo dos mártires:

Não se pode deixar de ficar admirado quando se lêem as Atas dos Mártires, do lugar considerável que nelas ocupa o pensamento do Céu. Entre os cristãos dos primeiros, a crença geral era que os mártires iam diretamente unir-se a Cristo. E os fiéis, para encorajar seus irmãos a não fraquejarem, não temiam fazer valer a seus olhos esse prêmio magnífico de seu combate."

"Ó mártires benditos, escreve Tertuliano, os sofrimentos que vos esperam são bem pouca coisa diante da glória celeste e da divina recompensa que eles vos alcançam." (Ad Martyres, ep. 4, PL 1,626). E São Cipriano: "A morte dos justos é preciosa aos olhos de Deus; sim preciosa, uma vez que compra a imortalidade ao preço de sangue." (Epist. 10, ad martyres confessores, 2,3)

O primeiro mártir cristão, Santo Estevão, exclamava enquanto os judeus o lapidavam: “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus... Senhor Jesus recebe o meu espírito.” (At 7,56-59) Santo Inácio de Antioquia, conduzido ao martírio, pedia aos cristãos de Roma: “Deixai-me ser o alimento das feras pelas quais me será dado gozar de Deus... Caiam sobre mim os suplícios do demônio desde que eu goze de Jesus Cristo... Fazei-me a graça, irmãos, não me priveis da verdadeira vida... Deixai-me receber a pura luz; é quando chegar lá que eu serei verdadeiramente homem.”

Santa Felicidade assim exortava seus filhos a suportarem os tormentos do martírio: “Levantai os olhos, meus filhos, olhai o Céu, Jesus Cristo vos espera com os Santos”.A mãe de São Sinforiano exortou nos mesmos termos seus filhos ao martírio: “Hoje, filhos, migrareis para a felicidade da vida eterna”.

O primeiro filósofo cristão, São Justino, perguntado ironicamente pelo prefeito Rusticus: “Se eu te fizer flagelar e decapitar, pensas que irás ao Céu?”, respondeu: “Eu não penso, eu o sei”. Do mesmo modo o mártir Evipode respondeu a seus juízes: “Que me importa o gênero de morte, desde que eu suba ao Céu junto Daquele que me criou?”.

Na Paixão dos Santos Tiago, Mariani e outros muitos mártires da Numídia, é narrado que na véspera do martírio desses santos apareceu um mártir sentado em meio a alegre banquete, que lhes disse: “Alegrai-vos: amanhã vós estareis conosco, entre os convivas deste festim.”

Verdade de fé
Os dogmas sobre o Céu são atestados pelos Símbolos de Fé: Símbolo dos Apóstolos, de Nicéia, de Santo Atanásio. As heresias opostas à existência do Céu foram condenadas pelos papas Bento XII (1336), Clemente V (1311) e São Pio V (1567). A Igreja definiu como dogma de fé a existência e a eternidade do Céu. Eis aqui algumas declarações dogmáticas:

2º Concílio de Lião (1274):As almas, depois de recebido o sagrado Batismo, não incorreram em manha alguma de pecado, e também aquelas, que depois de contraída, se purificaram enquanto permaneciam em seus corpos ou depois de se desprender deles [no Purgatório], são recebidas imediatamente no Céu”.
Bento XII (1336):Por esta constituição, que há de valer para sempre, declaramos que as almas de todos os santos que saíram deste mundo... estiveram, estão e estarão no Céu... onde são verdadeiramente bem-aventuradas e têm vida e descanso eterno”.

Vemos assim que a existência do Céu, não somente está de acordo com a razão e a Tradição, mas é uma das verdades mais presentes nas Escrituras, assim como nos monumentos da Antiguidade cristã. Foi ainda definida como dogma de Fé pela Igreja.

(O Céu – Esperança de Nossas Almas - Gustavo Antônio Solimeo)

sábado, 24 de outubro de 2009

Leitura perigosa e a indigestão


“Nossa mocidade feminina lê muito. Lê por ocupação e lê por distração. Num e noutro caso a leitura exerce uma influência considerável em sua vida. Que o alimento influa no organismo e na saúde, ninguém o contesta. Muita moça, de saúde fraca, vê-se constrangida a seguir uma dieta. Ou então, a que é de boa saúde, tem lá um ou outro alimento que a prejudica. Os livros senhorita, apresentam-nos idéias.

Os capítulos são os vários pratos de um banquete. As idéias entram pela inteligência como o pão desce ao estômago, transubstanciam-se em nós, mudam-se em nós, correm pelo sangue ‘da alma’, dão-lhe vitalidade própria e colorido especial. Uma boa leitura é suficiente para vigorar a alma, como uma sadia refeição basta para retribuir as forças depauperadas. Mas na hipótese de uma alimentação malsã ou de uma deficiente digestão, ou no caso de não possuírem os alimentos a necessária força nutritiva, que acontecerá?

Depois de algum tempo o organismo se enfraquece, o sangue depaupera-se, a saúde torna-se fraca e o indivíduo anda sem energia para o trabalho. E no caso de haver algum veneno no alimento? Sendo um tóxico ativo, a morte é instantânea; sendo de lenta atuação, o envenenamento será progressivo e a morte chega devagar, mas sem falta.”(Mons.Landriot)

Por isso é uma verdadeira aventura de mau gosto pegar a moça qualquer livro e lê-lo. Só porque ele vem recomendado por uma amiguinha, ou muito falado, não deixa de ser alimento, sobre o qual é necessário estar bem informada. Que pena não ter muita moça o mesmo “luxo” para ler, como o tem para comer!

