sábado, 10 de outubro de 2009

Ladainha de Santa Filomena


Ladainha de Santa Filomena
Composta pelo Santo Cura d'Ars, São João Batista Vianney

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho de Deus, Redentor do Mundo, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha das Virgens, rogai por nós.

Santa Filomena, cheia de abundantes graças desde o berço, rogai por nós.
Santa Filomena, fiel imitadora de Maria, rogai por nós.
Santa Filomena, modelo das Virgens, rogai por nós.
Santa Filomena, templo da mais perfeita humildade, rogai por nós.
Santa Filomena, abrasada no zelo da glória de Deus, rogai por nós.

Santa Filomena, vítima do amor de Jesus, rogai por nós.
Santa Filomena, exemplo de força e de perseverança, rogai por nós.
Santa Filomena, atleta invencível da castidade, rogai por nós.
Santa Filomena, espelho das mais heróicas virtudes, rogai por nós.
Santa Filomena, firme e intrépida em face dos tormentos, rogai por nós.

Santa Filomena, flagelada como o vosso Divino Esposo, rogai por nós.
Santa Filomena, transpassada por uma saraivada de dardos, rogai por nós.
Santa Filomena, consolada pela Mãe de Deus, quando agrilhoada, rogai por nós.
Santa Filomena, milagrosamente curada na prisão, rogai por nós.
Santa Filomena, amaparada pelos Anjos no meio dos tormentos, rogai por nós.

Santa Filomena, que preferistes as humilhações da morte aos esplendores do trono, rogai por nós.
Santa Filomena, que convertestes as testemunhas do vosso martírio, rogai por nós.
Santa Filomena, que cansastes o furor dos algozes, rogai por nós.
Santa Filomena, protetora dos inocentes, rogai por nós.
Santa Filomena, padroeira da juventude, rogai por nós.

Santa Filomena, asilo dos desgraçados, rogai por nós.
Santa Filomena, saúde dos doentes e enfermos, rogai por nós.
Santa Filomena, nova luz da Igreja militante, rogai por nós.
Santa Filomena, que confundia a impiedade do século, rogai por nós.
Santa Filomena, cujo nome é glorioso no Céu e formidável para o inferno, rogai por nós.

Santa Filomena, ilustre pelos mais esplêndidos milagres, rogai por nós.
Santa Filomena, poderosa junto de Deus, rogai por nós.
Santa Filomena, que reinais na glória, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, Santa Filomena, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração:

Nós Vos suplicamos, Senhor, que nos concedais o perdão dos nossos pecados, pela interecessão de Santa Filomena, Virgem Mártir, que foi sempre agradável aos vossos olhos pela sua eminente castidade e exercício de todas as virtudes. Rogai por nós.

* estas orações servem admiravelmente para fazer uma novena que se pode concluir com a Sagrada Comunhão. (300 dias de indulgência para cada dia de novena)

(Santa Filomena a Grande Milagrosa - E.D.M)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Extratos do Relatório Kissinger

Por algum tempo os processos utilizados para reduzir os nascimentos tais como a esterilização em massa de mulheres, o uso indiscriminado de contraceptivos, a propaganda para legalização do aborto e as propostas para a institucionalização da educação sexual nas escolas de Primeiro e Segundo Graus, não tiveram uma explicação.

Para entendermos a política de controle de população e indispensável o conhecimento do documento “confidencial” IMPLICAÇÕES DO CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO MUNDIAL PARA A SEGURANÇA E OS INTERESSES EXTERNOS DOS ESTADOS UNIDOS, classificado sob o código NSSM 200. Esse documento confidencial produzido pela equipe do Sr. Henri Kissinger em 1974, desclassificado pela Casa Branca em 1989, estabelece as políticas e estratégias a serem implementadas pelo Governo Americano, para a redução da população dos países em desenvolvimento.

O documento expõe a preocupação com o crescimento da população mundial e propõe medidas de controle utilizando como eufemismo “Serviços de Planejamento Familiar”.

A importância dos objetivos propostos explica a extraordinária soma de recursos empregados nos projetos de controle populacional no mundo e, particularmente no Brasil, um dos 13 “países chaves” mencionados naquele documento. E oportuno observar a importância que o relatório dá ao papel da mulher no controle da população. O uso da mulher para os objetivos a serem alcançados parece excluir a participação do homem no planejamento familiar na medida em que os programas de planejamento familiar são parte integrante dos programas de saúde voltados para a assistência a mulher: programa de assistência integral a saúde da mulher; programa de assistência materno-infantil, etc.

 Por outro lado, as constantes recomendações no sentido de incutir nas mulheres a igualdade com os homens na participação política, no mercado de trabalho, nos salários na educação etc; tem por objetivo não a libertação da mulher no sentido cristão da palavra mas o uso da mulher para o controle de nascimentos. 

“A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são particularmente importantes na redução do tamanho da família... As pesquisas mostram que a redução da fertilidade esta relacionada com o trabalho da mulher fora do lar.” (NSSM 200, pag. 151).

Para melhor visão do conteúdo do NSSM 200 traduzimos alguns trechos de interesse para nosso estudo.Com essa publicação, a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família Pró-Vida - PROVIDAFAMÍLIA acredita contribuir para a explicação dos inúmeros projetos de população e recursos da ordem de milhões de dólares publicados pelo Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP) em seu “Inventory of Population Projects in Developing Countries Around the World”.

