quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Treinem as Jovens

O prurido de independência das moças modernas não prognostica harmonia no lar. Todos reconhecem com Pio XI, que “a submissão da mulher ao marido pode variar quanto ao grau e ao modo, conforme a condição das pessoas, dos lugares e dos tempos”. Mas as leis naturais não se desfazem nem se aniquilam – e o homem continuará sempre a presidir a família, cuja estrutura obedece às leis estabelecidas por Deus.

Na lamentável mania de copiar a América do Norte, não falta quem aponte como um ideal a independência das moças americanas. Mas não lhe ocorre que é o pais em que são mais numerosos os divórcios. E há relação entre essa independência e o divórcio:  nas classes em que as esposas são menos “emancipadas”, os divórcios são menos freqüentes, como também o são entre os imigrantes, cujas mulheres guardam o regime doméstico natural.

Às moças importa, pois, acalmar os pruridos de independência. A liberdade de que gozam em solteiras tem de sofrer restrições no matrimônio. Acostumem-se a esta idéia, que é a verdadeira. Num inquérito realizado por mim com numerosas moças casadouras, quase todas pensavam em continuar “trabalhando fora” quando casassem, a fim de manter a própria independência! O trabalho da mulher fora do lar já de si tão contra-indicado, agrava-se com este novo perigo.

Aprendam a submeter-se. Aceitem conselhos, para ... segui-los. Ouçam com calma e sem amargores as admoestações. Recebam ordens sem se irritar, e procurem cumpri-las com prontidão, ainda quando não correspondam a seus desejos. Conformem-se com papéis subordinados. E sobretudo abram mão do desejo de dominar.

Muitas jovens pensam na “felicidade” de governar o marido. Num interessante estudo sobre o sucesso ou fracasso no matrimônio, o Prof. Cotrell Júnior chegou a conclusões muito curiosas, ditadas por ampla pesquisa. São muito mais infelizes os casamentos em que o marido é mais fraco; mais mesmo do que quando o marido é muito mais forte. Sim, um ditador em casa é horrível; mas um moleirão, um palerma, deve ser pior. E não pensem que o mais desejável seja o equilíbrio de forças. De fato, quando o marido e esposa são iguais, os índices de felicidade matrimonial foram bem altos. Mais altos, porém, foram quando o marido é um tanto mais forte.

Está indicado o caminho para a aprendizagem necessária à “ordem do amor” no futuro lar, cujos cuidados requerem a presença da esposa e constituem seu dever específico.

(Noivos e esposos - Pe. Álvaro Negromonte)
PS: grifos meus

E os rapazes ...

Da parte dos moços há também uma aprendizagem a fazer.

Compreender a mentalidade das moças modernas a este respeito já é um grande passo. O marido não pode capitular, rendendo-se aos erros da época, entregando o comando à mulher. Mas tem de moderar-se na chefia, cedendo muitas vezes, aceitando situações, atendendo a conselhos da esposa, deliberando com ela. Se, em qualquer tempo, o excesso de autoridade marital era abusivo, hoje será apenas intolerável. É preciso que o homem possa repetir com verdade à sua esposa o que Cristo nos disse a todos nós: “O meu jugo é suave” (Mat. 11.30).

As proibições absolutas e infundadas: - “Porque eu quero” – “quem manda aqui sou eu” – não têm cabimento. Apelar para a razão, apresentar motivos, deliberar de comum acordo – eis a regra. Os autoritários tratem de moderar-se, para evitar desgostos mais sérios ou desastres.

Falta a muitos jovens modernos o gosto da vida com a família. Vivem sozinhos. Não passeiam com ela (família paterna) ... não participam de sua vida. Por isso mesmo não sabem agir com a família. Vem daí, infelizmente, serem os moços modernos maus irmãos ou pouco irmãos para com suas irmãs. Acostumam-se, por isso, a agir sozinhos, e tendem a impor aos outros seus gostos, decisões e hábitos. Isto se agrava, quando são mais idosos. Casando, quererão, forçosamente, viver assim – o que irá, com certeza, provocar aborrecimentos.

Outra será a atitude de um jovem acostumado a viver em família. Os gostos se dissolvem, as decisões são tomadas por deliberação doméstica, e ele se habitua a consultar, ouvir, ceder. Age com a família, mesmo quando ele sozinho delibera. A vida coletiva é também sua vida. Leva para o novo lar, para sua casa, uma excelente mentalidade familiar.