Na comida repara em tudo, de tudo tem medo, indaga “das misturas que podem fazer mal”. Mas não é de seu uso tal luxo em se tratando dos pratos para o espírito, dos livros. O manjar de fino gosto, apresentado pela fé, não é apreciado, porque a tal leitora tem um paladar estragado. Estragaram-no as leituras de... todos os temperos.

(Audi Filia - Pe. Geraldo Pires de Souza)

PS: grifos meus

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O que as mulheres, devem aprender!

"Sede firmes desde o início..." ver aqui


"Considerai os corvos: não semeiam nem colhem, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves?” (Lucas 12:24).


"A menor deslealdade de vossa parte, não somente seria a ruína de vossa autoridade moral, senão a porta aberta a todas as deformações de consciência." ver aqui

"O título de mãe é fruto do sofrimento. Deus assim o quis."
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"Ahora bien, toda familia es una sociedad de vida; toda sociedad bien ordenada requiere un jefe; toda potestad de jefe proviene de Dios. Por eso también la familia fundada por vosotros tiene un jefe investido por Dios" ver aqui


"Tende o sumo cuidado de formar caracteres, isto é, homens corajosos e enérgicos. Acostumai vossos rapazes a não se lastimar" ver aqui



"É nos primeiros meses que a criança - que registra muito mais do que se pensa - pode receber a feliz influência da mamãe rezando ao pé do seu berço. A criança, olhando apenas, imitará por si mesma os gestos da mãe e aprenderá assim, pouco a pouco, a juntar as mãos ... " ver aqui


"Na família numerosa, a criança, por ser obrigada a prestar serviços à comunidade, forma-se, naturalmente, no esquecimento de si e na generosidade. Enquanto que, sendo única, torna-se propensa no egoísmo por ser, sempre servida, sem jamais ter de pensar nos outros." ver aqui



"Quanto à mulher, não há por que recusar-se a esta submissão, tão natural e elevada, tão delicada e necessária. Nada tem de humilhante um regime que acautela por inteiro a dignidade da pessoa e mantém inviolável o santuário da consciência." ver aqui

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Como é falha hoje a educação para o sacrifício



Como é falha hoje a educação para o sacrifício. Em casa faz-se toda a vontade da criança. Seus caprichos, suas veleidades, suas teimas, seus egoísmos estúpidos são respeitados, consultados, satisfeitos. Cresce a pobrezinha fazendo de sua pequena pessoa o centro do mundo, erguendo suas alegrias sobre os pesares de outros. A si mesma não sabe negar-se nada. Precisa ter tudo ... há de ir a todas as festas, a todos os passeios, a todos os teatros que eles preferem. Aos milhares andam por aí esses infelizes.

Por fora muito riquinhos e cuidados, mas pobres e descontentes por dentro. Ao erro da educação ajunta-se a correnteza de fora. Vivemos numa época onde o prazer vale mais que o pão. Grande números de meninas só pensam em festas, em passeios, em flirts, em prazeres e toilettes.

... Entretanto, urge possuir o espírito de sacrifício. O grande segredo da ventura conjugal está no dom de si mesmo. Mas este dom supõe abnegação, requer que a moça saiba e possa renunciar às preocupações pessoais, às liberdades, aos próprios cômodos, para concentrar-se no bem e contentamento daqueles que ama. Já sabemos de uma importante verdade; que as qualidades futuras não se improvisam. Antes, pelo contrário, os egoísmos da moça solteira acompanham-na ao lar de amanhã. Para praticar o sacrifício dê a leitora largas ao seu seu instinto de maternidade. Está aí o mais belo traço deixado pelo Criador na alma da mulher.

É no seio da família que floresce esse espírito de sacrifício e aí deve ser exercitado nos pequenos cuidados para com os seres que se aquecem no mesmo sol do amor familiar.

... Queremos mais uma coisa. Todo sentimento natural está sujeito ao resfriamento, quando não se apóia na religião. A leitora piedosa sabe que o centro da religião está no fato de haver um Deus amado os homens e por eles ter dado sua vida e seus méritos, para torná-los dignos de uma felicidade sem fim. Por isso procure tirar das graças dos sacramentos, da oração, da reflexão cristã, a perseverança e a clareza para seu espírito de sacrifício. Nada melhor do que unir os sacrifícios de cada dia ao grande Sacrifício da Missa.

(Escolha do futuro - Pe. Geraldo Pires de Souza)
Grifos meus

Educação do caráter

Para ser cristão de caráter, é necessário adquirir, além das virtudes naturais próprias do homem de bem, as virtudes sobrenaturais ... ao humano dos nossos atos, é preciso acrescentar o divino.

As virtudes sobrenaturais são, com efeito, divinas; tanto na origem como no desenvolvimento e nos efeitos. Só Deus no-las dá, ao conceder-nos a graça; só Ele as aumenta, na proporção dos nosso méritos; finalmente, fazem de nós filhos de Deus. Apesar de divinas, as virtudes sobrenaturais não deixam de ser condicionadas no exercício pela aquisição e pelo desenvolvimento das virtudes naturais correspondentes.

Imaginemos duas basílicas superpostas nas quais a abóbada de uma serviria de adro para a outra; sem dúvida, enquanto uma tem a base na terra, a flecha da outra perde-se no céu. A beleza da segunda basílica está confiada à solidez da primeira; suprima-se a primeira e a outra será destruída. O mesmo se dá com as virtudes sobrenaturais em relação às naturais. Na verdade são virtudes divinas de poder maravilhoso, mas para sua plena expansão precisam do apoio das virtudes naturais.

Queremos ser cristãos de caráter?
Comecemos por ser homens de bem.

(A educação do caráter - Pe. Gillet)