Brasilia 15 de agosto de 1997
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Trechos do Relatório Kissinger - NSSM 200
I - Introdução

O Plano Mundial de População, adotado na Conferência Mundial sobre População, recomenda que os países que estão trabalhando para modificar os níveis de fertilidade devem dar prioridade aos programas de desenvolvimento e aos planos de educação e saúde que tem efeito decisivo na fertilidade. A cooperação internacional deve ter como prioridade dar assistência a esses programas nacionais ..."
(Página 8, parágrafo 16)

"Para que o Plano Mundial de População funcione, os países interessados, os órgãos da ONU e outros grupos internacionais deverão agir vigorosamente. E essencial que os EUA assumam a liderança. O plano deve incluir os seguintes elementos de ação:

a) Concentração nos países chaves

A assistência para o controle populacional deve ser empregada principalmente nos países em desenvolvimento de maior e mais rápido crescimento onde os EUA tem interesses políticos e estratégicos especiais. Esses países são Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailandia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia.”
(Páginas 14/15, parágrafo 30)

b) Integrar os programas e questões populacionais no planejamento do desenvolvimento de cada pais
Conforme exorta o Plano Mundial de População os países em desenvolvimento e os países que lhes prestam assistência devem especificamente tomar as questões populacionais no planejamento nacional e incluir programas populacionais nesses planos.

c) Mais assistência para os serviços, informações e técnicas de planejamento familiar

Esse e um aspecto vital de todo o programa populacional no mundo. As informações e as modernas técnicas de planejamento familiar devem ser totalmente colocadas, tão logo quanto for possível, a disposição dos 85% das populações nos principais países em desenvolvimento que ainda não foram alcançados, principalmente as populações rurais pobres que possuem a mais elevada fertilidade. Deve-se aumentar as pesquisas com o objetivo de desenvolver métodos de controle da natalidade simples, baratos, eficientes, seguros, duradouros e aceitáveis. Todos os órgãos federais devem colaborar para que haja um aumento de 60 milhões de dólares anualmente para as pesquisas biomédicas nesse campo.

d) Criar condições que levem ao declínio da fertilidade

Em obediência as recomendações do Plano Mundial de População, o programa geral de assistência deve se concentrar em seletivos planos de desenvolvimento em áreas que ofereçam mais incentivos para que as pessoas tenham famílias menos numerosas. Em muitos casos será preciso realizar pesquisas e programas experimentais que orientem subseqüentes campanhas em maior escala. As áreas preferenciais incluem:

Dar mínimos níveis de educação, especialmente para as mulheres;
- Aumentar as oportunidades de trabalho, principalmente para as mulheres;
- Educar as novas gerações a desejarem famílias menos numerosas.”
(Páginas 16 e 17)

"Todos os casais e indivíduos tem o direito humano básico de decidir com liberdade e responsabilidade o numero e o espaçamento de seus filhos e direito de terem informações, educação e meios para realizar isso.”

(Página 88)

As mulheres tem o direito a completa participação no processo de desenvolvimento, particularmente por meio de participação imparcial na vida educacional, social, econômica, cultural e política. Alem disso, deve-se aplicar as medidas necessárias para facilitar essa participação mostrando que as responsabilidades da família devem ser assumidas igualmente tanto pelo homem como pela mulher.”
(Página 89)

"Os países devem ser estimulados a incentivar a educação apropriada com relação a paternidade responsável e a dar informações e meios para as pessoas que os desejarem."
(Página 107)

"ter como prioridade educar e ensinar sistematicamente a próxima geração a desejar famílias menos numerosas.” (Página 111)

(http://providafamilia.org/doc.php?doc=doc17753)

PS: Grifos meus

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mulher fora do lar (o engodo feminista...)


Certa vez uma professora, em data próxima ao dia das mães, resolveu passar para os alunos a tarefa de fazer uma redação com o tema "Mãe, só tem uma".

Um deles, órfão de mãe, escreveu ter sido educado pelo pai e pela madrasta. Esta, apesar de ser boa, não se comparava à falecida mãe. E isso porque "mãe, só tem uma".

Outro aluno contou o quanto sua mãe se esforçava por competir com os homens no mercado de trabalho. Amontoava os empregos fora de casa e quase não tinha tempo de dar atenção aos filhos. É verdade que ela havia contratado uma empregada para ficar no seu lugar, mas não era a mesma coisa. E isso porque "mãe, só tem uma".

Um terceiro aluno, com pouca inspiração, contou que sua mãe, ao receber visita na sala, mandou que ele fosse até à cozinha buscar duas garrafas de guaraná. Ao abrir a geladeira, o menino voltou correndo e disse: "Mãe, só tem uma!".

A anedota acima mostra o papel insubstituível que a mulher desempenha no lar, e o prejuízo que a família sofre quando os filhos se vêem educados por dois pais, e não por um pai e uma mãe. Ao buscar desesperadamente por uma "realização profissional" fora de casa, a mulher está desvalorizando sua função única de mãe e rainha do lar.

Ao sair de casa para "competir" com o marido (ao invés de ficar para "cooperar" com ele), a mãe de família está, sem o saber, atendendo a um dos anseios do Relatório Kissinger, a cartilha do imperialismo contraceptivo dos Estados Unidos. Vejamos o que diz esse documento na página 151:


"A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são de extrema importância na redução do tamanho da família. Para as mulheres, o emprego fora do lar oferece uma alternativa para o casamento e maternidade precoces, e incentiva a mulher a ter menos filhos após o casamento... As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar..."

Em resumo: mulheres trabalhando fora de casa significa menor número de filhos. Assim, o Brasil fica com menos brasileiros. E oferece menor ameaça para a segurança e os interesses externos do Tio Sam.

Anápolis, 23 de setembro de 2001
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

PS: grifos meus

A abertura do Lado


Mal Nosso Salvador deu o último suspiro, foram quebrados os ossos aos ladrões para lhe apressar a morte. A Lei ordenava que o corpo dos crucificados, e por conseguinte malditos de Deus, não permanecessem na cruz durante a noite. Além disso, aproximando-se o Sábado da semana Pascal, os sequazes da Lei deram-se pressa em matar os ladrões e enterrar todos os sacrificados. Mas restava ainda uma profecia por cumprir referente ao Messias. A realização dela deu-se quando,

Um soldado lhe abriu o lado com uma lança;
E imediatamente jorrou sangue e água. (João 19,34)

O Divino Desgraçado tinha amealhado algumas gotas preciosas de seu Sangue para derramar depois de entregue o espírito, mostrando assim que o seu amor era mais forte do que a morte. Saiu Sangue e água; Sangue, preço da Redenção e símbolo da Eucaristia; água, símbolo da regeneração pelo batismo. São João testemunha da cena em que o soldado trespassou o Coração de Cristo, escreveu mais tarde a esse propósito:

Este é Jesus Cristo cuja vinda
nos foi tornada conhecida pela água e sangue;
Não pelo água somente, mas pela água e sangue. (I João 5,6)

Não se tratava apenas dum fenômeno natural, tanto mais que João lhe deu um significado misterioso e sacramental. A água aparece no começo do magistério do Senhor, quando foi batizado, e o Sangue no encerramento dele, quando se ofertou como oblação pura. Ambos se tornaram o fundamento da fé, pois no Batismo, o Pai declarou-o seu Filho, e na Ressurreição deu de novo testemunho da sua Divindade.