Quem não tiver esta mentalidade trate de aquirí-la, antes do casamento, porque depois nem ela cai do céu, nem a esposa irá submeter-se como uma noviça de convento.

Calculam também erradamente os noivos que agora cedem tudo, esperando que no casamento “a coisa mude”. Ele assumirá então o comando! Ilusão... Meça antes sua personalidade e procure conhecer o melhor possível a da noiva. O casamento não muda ninguém, senão para pior – em regra geral. Se ela é agora exigente, caprichosa, autoritária, voluntariosa, independente – sê-lo-á depois cada vez mais. É o momento de estudar a realidade, encará-la com frieza, para ver, em tempo, de que ambos são capazes. As compreensões depois farão apenas explosões.

(Noivos e esposos - Pe. Álvaro Negromonte)

PS: Negritos meus e itálicos do autor

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Jesus na Cruz

Jesus na cruz foi um espetáculo que encheu de admiração o céu e a terra. Foi esse um espetáculo da justiça, vendo o Padre eterno, que para satisfazer a sua justiça pune os pecados dos homens na pessoa de seu Filho unigênito, que lhe era tão caro como sua própria pessoa.
Foi um espetáculo principalmente de amor ver um Deus que oferece e dá a vida para remir da morte os escravos seus inimigos.

Esse espetáculo foi e será sempre o objeto mais caro da contemplação dos santos, pelo qual desprezaram a se despojaram de todos os bens e prazeres da terra e abraçaram com afã a alegria as penas e a morte, para mostrar de algum modo sua gratidão a um Deus que morreu por seu amor.

Confortados com a vista de Jesus desprezado na cruz, os santos amaram os desprezos mais do que os mundanos prezam todas as honras do mundo. Vendo Jesus morrer nu na cruz, procuraram abandonar todos os bens da terra. Vendo-o todo coberto de chagas sobre a cruz, escorrendo sangue de todos os seus membros, abominaram todos os prazeres sensuais e procuraram o mais possível crucificar a sua carne para acompanhar com suas dores as dores do Crucifixo. Vendo a obediência e a uniformidade da vontade de Jesus com a de seu Pai, esforçaram-se por vencer todos os apetites que não eram conformes à vontade divina e muitos, ainda que ocupados em obras de piedade, sabendo que o privar-se da própria vontade é o sacrifício mais grato ao coração de Deus, procuraram entrar em determinada

Como é então possível que tantos outros cristãos, ainda que saibam pela fé que Jesus Cristo morreu por seu amor, em vez de dedicar-se a seu serviço e amor, se empenham em ofendê-lo e desprezá-lo por prazeres breves e miseráveis? Donde nasce tão grande ingratidão? Provém do esquecimento da paixão e morte de Jesus Cristo. Mas, ó Deus, qual será o seu remorso e vergonha no dia do juízo, quando o Senhor lhes lançar em face quanto fez e padeceu por eles? Não deixemos nós de ter sempre diante dos olhos, almas piedosas, a Jesus crucificado que morre entre tantas dores e ignomínias por nosso amor. Todos os santos receberam da paixão de Jesus Cristo aquelas chamas de caridade, que os levaram a despojar-se de todos os bens deste mundo e até de si mesmos, para se entregar exclusivamente ao amor e serviço desse divino Salvador, que, enamorado dos homens, não podia fazer mais do que fez para ser amado por eles.

A cruz, isto é, a paixão de Jesus Cristo, é que obterá a vitória sobre todas as nossas paixões e sobre todas as tentações que nos suscitará o inferno para nos separar de Deus. A cruz é o caminho, a escada para subir ao céu. Bem-aventurado quem a abraçar em vida e não a deixar senão na morte. Quem morre abraçando a cruz tem um penhor seguro da vida eterna, a qual já foi prometida a todos os que com ela seguem a Jesus crucificado.

Jesus na Cruz (Santo Afonso de Maria Ligório - A Paixão de Cristo - volume II - pág. 15 e 16)

PS: grifos meus

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Natividade de Nossa Senhora

Viva Nossa Senhora!!!

