segunda-feira, 7 de março de 2016

22 — O Anjo da Guarda nos assiste na hora da morte

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


22 — O Anjo da Guarda nos assiste na hora da morte 

São tantos os exemplos de santos que foram assistidos pelo Anjo da Guarda na hora da morte, que só esta narrativa daria para compor um livro.
Escolhemos entre esses os que seguem:
Estava S. João Gualberto para morrer, quando viu junto a si um jovem de dulcíssimo semblante, que se pôs a servi-lo. Perguntou então aos seus religiosos: “Por que não levastes convosco ao almoço este jovem que aqui está?” — Estes, que não viam o Anjo disseram: “mas de que jovem nos falais, ó pai?” — “Falo-vos, respondeu o santo, desse belíssimo jovem que com tanto cuidado me está servindo…”

Achava-se presente o beato Leto, abade de Passignano. Este tomando a palavra, lhe disse que aquele jovem, visível somente ao santo, era do monte do Senhor, isto é, um Anjo do céu.
A tais palavras Gualberto, também ele iluminado por Deus, compreendeu que aquele não era simplesmente um homem, mas o seu santo Anjo da Guarda que visivelmente se lhe mostrava, para assisti-lo, consolá-lo e conduzir-lhe a alma ao Paraíso.[1]
Santa Margarida de Cortona, a santa penitente de que falamos nos exemplos 11 e 12 também teve, na hora de sua morte, a aparição do Santo Anjo da Guarda. A ocasião desse aparecimento foi a tentação de desconfiança com que o demônio procurava abatê-la nesse extremo momento da vida.
Para confortá-la, pois, apareceu-lhe o Santo Anjo visivelmente. Primeiramente se voltou para o demônio: “Que tens tu a fazer com esta alma, lhe disse, que o Senhor nosso colocará no coro dos Serafins?” — Não temas, disse em seguida a Margarida, que eu, Guarda da tua alma, que é templo do Senhor, sempre estou contigo.
Digno de memória é o que se conta de S. Felipe Néri. Um dia, querendo mover alguns religiosos, da Congregação dos Clérigos Regulares Ministros dos Enfermos, a que permanecessem fiéis ao seu santo instituto, contou-lhes a seguinte visão, com que o havia favorecido Deus Nosso Senhor.
Enquanto, disse-lhes ele, dois dos nossos irmãos assistiam alguns moribundos, vi que lhes estavam ao lado Anjos do Senhor, e esses Anjos lhes sugeriam no ouvido as palavras que deviam fazer repetir aos enfermos, a fim de prepará-los a morrer santamente.[2]
Ainda que os santos Anjos não se façam presentes de modo sensível, é certo todavia que jamais deixam de proteger e confortar na luta extrema os seus clientes de toda a vida. Nem se poderia razoavelmente supor o contrário.
O exemplo que segue mostra como então procuram os santos Anjos para os seus clientes a assistência do sacerdote.
Houve em Roma, no ano de 1596, uma grande mortalidade. Uma noite, cerca das vinte e quatro horas, apresentou-se à casa dos Padres Ministros dos Enfermos, de S. Camilo de Lellis, um jovem de dulcíssimo semblante, rogando instantemente fossem mandados dois religiosos a socorrer um moribundo.
Mandaram-nos prontamente. Acompanhou-os solícito qual guia, esse mesmo jovem, mas desapareceu-lhes da vista quando chegaram à casa do doente e lhe abriram a porta.
Era, pois, o dito jovem, segundo se pode conjeturar, o Anjo da Guarda do moribundo.[3]


[1]     Vida do Santo, escrita pelo b. André, seu discípulo, n. 15.
[2]     Vida do santo, de Jerônimo Bernabeo — Bolandistas, 26 de maio. — Nas lições do Breviário, no dia da festa de S. Camilo, diz-se que mais vezes teve S. Felipe a dita visão.
[3]     Vida de S. Camilo de Lellis, pelo p. Cicatelli.
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