... Ainda que o poupassem de brutalidade arbitrárias, como a de lhe partirem as pernas, havia, contudo, uma intenção Divina misteriosa no rasgar do Coração Sagrado de Deus. João, que se reclinou sobre o peito do Senhor durante a Última Ceia, recordou muito a propósito a abertura do Coração. Quando do Dilúvio, Noé abriu uma porta do lado da arca, pela qual entravam os animais para escaparem à inundação; agora, é aberta uma nova porta no Coração de Deus, entrando pela qual os homens podem escapar do dilúvio do pecado. Quando Adão adormeceu, foi Eva formada do seu lado e chamada mãe de todos os viventes. Agora, quando o novo Adão inclinou a cabeça e adormeceu na Cruz saiu do seu lado a esposa, a Igreja, sob a figura do Sangue e água. No coração aberto estão cumpridas as suas palavras:

Eu sou a porta; se alguém entrar por mim,
Será salvo. (João 10,9)

Santo Agostinho e outros escritores Cristãos primitivos dizem que Longino, o soldado que abriu os tesouros do Sagrado Coração, ficou curado duma infecção de cegueira; e que mais tarde morreu como bispo e mártir da Igreja, celebrando-se a sua festa a quinze de Março. Ao ver aquela ação, João recordou-se de Zacarias, seis séculos antes:

Eles contemplarão aquele a quem trespassaram. (João 19,37)

Não há dor antes de se olhar para a Cruz; ao contrário, a dor dos pecados brota da visão da Cruz. Nenhuma desculpa pode ser aceita quando a vileza do pecado se revela em toda a sua profundidade. mas a seta do pecado, que fere e crucifica, traz o bálsamo do perdão que cura.

Pedro viu o Mestre e saiu logo para chorar amargamente. Todos os que olharam para a serpente de bronze ficaram curados da mordedura envenenada; agora a figura torna-se realidade e todos os que olham para Aquele que tinha semelhança do pecador, mas sem o ser, ficam curados do pecado.

Todos são obrigados a olhar, quer lhes agrade quer não. Cristo transpassado levanta-se blasonado nas encruzilhadas do mundo. Alguns olham e sentem-se movidos à penitência; outros olham e seguem pesarosos mas não arrependidos, como sucede à multidão no Calvário "que voltou para casa batendo no peito". Aqui, o bater no peito era sinal de impenitência e de recusa de olharem para aquele a quem transpassaram. O bater no peito que salva é o mea culpa.

Ainda que os algozes lhe atravessaram o lado, não lhe quebraram, contudo, osso algum, como estava profetizado. Diz-se no Êxodo que o Cordeiro Pascal não devia ter osso algum do corpo partido. Este cordeiro era apenas o protótipo do que se verificaria literalmente no Cordeiro de Deus:

Isto sucedeu para que se cumprisse o que estava escrito:
Não lhe quebrareis nenhum dos seus ossos. (João 19,36)

A profecia cumprida a despeito dos inimigos que reclamavam o contrário. Assim, o Corpo físico de Cristo, apesar das chagas, pisaduras e cicatrizes eternas, conservava intacta a estrutura interna. Isto parece um prenúncio do que sucederia com o seu Corpo Místico, a Igreja, a qual, apesar das chagas morais e das cicatrizes dos escândalos que havia de sofrer, nem um osso sequer do seu corpo seria, contudo, jamais quebrado.

(A vida de Cristo - Fulton J. Sheen)
PS: grifos meus

Em quatro décadas, família brasileira encolheu e já é chefiada por mulher


A família brasileira diminuiu, enriqueceu, tornou-se mais igualitária e se diversificou, numa revolução que mudou as relações familiares nos últimos 40 anos. A entrada maciça da mulher no mercado de trabalho nos anos 80 foi uma das principais causas dessa mudança, na opinião de quem acompanha os indicadores sociais brasileiros.

Em 1985, só 33% das mulheres em idade de trabalhar disputavam com os homens uma ocupação. Essa parcela subiu para 52% e permanece em expansão. Assim, aquela mulher que tinha em média 5,8 filhos nos anos 70 passa a ter menos de dois filhos, 40 anos depois.

- Mudaram as relações sociais e familiares. A mulher passou a dividir a provisão da família. O tamanho do respeito dentro de casa passou pelo tamanho do contracheque - diz Ana Saboia, chefe da Divisão de Indicadores Sociais.

Mais de 80% dos lares têm acesso a água e luz

A socióloga Elisabete Dória Bilac, pesquisadora do Núcleo de Estudos Populacionais da Unicamp, cita como base dessa revolução o ingresso da mulher no mercado de trabalho.
- Não temos absolutamente equidade de gênero, mas avançamos muito - afirma.

Os casamentos, praticamente indissolúveis, foram se desfazendo, e a proporção de mulheres casadas caiu de 60% em 1970 para 45% em 2000. Hoje, o fenômeno novo captado nas pesquisas domiciliares é a reconstituição dessas famílias.
- O recente aumento no número de casamentos está relacionado ao recasamento. A independência financeira permitiu à mulher abandonar arranjos em que não havia mais satisfação afetiva - diz Elisabete.

