segunda-feira, 14 de março de 2016

ATAQUE - Parte VII

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.


4.ª Cilada: a ociosidade

“O que nada faz está próximo do fazer mal”. (Franklin).

Diziam os antigos: “Otium malorum omnium origo”, a ociosidade é a mãe de todos os vícios.
A inação é má conselheira. O tempo das férias é mais perigoso para a castidade do que o das aulas. O que, então, infelizmente mais descansa é a virtude.
Adota um “horário” para empregares o dia.
Ocupa o tempo do melhor modo: se quiseres, em formar uma coleção ou com a fotografia ou na esgrima, seja mesmo a fumar.
Pouca coisa é, mas sempre é alguma coisa; e este pouquito é mais que nada. Ocupa-te pois… para não criares mofo.

Lê… “Para distrair-me de uma imaginação importuna, bastava recorrer aos livros: punham-m’a logo fora. É o melhor farnel que encontrei para esta viagem humana”. (Montaigne).
Interessa-te pelas coisas e pelos homens. Aos vinte anos já se tem o direito de ser-se curioso por tudo o que pode interessar, e, como diz Léon Daudet, de “atirar as antenas a todos os rumos”.
Estuda. Toma parte ativa em associações literárias. A seu tempo falaremos destes dois pontos.
Dá passeios, faz excursões, joga, toma parte nos desportes, a esses exercícios dos músculos um pouco violentos, por oferecerem uma dupla vantagem de serem: moralmente considerados, uma “distração” e de se tornarem, fisiologicamente considerados, uma canalização da corrente de energias por vários regatos”.[1]
Vai à caça, se te apraz, pois “Diana é inimiga de Vênus”.
Todos estes conselhos se unificam numa lei, a dos derivativos, muito bem analisada pelo Pe. Antonino Eymieu “Como todos os elementos do ser se comunicam entre si, na unidade do todo, que somos, pode-se derivar para um só ponto, parte da corrente que circula nos outros pontos. Mas também como num momento qualquer a soma de energias é sempre limitada, o aumentar num ponto é sempre correlativo com uma diminuição equivalente nos demais…
A vida parece decrescer num ponto proporcionalmente à acumulação que se dá nos outros, de um modo parecido ao da massa d’água, que enche os oceanos e que formam as marés, a qual não pode vir bater contra a praia, senão se afastar da margem oposta… Quando o esforço vital se concentra no pensamento, a ele pagam tributo todas as forças fisiológicas… Desviai a pletora de energias que embaraçam nosso organismo: para o alto, em grandes ideais; para baixo, em ações, mais ou menos violentas”. (Eymieu. Études).


[1]             Os recreios animados, os trabalhos manuais, o jogo, a ginástica, o futebol, a patinagem, as corridas, as regatas, à parte os excessos e abusos, são recomendados.
         Pelo exercício, os órgãos põem-se em equilíbrio, os músculos desenvolvem-se e os centros nérveos perdem a sua irritabilidade. É o Dr. Surbled, de acordo com os médicos, que assim o aconselha em seus livros, La vie de Jeune garçon e La morale dans ses rapports avec la med. et l’hyg.
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