Esta festa, mais antiga no Oriente, introduziu-se provavelmente na liturgia romana durante o século VII. Inocêncio IV deu-lhe Oitava no Concílio de Lião, em 1245. Na última centúria, serviu esta data de 8 de Setembro para fixar nove meses antes, a 8 de Dezembro, a festa da Imaculada Conceição. A Santa Igreja, celebrando a Natividade da Virgem SS., canta a aurora da redenção (Or.), que despontou com o aparecimento de Maria no mundo. Eva deu na dor os seus filhos à luz, Maria dá à luz o Filho de Deus com júbilo. Eva levava consigo as nossas lágrimas, Maria a nossa alegria (Ofício de Matinas).

Invoquemos a Virgem SS, com aquela invocação tão bela de sua ladaínha: "Causa de nossa alegria".

(Missal Cotidiano e Vesperal - Dom Gaspar Lefebvre - 1951)

A mulher e o divórcio

Divórcio X Indissolubilidade
Fraqueza X  Coragem

Em síntese, para todas as dificuldades conjugais, internas ou externas, materiais ou psíquicas, o divórcio sugere a solução menos digna, menos nobre, menos humana. É o aliado natural de todas as paixões, o inimigo instintivo de todo o sacrifício, o conselheiro de todas as fraquezas e de todas as capitulações vergonhosas. A indissolubilidade trabalha num sentido ascensional, prega a vitória dos obstáculos pela virtude, educa as almas para a luta, desenvolve o domínio de si mesmo, a abnegação a serviço da consciência, exalta todos os valores espirituais.

O divórcio é a tangente do mínimo esforço. E o mínimo esforço, em moral, é a diminuição das forças inibitivas da vontade e o abandono à impulsividade, às tendências inferiores, aos instintos que tiranizam sem lei. A indissolubilidade é a vitória do dever; o divórcio, a soberania do prazer. Uma eleva-nos ao ideal do homem; o outro rebaixa-nos ao nível da animalidade.

"Os divorciados, escreve um professor da escola de Altos Estudos, um e outro não passam de tristes vencidos, escravos, prisioneiros e vítimas do seu comum egoísmo e dis seus mútuos instintos. Já não há lei moral nem convenções sociais, nem ordem ou disciplina que resistam; só o corpo manda, só ele é obedecido. A este Moloch exigente tudo se sacrifica: dignidade humana, governo de si mesmo, primado da razão e da inteligência, exigência da vida social, educação e cultura moral, paternidade e maternidade". (Claude Albert Rouville, em le Divorce, Paris, AMG. 1928)

Por isto, o divórcio entra na legislação e nos costumes de um povo como produto de uma moralidade decadente, e, uma vez introduzido, converte-se logo em fator ativo de mais profunda decomposição social. Não é este caminho que leva a felicidade ao seio das famílias. As desventuras conjugais nascem de paixões mal dominadas, e o divórcio não é escola de disciplina moral.

A mulher e o divórcio

Dos cônjuges que o divórcio infelicita, a mulher é mais sacrificada que o homem. Com a visível preocupação de angariar as simpatias da outra metade do gênero humano, os mensageiros da nova ordem deslocam-se em esforços literários pra preconizar o divórcio como o grande benfeitor da mulher. É a sua emancipação, a proclamação de igualdade dos sexos, a arma jurídica que as esposas poderão brandir contra a prepotência e brutalidade dos maridos. E há ingênuas que se deixam seduzir, e há mulheres, honestas ou não, que partem, lança em riste, a combater em prol da ilusão fatal.

Porque ilusão é, e evidente. Antes de tudo, no divórcio, a mulher é vítima de uma injustiça.

"O casamento é uma sociedade natural e não uma associação comercial. As cotas não são iguais; o homem entra com a proteção de sua força, a mulher com as exigências de sua fraqueza. Em caso de separação, não são iguais os resultados. O homem sai com toda a sua autoridade; a mulher não sai com toda a sua dignidade; e de tudo que levou para o casamento, pureza virginal, juventude, beleza, fecundidade, consideração, fortuna, em casos de dissolução, só poderá retomar o seu dinheiro".
(De Bonald, Du Divorce, p.297)

Muitos séculos antes, já S.Tomás havia denunciado esta lesão à eqüidade natural.

"Si quis mulierem assumens tempore juventutis, quo et decor et fecunditas ei adsunt, eam dimittere posset postquam aetate provecta fuerit damnum inferret mulieri contra naturalem aequitatem". (Summa contra Gentes, 1. III, c. 123)

(O divórcio - Pe. Leonel Franca - págs. 49 e 50)

PS: grifos meus.

