terça-feira, 7 de junho de 2016

10.ª Arma: o voto

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.



10.ª Arma: o voto 

Muitos jovens sentem-se bem fazendo um voto, sob pena de pecado mortal ou simplesmente de pecado venial, e isto por um determinado espaço de tempo, ou por um dia somente, ou até para uma certa ocasião.
Esta medida radical (ao que contudo não convém recorrer muita vez, e para a qual se deve ouvir o parecer do confessor), corta rente com todas as evasivas desta paixão, que se tornava insistente em nós, só porque descobria a nossa indecisão, aguardando daí tirar resultado.
Um voto tem a vantagem de dar a tenacidade a uma consciência reta, ante os perigos da solicitação.
O voto pode consistir em vedar-se, não já uma ocasião perigosa, mas alguma coisa certamente grave.
Acrescenta-se, em tal caso, a proibição já existente pela lei natural ou positiva, uma segunda proibição, toda pessoal, e por isso mesmo mais estrita. Acontece com efeito, por vezes, impressionarmo-nos menos por uma proibição geral do que pela palavra de honra, livremente empenhada.
Pode dar-se, não há dúvida, o caso de serem ambas violadas, mas há então duas barreiras, em vez de uma, a vencer-se, necessitando por isso maior soma de desvairamento para, não obstante esses dois obstáculos, se atirar um ao abismo.
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