A mulher assumiu a chefia da família - eram 18% em 1991 e, em 2007, eram 33%. E ultrapassou os homens no número de anos de estudo. Hoje, são nove para mulher e oito para os homens, nas áreas urbanas.
Houve ainda um "controle de natalidade" não oficial, com a liberação da ligadura de trompas e a pílula anticoncepcional. Mas a situação ainda está longe do ideal. A mulher conquistou o trabalho, mas não conseguiu dividir as tarefas domésticas nem o cuidado com os filhos. E os salários ainda estão perto de 70% do que ganham os homens. Há ainda o desafio de se inibir a violência contra a mulher.

É inegável, porém, que as condições de vida melhoraram. O indicador mais evidente é o de expectativa de vida dos brasileiros, que passou de 52 para 72 anos. A água chega hoje a 83% dos lares, e a luz, a mais de 90%. A dívida é o saneamento, que só passou a barreira dos 50% dos domicílios em 2007.

(Fonte: O Globo - matéria enviada por e-mail, grifos meus)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Solenidade do Rosário de Nossa Senhora - 07 de Outubro


A cadeia do Rosário

Pregando em Carcassona, cidade de França, o glorioso São Domingos e pregando, como sempre costumava, a devoção do Rosário, trouxeram-lhe um endemoniado furiosíssimo, o qual se despedaçava a si mesmo; e, posto que vinha atado com cadeias de ferro, não havia quem o pudesse domar, nem ter mão. Mas o santo tinha outra cadeia mais forte e mais poderosa, que era o Rosário.

Lançou o seu Rosário ao pescoço do miserável homem, e o demônio, com grandes repugnâncias e visagens, em que mostrava a nova força de que se sentia oprimir, ficou domado. Agora entenderam os doutos uma boa interpretação daquele anjo do Apocalipse, sobre que os expositores antigos se dividem em tantas opiniões. Diz São João que viu descer do céu um anjo, o qual trazia na mão uma grande cadeia e que com ela prendeu e atou aquela antiga serpente que enganou o gênero humano, o que por um nome se chama Demônio, e por outro Satanás: Vidi angelum descendentem de caelo habentem... catenam magnam in manu sua, et aprehendit Draconem, serpentem antiquum, qui est Diabolus, et Satanás, et ligavit eum. (Apoc. 20, 1-2).

As outras palavras que acrescenta o texto pode ser que nos sirvam, e as expliquemos depois; o que só digo de presente é que este anjo descido do céu é o apóstolo da Virgem Maria, São Domingos, varão por todas as virtudes angélicas, e que a grande cadeia, que do mesmo céu trouxe na mão e com que prendeu a serpente e atou o Demônio, é o Rosário. Das mesmas Crônicas de São Domingos, que em semelhantes casos são os melhores expositores, o povo.

Em um povoado da Ilha de Evisa exorcizava um filho do mesmo Santo uma mulher endemoniada, e era o Demônio tão protervo, tão rebelde e tão obstinado, que a nenhumas orações e esconjuros se rendia: rendeu-se, porém, finalmente à convicção do Santíssimo Nome de Maria e aos poderes insuperáveis do seu Rosário. Mas, com uma circunstância muito notável, a qual eu só pondero em prova do que digo. Quando lançaram o Rosário ao pescoço da aflita mulher, começou a gritar o Demônio: “Tirem-me essa cadeia, que me abrasa! Tirem-me essa cadeia, que abrasa!”

Já temos que o Rosário é cadeia que ata o Demônio. Mas que seja cadeia que o abrasa, como pode ser? Assim como os anjos, quando estão na terra, trazem consigo a sua glória, assim os demônios trazem também consigo o seu inferno. Os anjos trazem consigo sua glória, porque em qualquer parte estão vendo a Deus; e os demônios trazem consigo o seu inferno, porque em qualquer parte estão ardendo naqueles incêndios eternos. Pois, se este Demônio estava ardendo em fogo, qual é o inferno, como diz que o abrasava a cadeia do Rosário?

Pode haver fogo mais penetrante, mais forte e mais abrasador que o do inferno? Sim. E estas novas chamas e labaredas são para os demônios as orações dos cristãos. Assim o confessaram já antigamente os mesmos demônios, e o refere Minúcio Félix naquela sua famosa Antologia contra os Gentios: Haec omnia sciunt plerique vestrum, ipsos daemones de semetipsis confiteri, quoties a nobis, et meritis verborum, et orationem incendiis e corporibus exiguntur.

De sorte que mais queimam e mais abrasam aos demônios as orações do Rosário que o mesmo fogo do inferno.

Estes são pois os fuzis de maior e mais penetrante fogo, de que se forma a cadeia do Rosário: e esta é a cadeia que São Domingos trouxe do céu, e esta a com que domou o Demônio que lhe apresentaram, que rompia e desfazia todas as outras.

(Sermões VI, 1668, págs. 9-11- Padre Antônio Vieira)

PS: Grifos meus

Ver também: Nossa Senhora - pavor dos demônios

Humildade de São Pio X

Foi em 1888, Ano Jubilar do Santo Padre Papa Leão XIII. Num dos altares da Basílica de São Pedro encontravam-se dois sacerdotes: um era prelado romano e cônego da Basílica Vaticana; o outro era o bispo duma diocese italiana, vindo a Roma para assistir às festas jubilares.
O prelado romano, que se dispunha para celebrar a missa, olhava inquieto ao redor, porque seu ajudante não aparecia. O Bispo, que estava ajoelhado ali perto, aproxima-se com grande simplicidade e diz:

- Permita-me, Monsenhor, que seja eu o ajudante de sua Missa?
- Não, Excelência, não o permitirei: não convém a um Bispo fazer de coroinha.
- Por que não? garanto-lhe que darei conta.
- Disso não duvido, Excelência; mas seria muita humilhação. Não, não o permitirei.
- Fique tranqüilo, meu amigo. Depressa ao altar; comece: Introíbo...