Usurpadoras de autoridade

-  Escute, meu bem: eu obedecerei a você, unicamente, nas coisas que forem razoáveis e aprovadas por Deus. - assim me dizia minha ilustre esposa. Mas porque, ao mesmo tempo, se julgava árbitra do que era razoável e permitido por Deus, ficou minha autoridade reduzida a figura de retórica. De resto, porém, tenho uma mulherzinha adorável. Assim vem classificada por um marido a usurpadora da autoridade na família.

De fato, esta senhora achou uma boa saída para seguir a própria cabeça. Digamos, porém, que o fez para seu juízo e desdouro da sujeição cristã na família. Se os filhos a imitassem ,ela veria a autoridade materna reduzida a zero. Será, por ventura, o marido incapaz de saber o que é razoável e lícito aos olhos de Deus?

Outra sorte de esposas há que usurpam a autoridade à força de meiguices e carinhos e até de caretas. Desarmam proibições, arrancam licenças, impedem ordens, porque o esposo se vende por pouca coisa. Essa abdicação feita pelo marido deixa a família à mercê de muita coisa incoveniente. Não faltam as que, de armas na mão, conquistam a autoridade. Para cada exercício de autoridade travam uma escaramuça, discutem, tomam ares de vítima, alegam a independência de outras, têm crises de nervos. Desejoso de se ver livre desses conflitos permanentes, o marido renuncia ao mando, fonte de discórdia. Prefere fechar os olhos e deixar a revoltosa seguir seus caminhos e por eles levar os filhos.

Que erro, cheio de consequências perigosas!

Precisa a mulher ocupar-se com outros, mas também sente-se feliz ao ver que outros se ocupam com ela. E a autoridade, com a vigilância e direção que ostenta, é um pensamento contínuo do marido sobre sua esposa ... Não se sente feliz a mulher que encontra um esposo frouxo e fraco, que nada exige e em nada a dirige. O contrário se dá ao ver-se ao lado de um homem que sabe ser exigente e viril, cheio de iniciativas, com ares de senhor que lhe pede sacrifícios e conta com o seu devotamento.

Mas eu não terei autoridade alguma? pergunta a leitora intrigada. Sim, terás aquela que tua doçura, inteligência, paciência, superioridade moral te conceder...

(As três chamas do lar - Pe. Geraldo Pires de Souza)

Conselhos de São Francisco de Sales aos casais

Conservai pois, ó maridos, um terno, constante e cordial amor a vossas mulheres: por isto foi a mulher tirada do lado mais chegado ao coração do primeiro homem, para que fosse amada por ele cordial e ternamente. As fraquezas e enfermidades de vossas mulheres, quer do corpo, quer do espírito, não devem provocar-vos a nenhuma espécie de desdém, mas antes a uma doce e amorosa compaixão, pois Deus criou-as assim para que, dependendo de vós, vos honrem e vos respeitem mais, e de tal modo as tenhais por companheiras que contudo sejais os chefes e seus superiores.

E vós mulheres, amai ternamente, cordialmente, mas com um amor respeitoso e cheio de reverência, os maridos que Deus vos deu: porque realmente por isso os criou Deus de um sexo mais vigoroso e predominante, e quis que a mulher fosse uma dependência do homem, e osso dos seus ossos, e carne de sua carne, e que ela fosse produzida por uma costela deste, tirada debaixo dos seus braços, para mostrar que ela deve estar debaixo da mão e governo do marido; e toda a Escritura Santa vos recomenda severamente esta sujeição, que aliás a mesma Escritura vos faz doce e suave, não somente querendo que vos acomodeis a ela com amor, mas ordenando a vossos maridos que a exerçam com grande afeto, ternura e suavidade.

( Filotéia - São Francisco de Sales - pág. 339)

PS: grifos meus

Que mandais fazer de mim? (Sta. Teresa de Ávila)


Palavras de Sta. Teresa de Ávila

Que mandais fazer de mim?
Vossa sou, para vós nasci,
Que mandais fazer de mim?
Vossa sou pois me criastes,
Vossa, pois me remistes,
Vossa, porque me atraístes.
E porque me suportastes,
Vossa porque me esperastes.
E me salvastes, por fim.

