quinta-feira, 9 de junho de 2016

12.ª Arma: o recurso a algum objeto concreto

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.



12.ª Arma: o recurso a algum objeto concreto

Aperta em tuas mãos uma medalha, uma cruz, teu escapulário.
Não será só um auxílio passageiro, porque se, mais tarde, sobrevierem dúvidas sobre a tua resistência, terás nisso uma prova de não teres cedido, embora ela não seja de evidência absoluta[1] mas somente de grande probabilidade.
E realmente não é de crer que quem consentiu no mal, o fizesse apertando amorosamente um objeto piedoso.
Tem perto de ti alguma imagem, por exemplo, o vulto do Senhor.
E para que tais processos?
A tentação da impureza é extraordinariamente “insinuante”: apodera-se da tua memória, da tua imaginação e de teu ser físico.
Não te contentes, pois, trazer à mente a ideia do dever, para combater o pecado carnal.

Seria opor o abstrato ao concreto, o pensamento a sensações.
Procura, de preferência, opor o concreto ao concreto, o sensível ao sensível.
Passa pelos dedos as contas do teu rosário; o que não é um simples conceito, mas uma ação. Faz o sinal da cruz e, de preferência, com a água benta. Não é só a razão raciocinando mas um ato de protesto externo e um ato vencedor, afirmando Sto. Antão por experiência própria, capaz de pôr o demônio em fugida.
Não dirás, certamente, ser coisa difícil fazer um sinal da cruz. Ora: “In hoc signo vinces”.
Na falta de algum objeto piedoso, recorre a qualquer coisa concreta, embora profana mas que sirva de derivativo.
Estás a braços com a tentação? Pois bem! vai conversar, consulta algum álbum interessante, lê, muda de posição, caminha, viaja, se podes, canta, ocupa-te num pensamento muito divertido ou muito extravagante, em pregar uma boa partida. Por que não? A experiência ensina ser, muita vez, o bastante para atalhar assim a tentação e para ela não mais voltar.



[1]             Pode haver contudo cristãos que tragam sobre o peito impuro e beijem com um fervor deslavado uma medalha da SS. Virgem, que balbuciem um vago recurso a Deus, indo para o pecado, que rezem o ato de contrição estonteados, no lugar da culpa e que preparem a confissão, durante o mesmo ato pecaminoso. (Vignot. Regra dos costumes).
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