Dito isto, o Bispo ajoelha-se e o prelado teve que ceder. Assistido por seu novo ajudante, o prelado romano prosseguia a sua Missa, o celebrante se desfez em agradecimentos perante o Bispo.
Aquele pio e humilde ajudante, vinte anos mais velho que o prelado romano, era a glória da diocese de Mântua, D. José Sarto, o futuro Papa Pio X. (PS: hoje São Pio X)

(Tesouro de Exemplos, Ed. Vozes, 1953.P. Francisco Alves, C. SS. R.)

Como retribuir - São João de Ávila





"Como vos pagarei, ó Cristo, esse vosso amor?

É justo que sangue se pague com sangue.
Seja eu banhado com esse sangue e cravado nessa cruz.
Recebe-me também em teus braços, ó Santa Cruz.

Alarta-te, coroa de espinhos,
para que eu coloque em ti a minha cabeça.
Cravos, deixai as mãos inocentes de meu Senhor
e transpassai meu coração de compaixão e amor.

Roubador dos corações,
a força de vosso amor estraçalhou nossos corações tão duros.
Inflamastes todo o mundo no vosso amor.

Senhor da sabedoria,
inebriai nossos corações com esse vinho,
abrasai-os com essa flecha de vosso amor.

A vossa cruz é arco e flecha que fere os corações.
Saiba todo o mundo que tenho o coração ferido.

Ó grande Amor, o que fizestes?
Viestes para curar e me feristes?
Viestes para me ensinar a viver e me tornastes semelhante a um louco?
Ó sábia loucura, não viva mais eu sem vós!

Senhor, quando vos vejo na cruz,
tudo me convida a amar:
o madeiro, a vossa pessoa, as feridas de vosso corpo e principalmente o vosso amor.
Tudo me convida a vos amar e a não me esquecer mais de Vós"

(São João de Ávila, Trattati dei SS.Sacramento dell' Eucaristia, t.I, nº 14-18)

Senso do pecado - Eduque seu filho(a)


É uma das conseqüências do senso de Deus. O homem perdeu o senso do pecado porque perdeu primeiro o senso de Deus. Se para nós Deus é (e será sempre) o Senhor, Senhor de tudo, Senhor absoluto, então a sua Lei é a suprema regra da vida, e importa obedecer-lhe acima de todas as coisas, sejam quais forem as conseqüências humanas.

E se Deus é para nós o Pai, que nos ama como a melhor das mães ama a seu filho, Pai previdente que faz por nós as maravilhas de sua onipotência e nos dá as mais estupendas provas de seu amor, é preciso amá-Lo de “todo o coração, de toda a alma, com todas as forças”. (Cf. Lc. 10,27).

Se dermos à criança o senso de Deus, damos-lhe, por isso mesmo, o senso do pecado. Ela sabe e sente que nada há mais importante do que obedecer a Deus, e nada lhe doerá mais do que ofender ao Pai de tanta bondade e tanto amor.

É este o primeiro aspecto do pecado que devemos apresentar: - ele é uma ofensa a Deus, paga de ingratidão a quem nos ama com amor infinito, é uma recusa de amor de Deus, um “não!” ao Pai do Céu.

Dando à criança esta atitude em face do pecado, é mais fácil dar-lhe o sendo de reparação:
- Se desobedecer a uma ordem do Soberano Senhor, devo apresentar-Lhe desculpas;
- Se ofender a um Pai tão bom, devo dizer-Lhe que estou arrependido e que nunca mais farei essa ingratidão.

Só em segundo lugar apresentaremos os efeitos do pecado em nós. São graves, terríveis:
- Expulsa de nós o Espírito Santo;
- Priva-nos da condição de filhos de Deus;
- Despoja-nos de todos os méritos;
- Entrega-nos ao Demônio;
- Condena-nos ao inferno.

Nada se pode imaginar de pior ... para o homem. Mas o pecado é, antes de tudo, a ofensa a Deus, e só depois podemos considerar o mal que ele nos faz. Primeiro, Deus ofendido; depois, o homem arruinado. É o mesmo ato que produz os dois efeitos; mas consideraremos primeiro o que é mais grave. Este aspecto deve ser mais salientado do que até agora tem sido. Isto não significa que menosprezemos os efeitos do pecado para nós. Não; até porque nada há de mais funesto para o homem, sendo mesmo a única verdadeira desgraça (des-graça) que nos pode acontecer. Aliás, o senso do bem espiritual ajuda-nos a avaliar o mal do pecado. Quem sabe:

- apreciar a beleza da graça santificante;
- prezar o inefável dom da habilitação de Deus em nós;
- estimar devidamente a felicidade de poder gozar da amizade divina.

Esse saberá também avaliar o que seja o pecado:

- rompimento com Deus;
- destruição da vida divina em nós;
- sujeição ao demônio.

Por isso um dos meios eficazes de infundir horror ao pecado é dar o amor ao estado de graça, a prática habitual da virtude, o gosto da consciência tranqüila. O hábito da vida consciente em graça dará o senso do pecado, com o hábito da limpeza da à criança e repugnância à sujeira.

Mas, (permita a insistência), apesar de tudo, é secundário. O primeiro valor é o que se refere diretamente a Deus: - o pecado é uma ofensa à Bondade Infinita.

(Preparação para a primeira comunhão – Mons. Álvaro Negromonte)

PS: grifos meus

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Santa Filomena a grande milagrosa - Você conhece?

Apesar das investigações de muitos sábios, nada tinha sido ainda encontrado que pudesse lançar alguma luz sobre a história pessoal de Santa Filomena, anteriormente ao descobrimento das suas relíquias nas catacumbas. No entanto, alguns dos seus devotos mais fervorosos, animados pela terna solicitude com que a sua querida Santa costumava atender as preces de seus servos, ardentemente lhe suplicaram que os elucidasse sobre quem ela era e o que sofrera por Jesus Cristo. Estas ansiosas preces foram atendidas, e a Santa revelou a três pessoas diferentes, que viviam afastadas e absolutamente desconhecidas uma das outras, a história da sua vida e os pormenores do seu martírio.