Que mandais fazer de mim?
Eis aqui meu coração:
Deponho na vossa palma;
Minhas entranhas, minha alma, meu corpo,
vida e afeição...
Doce esposo e redenção,
A vós entregar-me vim:

Que mandais fazer de mim?
Dai-me riqueza ou pobreza
Exaltação ou labéu; dai-me alegria ou tristeza,
Dai-me o inferno ou dai-me o céu,
Doce vida, sol sem véu,
Pois, me rendi toda ,enfim:

Que mandais fazer de mim?
Se me quereis descansando,
Por amor o quero estar;
Se me mandais trabalhar,
morrer quero trabalhando.

Dizei: onde? Como? E quando?
Dizei doce amor, por fim:
Que mandais fazer de mim?
Que mandais fazer de mim?

(Poesia recebida por e-mail)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Doutrinas anticoncepcionais - STOP

STOP
Aqueles que julgam que o instinto materno é bastante forte para resistir as propagandas neomaltusianas e que a mulher não perderá nunca o prazer de se tornar mãe, iludem-se fortemente sobre o poder desse instinto. O que é verdade para o animal, o qual se entrega às exigências da natureza, não o é para o homem, que vive à procura de meios para escapagar às exigências da vida quando elas lhe parecem penosas de suportar. A natureza humana se deixa facilmente corromper por doutrinas que a convidam ao prazer e a se esforçar menos.

Quanto mais se expandirem as doutrinas anticoncepcionais, menor será o número de mulheres bastante corajosas que aceitarão os deveres da maternidade e os sacrifícios consequentes desses deveres. Não se pode servir a dois senhores, disse Jesus; a mulher não pode, de maneira alguma, render-se ao mesmo tempo à vontade de gosar a vida e ao desejo de ser mãe. De resto, os fatos aí estão: quantas mulheres existem, nessa sociedade moderna saturada de doutrinas neomaltusianas, que vivem à espreita, não do momento oportuno para se entregarem à maternidade, mas justamente a cata de métodos que a impeçam de ser mãe, somente por egoísmo e por medo dos sofrimentos?

É um verdadeiro escândalo ver-se todos os dias, nos tempos que correm, os propagandistas das doutrinas anti-familiares declararem que as doutrinas que defendem estão de acordo com os preceitos de ordem moral e tem como conseqüência aproximar cada vez mais o esposo de sua esposa, tornando a vida do casal mais franca e mais íntima. A realidade inflinge a esses propagandistas o mais cruel e o mais triste dos desmentidos.

Da mesma maneira que o divórcio multiplica os maus casamentos, a difusão das doutrinas anticoncepcionais multiplicará o deboche. Restringindo, ou melhor, suprimindo as responsabilidades familiares, rebentam-se os diques que  retêm a humanidade nas fronteiras da imoralidade e abre-se uma porta aos mais baixos instintos da animalidade. Não foi sem cálculo que encobriram a propaganda neomatusiana com o pretexto dos interesses sanitários e morais da raça, e seu fim natural não será nem mais nem menos do que a difusão da licenciosidade e, por conseqüência, a perversão sexual.

(O casamento - Cônego Jean Viollet)
PS: grifos meus

Em 40 anos, taxa de fecundidade caiu de 6 para 2 filhos por mulher

Diário Online

A taxa de fecundidade do país passou de seis filhos por mulher, em 1960, para menos de dois em 2006, revelou o estudo Indicadores Sociodemográficos e de Saúde 2009, divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com a entidade, o aumento da escolaridade feminina é uma das causas para a redução na família brasileira.

A queda na taxa de fecundidade foi iniciada em 1970 na região Sudeste, revela o estudo. No Sul e Centro-Oeste, o início da transição ocorreu a partir do início da década de 70, enquanto no Norte e Nordeste, apenas no início da década de 80. A queda manteve-se nas décadas seguintes, chegando à estimativa de 1,99 filho em 2006. Para o IBGE, trata-se de um "declínio vertiginoso em 30 anos em relação a países desenvolvidos, que demoraram mais de um século para atingir patamares similares".

De acordo com o IBGE, mulheres menos instruídas ainda apresentam taxas de fecundidade mais elevadas. Essa diferença, porém, vem se reduzindo nas últimas três décadas em todas as regiões. Em todos os Estados, as mulheres com mais de oito anos de escolaridade (pelo menos o ensino fundamental completo) têm taxas de fecundidade total abaixo do nível de reposição, de 2 filhos..

