segunda-feira, 6 de junho de 2016

9.ª Arma: a modéstia

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.



9.ª Arma: a modéstia

A modéstia não é ainda a pureza, mas a sua salvaguarda e seu elemento de defesa.
Em sua Carta sobre a modéstia, tomando como exemplo S. João Berchmans (1922), escrevia o Pe. Ledochowski, geral da Companhia de Jesus: “A modéstia é a casca que protege o âmago oculto, a guarda e a protetora da pureza”.
S. Gregório Nazianzeno usa uma imagem muito semelhante: “A modéstia protege a castidade como as folhas protegem o fruto”; ou tomando a linguagem moderna da guerra, como as trincheiras defendem uma posição.
Sucede que o acidental, por vezes, proteja o essencial.
O grão-Mestre João de La Valette querendo disputar aos turcos uma praça forte, exclamava: “Avante! os lírios defendem as fortalezas!”
O lírio! a flor dos escudos franceses.
Meu jovem amigo, diz também a teu modo: “o belo lírio da modéstia, guardará a fortaleza da castidade”.


* * *
Vela especialmente pela modéstia dos olhos, nas ruas. Conheces qual seja hoje a desenfreada licença dos passeios, das mostras e de tantas cenas estonteadoras. Tem presente as palavras do profeta Jeremias: “A morte subiu pelas janelas”. (Jer. 9-21). Não há dúvida. Não se trata aqui, está claro, da morte física e de janelas materiais. Quando chegar o castigo de Jerusalém, diz o Profeta, a morte irá bater a todas as casas e nelas penetrará, pelas janelas.

Mas os Padres da Igreja e os mestres de espírito aplicam, mui justamente, este texto à morte espiritual: ela entra na alma pelas janelas, que são os olhos: “Ascendit mors per fenestras”.
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