Estas revelações, de caráter privado ou feitas a particulares, eram, todavia, surpreendentes, e não apresentam pequena soma de probabilidades humanas. Serem idênticas e terem sido as três feitas a três pessoas, entre si desconhecidas; é coincidência extraordinária que lhes dá grande valor. Além disto, conjugam-se admiravelmente com o que nós conhecemos da Santa, estando em perfeita concordância com o escrito e os símbolos que foram encontrados no sarcófago.

Mais recentemente tem tido larga publicidade, e o livro que as refere recebeu o imprimatur da Congregação do Santo Oficio.

Não significa isto que a Santa Sé garanta a autenticidade das revelações, - o que raramente faz nos casos de revelações privadas – mas prova que nos assiste o direito de as acatar, apreciando-se devidamente, e que a Igreja lhes não encontra coisa alguma digna de censura.

Como os nossos leitores estarão, sem dúvida ansiosos por saber tudo quanto se conhece a respeito da nossa Santa, vamos citar-lhes uma das três revelações: a que foi feita diretamente à Madre Maria Luísa, Superiora Geral da Congregação das Dores de Maria, que morreu em odor de santidade no ano de 1875.


Minha querida irmã, - lhe disse a Santa, - eu era filha do rei de um pequeno estado grego. Minha mãe também era de sangue real. Como não tinham descendência, meus pais ofereciam constantemente sacrifícios e preces aos seus falsos deuses para alcançarem a graça de um filho. Estava nesse tempo com a nossa família um doutor romano, chamado Públio, agora santo da Corte Celeste, apesar de não ter sido mártir. Impressionado com a cegueira espiritual dos seus soberanos e comovido com a mágoa que eles manifestavam, foi inspirado pelo Espírito Santo a falar-lhes da nossa fé e afirmar-lhes que as suas orações seriam ouvidas se eles abraçassem a Religião Cristã.

O seu eloqüente fervor penetrou o coração de meus pais e ao mesmo tempo o espírito de ambos foi iluminado pela graça divina. Depois de madura deliberação receberam finalmente o Santo Sacramento do Batismo. Nasci no princípio do ano seguinte; a 10 de janeiro, e chamaram-me Lumena ou Luz, porque nascera sob a luz da fé a quem meus pais votavam agora ardente devoção. Deram-me ao batismo o nome de Filomena, isto é, amiga da Luz que me iluminou a alma pela graça desse Sacramento. A Divina Providência permitiu que o epitáfio do meu sarcófago fosse exarado neste verdadeiro sentido, apesar dos intérpretes não terem percebido que esse era o pensamento exato no espírito daqueles que primeiramente o escreveram.

Meus pais dedicavam-me a maior afeição possível, e meu pai não podia conformar-se com a idéia de me ter fora das suas vistas. Por esse motivo, quando eu contava treze anos, acompanhei-o a Roma. Esta viagem foi efetuada em conseqüência da declaração de guerra que injustamente nos foi feita pelo soberbo e poderoso Imperador Romano.

Reconhecendo a sua fraqueza, meu pobre pai partiu para Roma, na esperança de obter a paz com o Imperador. Minha mãe e eu acompanhamo-lo e estivemos presentes na audiência que o tirano lhe concedeu. Que extraordinário destino, o que me esperava! Enquanto meu pai calorosamente advogava a sua causa, tentando defender-se, o Imperador, lançando-me furtivos olhares cintilantes, respondeu:

- Não te assuste mais; podes estar absolutamente descansado que não há motivo para ansiedade. Em vez de te atacar, porei as forças do Império ao teu dispor, com a condição de que me darás em casamento a mão da tua encantadora filha Filomena.

Meus pais concordaram plenamente com a proposta e, ao regressarmos à nossa pousada tentaram convencer-me de que eu, na verdade, me deveria considera felicíssima como Imperatriz de Roma. Recusei a proposta sem um momento de hesitação e declarei-lhes que já me havia tornado Esposa de Jesus Cristo, por um voto de castidade, quando eu tinha doze anos. Meu pai, então, por todos os meios diligenciou provar-me que uma criança da minha idade não podia dispor de si própria como lhe aprouvesse; e invocou toda a sua autoridade para me obrigar a obedecer. Mas o meu Divino Esposo deu-me a necessária coragem para permanecer firme na minha resolução.

Quando o Imperador foi informado da minha resposta, considerou-a mero pretexto para lhe sermos desleais. E disse a meu pai:
- Tragam-me aqui a Princesa Filomena, e eu verei se posso convence-la ou não.
Meu pai foi-me buscar, mas vendo que a minha resolução era inabalável, ele e minha mãe, ambos se lançaram aos meus pés suplicando-me que mudasse de propósito.
- Filha! – exclamavam eles – tem dó de teus pais, tem piedade do nosso reino! Eu respondi que os meus pais e o meu reino eram o céu. Deus e a mi nhá Virgindade estavam, para mim, acima de tudo mais.

No entanto, não pudemos deixar de obedecer ao Imperador, apresentando-nos no palácio. Ele, primeiro, usou de toda a espécie de promessas e lisonjas para me induzir a aceitar o casamento; mas tudo foi em vão. Depois, recorreu a ameaças. Mas sem melhor resultado. Por fim, num acesso de desespero, impelido pelo demônio da luxúria, ordenou que eu fosse atirada para um cárcere, nos subterrâneos do palácio imperial. Aí, amarraram-me os pés e as mãos e carregaram-me de cadeias, na esperança de assim me constrangerem a casar com aquele homem em cuja alma só imperava o espírito das trevas.

Todos os dias ele vinha renovar os seus galanteios. Aliviavam-me de ferros, de modo que eu podia tomar um pouco de pão e água; mas o Imperador, ao ver que os seus esforços eram inúteis, mandava que se me repetissem as torturas. Durante todo este tempo o meu Divino Esposo me amparou. Constantemente eu me recomendava a Jesus e a sua Mãe Bendita.

