domingo, 6 de março de 2016

21 — Os santos Anjos ministram a comunhão a um santo e jovem peregrino

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


21 — Os santos Anjos ministram a comunhão a um santo e jovem peregrino 


Estanislau Kostka viveu apenas 18 anos e foi um grande santo.
Tinha pouco mais de quinze anos quando se deu o que vamos narrar.
Era polonês, mas cursava então as letras em Viena, e com o irmão Paulo, pouco escrupuloso em religião, hospedara-se em casa de um senhor da seita dos luteranos.
Nesta casa, objeto muitas vezes dos maus tratos do irmão, e cansado talvez por penitências e vigílias, caiu em gravíssima doença, que em breve o levou às portas da morte. Inocente como era, não eram “os medos da fria morte” que lhe davam cuidado. Era-o a iminência de uma morte sem viático. Morrer, sem poder dar um último amplexo no grande companheiro do nosso exílio, o divino Senhor Sacramentado! Pedi-lo a Paulo fora inútil. Seria mais fácil ao fanático luterano, dono da casa, permitir que entrasse o próprio demônio em sua residência, do que Jesus sacramentado nas mãos de um sacerdote católico.

Que fazer então? Estanislau voltou-se para o céu. Recorreu a Santa Bárbara de quem havia lido que não deixava morrer os seus devotos sem viático, e, foi ouvido!
Uma noite, em que a violência do mal chegara ao auge, veio a ela a santa acompanhada de dois Anjos, um dos quais traz em suas mãos a hóstia consagrada. A tal vista, mandou que o aio se pusesse de joelhos, e ele próprio, fazendo um supremo esforço, ajoelhou-se no leito, três vezes disse o “Domine non sum dignus”, abriu modestamente a boca e, recebendo a sagrada comunhão, todo se recolheu em longos e ferventes colóquios com o seu Bom Jesus do Sacramento.
Não morreu, entretanto, desta enfermidade. Mas nela recebera uma ordem que era preciso executar. Nossa Senhora lhe havia aparecido com o Menino Jesus e lhe havia dito que encontrasse na “Companhia de seu Filho”.
Para tal resolveu fugir de Viena — pois todos os de sua família se opunham à execução de tal desígnio. Trocou, pois as suas vestes de nobre com um pobrezinho que encontrara na estrada, e se pôs a caminho de Augusta, donde foi a Dilinga, e finalmente a Roma.
Ora, durante tal peregrinar, recebeu uma segunda vez a comunhão das mãos dos Anjos. Deu-se isto numa aldeia por onde passara e onde vira a porta aberta e os fiéis a orar. Pensando ser uma igreja católica, entrou, desejando receber a comunhão. Mas percebendo ser o templo da seita dos luteranos, tamanha dor concebeu em seu ânimo, que se desfez em copioso pranto.
Comoveram a caridade dos Anjos tão justas e sentidas lágrimas. Viu-se, pois, de súbito, cercado por estes, trazendo-lhe um deles a comunhão. Este, pois, aproximando-se, lha depositou nos lábios reverente e docemente. E deixando a Estanislau na companhia do seu dileto Senhor, desapareceram.[1]

[1]     Bartoli, Vida do Santo, l. I, c. 5 e 8 — Boero, idem.
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