sábado, 12 de março de 2016

ATAQUE - Parte V

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)
PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.


2.ª Cilada: a curiosidade

O jovem sente-se impressionado com sensações misteriosas e deseja conhecer certos problemas da vida e da origem dela, por ouvir fazerem-lhe alusões frequentes.
Conhecer! Colher o doce fruto da árvore da ciência!…
E então começam as investigações furtivas nos dicionários, em brochuras especiais e nos livros de medicina; e não faltam por vezes os bilhetinhos clandestinos e questiúnculas aos amigos. O grande mal está em que os ensinamentos ministrados por maus camaradas é que lhes dão a conhecer as realidades da vida, que os deixará para sempre maculados!

Jovem desejoso de conhecer estas questões, dirige-te francamente aos teus pais: e, se eles não gostarem de entrar por este gênero de explicações,[1] pede-as então ao teu confessor ou à pessoa de respeito e digna de tua confiança.
Teu pai e tua mãe não te desejam senão bem; devem por isso estar a par do que modernamente se tem escrito sobre a tão intrincada questão da iniciação.[2]
Tu não lhes causarás espanto, mas antes pelo contrário. O propor um menino, com toda a sinceridade e confiança, as suas dúvidas a quem compete, já isso é um bom sinal; e pelo contrário o rompimento moral com os pais e o fato de os filhos se conservarem como fechados para com eles, numa idade, em que a expansão lhes é muito natural, dão ocasiões a sérias inquietações.
O Evangelho adverte a existência do “demônio mudo”.
Nada mais diremos sobre este assunto, porque o problema da iniciação está principalmente reservado aos pais, e o presente trabalho não se destina a eles, mas aos jovens.


[1]             Teu amor e teu respeito para com eles nada têm que temer: quando uma santa mãe se resolve a ter semelhantes confidências íntimas, o reconhecimento filial adquire não sei que de grave e de comovedor. Dali em diante recorrerá cheio de confiança a sua mãe em horas decisivas, em circunstâncias enredadas da vida.
[2]             Em todo o caso, não podem iludir ou enganar seus filhos com histórias ridículas a respeito da origem da vida. O filho, descobrindo mais tarde a tolice de tais fábulas, perderia a confiança em seus pais, não só neste particular, mas de um modo geral, e poderia dizer: “Se meus pais me iludiram e enganaram em tal coisa, o mesmo farão em outras semelhantes”. Podem divergir as opiniões sobre a oportunidade da iniciação, sobre o processo, sobre a ocasião propícia.
         Não temos, porém, direito algum de mentir.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...