Nascimentos - O número de nascimentos no país caiu de 3,2 milhões, em 2000, para 2,9 milhões, em 2006. Entre 2000 e 2006, houve declínio da participação dos nascimentos oriundos de mães dos grupos etários de 15 a 19 anos e 20 a 24 anos. No grupo de mães entre 10 a 14 anos houve estabilidade e, entre as mães acima de 24 anos, um pequeno crescimento nos percentuais de nascimentos.

Segundo o Ministério da Saúde, a cesariana já representa 43% dos partos realizados no Brasil nos setores público e privado, quando a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é para que as cesáreas sejam de, no máximo, 15% dos partos, limitando-se a situações de risco tanto da mãe quanto da criança.

No caso dos planos de saúde privados, o percentual de cesarianas chega a 80%. Já no SUS (Sistema Único de Saúde), as cesáreas somam 26% do total de partos. Os partos cesáreos são mais comuns entre as mulheres com maior nível de instrução, chegando a quase 70% entre aquelas com 12 anos e mais de escolaridade e sendo menos de 20% entre as mulheres com menor grau de instrução.
(Diário Online)

Vivo sin vivir en mi - San Juan de La Cruz


San Juan de La Cruz

VIVO SIN VIVIR EN MI
Vivo sin vivir en mí
y de tal manera espero,
que muero porque no muero.

1. En mí yo no vivo ya,
y sin Dios vivir no puedo;
pues sin él y sin mí quedo,
este vivir ¿qué será?
Mil muertes se me hará,
pues mi misma vida espero,
muriendo porque no muero.

 2. Esta vida que yo vivo
es privación de vivir;
y así, es continuo morir
hasta que viva contigo.
Oye, mi Dios, lo que digo:
que esta vida no la quiero,
que muero porque no muero.

3. Estando ausente de ti
¿qué vida puedo tener,
sino muerte padecer
la mayor que nunca vi?
Lástima tengo de mí,
pues de suerte persevero,
que muero, porque no muero.

4. El pez que del agua sale
aun de alivio no carece,
que en la muerte que padece
al fin la muerte le vale.
¿Qué muerte habrá que se iguale
a mi vivir lastimero,
pues si más vivo más muero?

5. Cuando me pienso aliviar
de verte en el Sacramento,
háceme más sentimiento
el no te poder gozar;
todo es para más penar
por no verte como quiero,
y muero porque no muero.

6. Y si me gozo, Señor,
con esperanza de verte,
en ver que puedo perderte
se me dobla mi dolor;
viviendo en tanto pavor
y esperando como espero,
muérome porque no muero.

7. ¡Sácame de aquesta muerte
mi Dios, y dame la vida;
no me tengas impedida
en este lazo tan fuerte;
mira que peno por verte,
y mi mal es tan entero,
que muero porque no muero.

8. Lloraré mi muerte ya
y lamentaré mi vida,
en tanto que detenida
por mis pecados está.
¡Oh mi Dios!, ¿cuándo será
cuando yo diga de vero:
vivo ya porque no muero?

domingo, 6 de setembro de 2009

Feminismo - Traça do caráter feminino

Religiões - instrumentos de explorações dos incautos
"Levará ainda tantos séculos a perceber que as religiões organizadas, política e economicamente, não são senão instrumentos de exploração dos ignorantes, dos desfibrados, dos ambiciosos, dos moluscos, dos que carecem de espinha dorsal... Ninguém cresce na sua individualidade através da consciência ou, talvez, da inconsciência de outrém."
(Maria Lacerda de Moura - Revista Utopia , 9)

Maria Lacerda de Moura é considerada uma das pioneiras do feminismo em Brasil. Entre os temas eleitos pela escritora, nós encontramos a educação sexual dos jovens, a virgindade, o amor livre, o divórcio, a maternidade consciente e a prostituição. Seus artigos foram publicados na imprensa brasileira, uruguaia, argentina e espanhola. A autora fundou também a revista Renascença, cujo foco foi a formação intelectual e moral das mulheres. Para constar, era anticlerical e escreveu um livro atacando a família cristã denominado: Amai-vos e não vos multipliqueis (1932).