domingo, 4 de dezembro de 2016

REVENDO CONCEITOS




A Igreja nunca condenou a escolha de um pretendente por beleza ou riqueza, mas sempre aconselhou que a escolha seja, especialmente, pelas virtudes.

Observando o desenvolvimento de muitas gerações percebo que a idolatria pelo corpo vem crescendo de forma desmedida. A mídia brinca com a mente da sociedade e a faz de marionete.

Ora um corpo anorexo é o esteriótipo da beleza; depois de alguns anos um corpo mais encorpado toma o seu lugar.

Isso acontece porque já não há mais uma educação que visa formar o homem no seu todo como faziam as escolas jesuítas e os pais cristãos; educa-se para exercer uma função na sociedade (apenas parte de um homem) e o homem fica deficiente de formação de virtudes, consequentemente suas escolhas e preocupações se tornam fúteis, externas.

Basta olhar para a juventude e perceber como tentam chamar a atenção com a moda, cada vez mais escravizante. E fomos criados nessa sociedade e nossas escolhas se dão naquilo que nos impõe e nos sobressaltam aos olhos -- o exterior.

Sim, todos gostam de pessoas bonitas, bem apresentáveis, não sejamos hipócritas, isso faz parte de nossa natureza, mas até que ponto a nossa concepção de beleza não está influenciada pela mídia e sociedade e por nossa formação decadente? até que preço estamos dispostos a pagar por essas escolhas?

Será que o fato de não conseguirmos ter uma concepção de beleza que engloba não só o exterior, mas especialmente o interior, os gestos, se deve por uma desfiguração da beleza verdadeira?

Letícia de Paula
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