sexta-feira, 27 de maio de 2016

5.ª Arma: a devoção à Santíssima Virgem

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.


5.ª Arma: a devoção à Santíssima Virgem

Maria é a “padroeira titular da pureza”.
Ela não é somente Virgem, é a santa Virgem, a Virgem das Virgens, a Imaculada.
Quando as ladainhas enumeram as joias de sua coroa mística, insistem em fazer brilhar, uma por uma, as pérolas da sua pureza.
Mãe puríssima…
Mãe castíssima…
Mãe inviolada…
Mãe isenta de corrupção…
Rainha dos Anjos…
Rainha das Virgens…
Rainha concebida sem pecado…
É a Torre de marfim: o marfim é um corpo puro e branco.
Ela é, ó jovem que travas o duro “combate da pureza”, a torre de fortaleza donde pendem mil escudos, os escudos dos valentes…

* * *

Manchaste a tua alma?
Diz à Santa Virgem:
Estrela da manhã, rogai por nós!
Saúde dos enfermos, rogai por nós.
Refúgio dos pecadores, rogai por nós.
Que de jovens se livraram das torpezas do vício pela devoção a Maria!
O Pe. Van Volckxsom, no seu mês de Maria (dia 24), traz um exemplo tomado do Pe. Cros: “Um jovem de ilustre linhagem veio, após longas viagens, ter a Roma.
Tendo ouvido um sermão do Pe. Zucchi, resolveu apresentar-se ao missionário e lhe expôs o triste estado de sua alma. Contraíra hábitos os mais viciosos e declarou-lhe que, não obstante a vontade de mudar de vida, não tinha coragem e força suficientes para quebrar com seus hábitos. Será isto obra da graça, tornou-lhe o Padre: vinde ter comigo, sempre que recairdes nessas culpas, por mais vergonhosas que sejam, receber-vos-ei com muito prazer”.
O jovem animado pela caridade do Padre, procurou-o muitas vezes: recebia a absolvição e comungava, mas a emenda não era sensível. Um dia, porém, que o infeliz acusava as mesmas culpas falou-lhe o Padre assim: “Meu filho, para a salvação de vossa alma, quero dar-vos a Santíssima Virgem por Soberana e Mãe…
Se aceitardes e vos mostrardes seu servidor e seu filho, tenho confiança que Ela vos dará os auxílios necessários para vos libertardes do demônio. Como penhor de que aceitais, eis o que só vos peço: de manhã ao levantar, rezai uma Ave-Maria em louvor de sua virgindade sem manchas, e direis em seguida: ‘Ó minha Soberana Senhora, ó minha Mãe, ofereço-me todo a vós e para provar-vos a minha dedicação, consagro-vos hoje meus ouvidos, minha boca, meu coração e todo meu ser. E como sou vosso, ó minha boa Mãe, guardai-me, defendei-me como coisa vossa’. Repetireis a mesma oração à noite, e beijareis três vezes o chão. E se, durante o dia ou a noite, o demônio vos tentar, dizei logo: ‘Ó minha Soberana Senhora, ó minha Mãe, lembrai-vos que sou vosso, guardai-me, defendei-me como coisa e propriedade vossa’.”
O jovem encantado por encontrar a seus males um remédio assim tão fácil, prometeu tudo ao Padre, e, na mesma noite, dava começo à sua promessa.
Alguns dias ao depois a sua família deixava Roma: ele teve de acompanhá-la. Antes porém, de partir, veio receber a bênção do missionário e renovar-lhe a promessa.
Quatro anos ao depois, voltava a Roma: foi então procurar o Pe. Zucchi e se confessou com ele. “Parecia-me, disse o padre, narrando o fato, ouvir a confissão de um santo. Admirado por tão maravilhosa mudança, perguntei-lhe como se havia operado tal prodígio? — Meu pai, disse-me, devo a minha conversão à pequena oração que me ensinastes.
Rezei-a todos os dias, de manhã e à noite, e quando a tentação me assaltava, recorria à proteção de Maria como me aconselhastes e, graças a tão boa mãe, não recaí mais”.
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