terça-feira, 12 de abril de 2016

3 — O dia dois de outubro, festa dos Santos Anjos da Guarda

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


3 — O dia dois de outubro, festa dos
Santos Anjos da Guarda

 

Fora da festa de S. Miguel Arcanjo, comum a todos os Anjos, não celebrava a Igreja antigamente nenhuma festa especial em honra do Santo Anjo da Guarda.
Isto começou a fazer-se mais tarde, e em algumas igrejas particulares.
Este piedoso costume, entretanto, dos fiéis, foi mais tarde aprovado por Paulo V, quando concedeu ao clero regular e secular a celebração da festa dos Anjos da Guarda no primeiro dia livre depois de 29 de setembro (festa de S. Miguel). Em seguida a sagrada Congregação dos Ritos fixou-lhe um dia, o dia dois do mês de outubro e isto a celebrar-se em toda a Igreja. Finalmente Leão XIII elevou tal festa a rito duplo maior.
Ora, se em todos os dias do ano devemos venerar e honrar os santos Anjos, é justo o façamos especialmente ao transcorrer a data da sua festa oficial. Antes de mais nada é aconselhável que nos preparemos com uma novena, a começar a 23 de setembro. Nesta, duas coisas deves considerar principalmente todos os dias: os benefícios que recebemos dos Anjos e a gratidão que lhes devemos. Para isto, muito são os livros que tratam dos santos Anjos. Não se tendo outro à mão, a tal efeito são dirigidas as considerações da 1.ª parte desta obrinha, devendo se lhes seguir a leitura dos exemplos da II parte. Ajunte-se a mais, a isso, os obséquios já indicados: oração, penitência, esmola, etc.
Tenha-se presente que dentre todos os obséquios o mais agradável. Aos Anjos é o de uma fervorosa comunhão no dia de sua festa, se não puder ser na novena. Também no primeiro domingo depois da festa pode este obséquio ser oferecido aos Anjos — caso haja impedimento no dia da festa.
Nesta novena, em que se recitarão orações aprovadas pela autoridade eclesiástica, se podem ganhar todos os dias 100 dias de indulgência, e indulgência plenária num dos nove dias da mesma, ou num dos oito dias que a seguem, se verdadeiramente arrependido, confessado e comungado, se rezar pela Igreja e pelo Sumo Pontífice.[1]


[1]     Raccolta, p. 387.
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