domingo, 24 de abril de 2016

4 — Oração de S. Luís de Gonzaga

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4 — Oração de S. Luís de Gonzaga


Ó Santos e puros Anjos, ó vós verdadeiramente bem-aventurados, que de contínuo assistis na divina presença, e que com tão grande júbilo estais contemplando a face daquele celeste Salomão, por quem fostes cumulado de tanta sabedoria, feitos dignos de tanta glória e ornados de tantas prerrogativas: vós brilhantes estrelas, que com tal felicidade resplendeis nesse bem-aventurado céu empíreo, infundi eu vos peço, em minha alma, os vossos bem-aventurados influxos, conservai sem mácula a minha vida, firme a minha esperança, os meus costumes sem culpa, inteiro o meu amor para com Deus e para com o próximo.
Rogo-vos, Anjos bem-aventurados, que com vossa ajuda vos digneis conduzir-me como pela mão, pela estrada real da humildade, por que vós primeiro caminhastes, para que depois desta vida eu mereça ver juntamente convosco a bem-aventurada face do Pai Eterno, e ser contado em vosso número também, no lugar de uma daquelas estrelas, que por sua soberba caíram do céu.[1]



[1]     Meditações dos santos Anjos, e particularmente dos Anjos da Guarda, p. 7, ponto 4. Esta meditação se acha entre as do p. Vicente Bruno; e é, como testifica o p. Cepari na vida de S. Luís (p. II cap. VIII), toda da composição do mesmo S. Luís. Não foi sem particular intenção que o P. Vicente Bruno encarregou ao santo de compô-la, pois sabia a particular devoção que S. Luís nutria para com os santos Anjos, de cuja conduta era ele um êmulo sem igual.