Passavam-se estas cenas havia trinta e sete dias, quando a Rainha do Céu me apareceu, aureolada por uma luz deslumbrante e sustendo nos braços o seu Divino Filho.
–“Minha filha – disse-me Ela – continuarás ainda mais três dias neste cárcere, e depois, ao quadragésimo dia do teu cativeiro, abandonarás este lugar de tormento”.

Mas a Bendita Mãe de Deus continuou:
 - “Quando o abandonares sofrerás ainda cruéis torturas por amor a Meu Filho”.

Esta nova revelação deixou-me apavorada, e cheguei a experimentar a sensação de que já me assaltavam as terríveis agonia da morte.

- “Coragem, querida filha! – acrescentou a Rainha do Céu - querida acima de todas porque tens o meu nome e o nome de Meu Filho. Tu chamas-te Lumena ou Luz. Meu Filho, teu Esposo, chama-se Luz, Estrela, Sol. E eu também, não me chamo igualmente, Aurora, Estrela, Lua, Sol? Eu serei o teu amparo. Agora é o período transitório da fraqueza e da humilhação humana; porém, quando chegar a hora do julgamento, então receberás a graça da divina força. Além do teu Anjo da Guarda, terás a teu lado o Arcanjo Gabriel, cujo nome significa A força do Senhor. Quando eu estava na terra, era ele o meu protetor: eu agora o mandarei aquela que é a minha mais querida filha”.

Estas palavras tranqüilizadoras reanimaram a minha coragem, e a visão desapareceu, deixando na masmorra perfume celeste.

O Imperador, perdendo a esperança de me fazer ceder aos seus desejos, recorreu ás maiores torturas, com o fim de me aterrorizar e assim conseguir que eu quebrasse o meu voto feito a Deus. Ordenou que eu fosse amarrada a uma coluna e cruelmente açoitada, acompanhando-se ainda o bárbaro suplício de horríveis blasfêmias.
Dizia o tirano:
-“Visto que é tão persistente em preferir um malfeitor, condenado à morte pelos seus próprios compatriotas, a um imperador como eu, sofra ela o castigo merecido”

Vendo que, apesar de eu estar toda numa chaga, a minha resolução continuava inalterável, mandou que tornassem a levar-me para a prisão, onde deveria agonizar e morrer.

Estava eu lançando o meu pensamento para além da morte, esperando descansar no seio do meu Esposo, quando me apareceram dois anjos resplandecentes e derramaram um bálsamo celestial sobre as minhas feridas. Estava curada.
Na manhã seguinte, o Imperador ficou assombrado ao saber da notícia. Vendo-me ainda mais forte e mais bela que nunca esforçou-se por me convencer de que eu recebera aquele benefício de Júpiter, que para mim destinava a coroa imperial.

O Espírito Santo inspirou-me e refutei aquele sofisma, ao mesmo tempo em que resisti às blandícias do Imperador.

Louco de raiva deu ordem para que me prendessem ao pescoço uma âncora de ferro e me lançassem ao Tibre. Mas Jesus, para mostrar o seu poder e confundir os falsos deuses, mais uma vez mandou em meu auxílio os seus dois anjos que cortaram a corda; e a ancora caiu no fundo do rio, onde ficou encravada no lodo. Trouxeram-me então para a margem, sem que uma gota de água tivesse tocado nas minhas roupas.

Este milagre converteu um grande número dos que o presenciaram. Diocleciano, mais obstinadamente cego que Faraó, declarou então que eu devia ser feiticeira e ordenou que me trespassassem de setas. Mortalmente ferida, quase morta, uma vez mais fui atirada para a prisão. Em vez da morte, que muito naturalmente devia ter vindo, o Altíssimo fez-me dormir um sono reparador, depois do qual acordei, ainda mais bela do que era.

Ao ter notícia deste novo milagre, o Imperador ficou de tal maneira enfurecido, que ordenou a repetição da tortura até que a morte sobreviesse enfim; mas as setas recusaram-se a partir dos arcos. Diocleciano insistia em que semelhante fato era determinado por um poder mágico e, na esperança de que esse encantamento se aniquilasse diante do fogo, deu ordem para que as setas fossem aquecidas numa fornalha até ficarem rubras. Mas este expediente foi de nulo efeito. O meu Divino Esposo livrou-me desse tormento voltando as setas contra os besteiros, seis dos quais foram mortos.

Este último milagre deu lugar a outras conversões e o povo começou a manifestar grande descontentamento e a mostrar reverência pela nossa bendita fé.

Receando mais sérias conseqüências, o tirano ordenou então que eu fosse decapitada.

A minha alma gloriosa e triunfante, ascendeu ao Céu, onde recebi a coroa da virgindade, que mereci por tão grande número de vitórias. Foi às três horas da tarde, de 10 de agosto numa sexta-feira.
Eis aqui as razões por que Nosso Senhor quis que o meu corpo fosse reconduzido para Mugnano em 10 de agosto e por que Ele operou tantos milagres nessa ocasião.”

(Santa Filomena a Grande Milagrosa - por E.D.M)

PS: - grifos meus
      - Em breve publicaremos a novena de Santa Filomena e também transcreveremos alguns dos milagres e prodígios que Deus realizou através dessa grande santa)

domingo, 4 de outubro de 2009

Sacramento da Santíssima Eucaristia



§1o - Da natureza da Santíssima Eucaristia e da presença real de Jesus Cristo neste Sacramento

594) Que é o Sacramento da Eucaristia?
A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento, espiritual.

595) Está na Eucaristia o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem?
Sim, na Eucaristia está verdadeiramente o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem Maria.

596) Por que acreditais que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente Jesus Cristo?
Eu acredito que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente presente Jesus Cristo, porque Ele mesmo o disse, e assim no-lo ensina a Santa Igreja.

597) Qual é a matéria do Sacramento da Eucaristia?
A matéria do Sacramento da Eucaristia é a que foi empregada por Jesus Cristo, a saber: o pão de trigo e o vinho de uva.

598) Qual é a forma do Sacramento da Eucaristia?
A forma do Sacramento da Eucaristia são as palavras usadas por Jesus Cristo: Isto é o meu Corpo: este é o meu Sangue.

***
3.o - Das disposições necessárias para bem comungar

625) Produz o Sacramento da Eucaristia sempre em nós os seus maravilhosos efeitos?
O Sacramento da Eucaristia produz em nós os seus maravilhosos efeitos, quando o recebemos com as devidas disposições.

626) Quantas coisas são necessárias para fazer uma comunhão bem feita?
Para fazer uma comunhão bem feita, são necessárias três coisas:

1º estar em estado de graça;
2º estar em jejum desde uma hora antes da comunhão;
3º saber o que se vai receber e aproximar-se da sagrada Comunhão com devoção.

627) Que quer dizer: estar em estado de graça?
Estar em estado de graça quer dizer: ter a consciência limpa de todo o pecado mortal.

628) Que deve fazer antes de comungar quem sabe que está em pecado mortal?
Quem sabe que está em pecado mortal, deve fazer uma boa confissão antes de comungar; porque para quem está em pecado mortal, não basta o ato de contrição perfeita, sem a confissão, para fazer uma comunhão bem feita,

629) Por que não basta o ato de contrição perfeita, a quem sabe que está em pecado mortal, para poder comungar?
Porque a Igreja ordenou, em sinal de respeito a este Sacramento, que quem é culpado de pecado mortal, não ouse receber a Comunhão, sem primeiro se confessar.

630) Quem comungasse em pecado mortal, receberia a Jesus Cristo?
Quem comungasse em pecado mortal, receberia a Jesus Cristo, mas não a sua graça; pelo contrário, cometeria sacrilégio e incorreria na sentença de condenação.

631) Em que consiste o jejum eucarístico?
O jejum eucarístico consiste em abster-se de qualquer espécie de comida ou bebida, exceto a água natural, que, na atual disciplina eucarística, não quebra o jejum.
***

§ 4.o - Da maneira de comungar

640) Como devemos apresentar-nos no ato de receber a sagrada Comunhão?
No ato de receber a sagrada Comunhão devemos estar de joelhos, com a cabeça medianamente levantada, com os olhos modestos e voltados para a sagrada Hóstia, com a boca suficientemente aberta e com a língua um pouco estendida sobre o lábio inferior. Senhoras e meninas devem estar com a cabeça coberta.

641) Como se deve segurar a toalha ou a patena da Comunhão?
A toalha ou a patena da Comunhão deve-se segurar de maneira que recolha a sagrada Hóstia, caso ela viesse a cair.

642) Quando se deve engolir a sagrada Hóstia?
Devemos procurar engolir a sagrada Hóstia o mais depressa possível, e convém abster-nos de cuspir algum tempo.

643) Se a sagrada Hóstia se pegar ao céu da boca, que se deve fazer?
Se a sagrada Hóstia se pegar ao céu da boca, é preciso despegá-la com a língua, nunca porém com os dedos.

(Catecismo Maior de São Pio X)

PS: grifos meus

sábado, 3 de outubro de 2009

A ociosidade é mãe maldita de muitos males


Grande elogio fez o Sábio à mulher, ao diz que não comeu seu pão na ociosidade. Foi um dos traços com que descreveu a mulher forte, verdadeiro modelo e invejável prêmio para o homem justo.

A lei do trabalho, leitora, é universal neste mundo. Comer o pão do suor do rosto vale tanto para o homem como para a mulher. Ainda mais quando se associam formando um lar, abrindo nele a primeira escola para os filhos. Para que trabalhassem - lemos que Deus colocou os primeiros homens no paraíso. No paraíso do lar eles receberam autêntica missão. O homem labutando lá fora, e dentro de casa a esposa "procurando o linho e a lã, trabalhando-os com suas mãos hábeis e diligentes". - Péssimo exemplo dá aos filhos a mãe que vive seus dias na ociosidade, sem fazer nada, toda entregue às leituras, às visitas, aos passeios e às futilidades. Debalde se cansa o marido, se em casa vive uma companheira ociosa.

... Móveis, roupas, imóveis - tudo se estraga mais depressa, quando os olhos da dona diligente não se interessam por sua conservação. A ociosidade é mãe maldita de muitos males. Que fará a dona de casa se não trabalha? Lê? Sim; mas em breve as leituras, para não serem monótonas, hão de ser picantes e ... nocivas. Fica imaginando na vida? E torna-se então uma sonâmbula dentro da vida, verdadeiro flagelo dos filhos e maridos. Ou, como sói acontecer, dá para colecionar doenças, conforme a moda e as receitas das amigas igualmente desocupadas.

Não amando o trabalho, desama o lar toda mãe e esposa. Por isso vive fora de casa, espalhando-se pelas casas de outras, em palestras e indiscrições, dando mau exemplo.
Poderá, por ventura, haver paz numa casa onde a patroa nada trabalha? As desordens se revezarão com as queixas, os descontentamentos alternarão com as recriminações e brigas. Eu já vi marido falir no comércio, sempre e sempre, porque a mulher em casa, ao lado da ociosidade, cultivava - flor de planta maldita - custosa vaidade.

Vamos lá, prezada leitora, é preciso que responda à tua consciência se, em casa, és uma rainha de colméia ou uma abelha diligente, de sol a sol!

Para a educadora.

A educação não consiste só na instrução. Pois esta não forma caracteres, nem hábitos nobres e firmes, nem atinge o alvo pelo desenvolvimento perfeito de todas as vidas que há na criança: vida material, vida intelectual, vida moral, vida sobrenatural. A educação não consiste nas boas maneiras e nos modos polidos. Tudo isso nada vale quando não exprime as belas realidades.
Pais que não educam acertadamente seus filhos, não cumprem a lei de Deus, comprometem a eternidade das almas de seus filhos.

(As três chamas do lar - Pe. Geraldo Pires de Souza)

PS: grifos meus