terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Fuga para o Egito/Jesus no deserto é alimentado pelos Anjos

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


2 Fuga para o Egito 

Foi também um Anjo de Deus o incumbido de livrar o bom Jesus, recém-nascido, do furor do rei Herodes. Assim conta S. Mateus: “Tendo partido os Reis Magos, eis que o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe, e foge para o Egito. E lá permanece até que te venha de novo avisar. Pois o rei Herodes vai procurar a criança para matá-la.
De fato assim aconteceu. Herodes, iludido pelos Magos, que por outro caminho que não o de Jerusalém, havia voltado para as suas terras, enfurecido, ordenou a matança de todas as crianças de Belém, que tivessem menos de dois anos. Infalivelmente, se lá houvesse ficado, também o Menino Jesus teria sido morto. Mas a essa hora já Ele estava longe de Belém, em lugar seguro — e tudo por ministério de um Anjo. É mais um favor que lhes devemos.
Mas, passado o perigo, com a morte de Herodes, de novo apareceu o Anjo em sonhos a S. José, e lhe disse: “Levanta-te toma a criança e sua Mãe, e parte para terra de Israel, pois já morreram os que a buscavam para matar.”
E a Sagrada Família, pode então, com segurança, voltar para a sua terra natal. 

3 — Jesus no deserto é alimentado pelos Anjos 

Jesus quisera começar a sua vida pública por um ato de humildade, e um de penitência. A humildade, praticou-a ao ser batizado em meio ao comum do povo, como se fosse pecador como eles. A penitência, praticou-a no deserto, logo após o batismo, lá ficando quarenta dias seguidos no mais absoluto jejum.
Mas Jesus era homem como nós e sentia as necessidades da nossa natureza. Por isto, ao fim de tão longo jejum, sentiu a necessidade de alimentar-se, “teve fome”, como diz o Evangelho.
E como muitas vezes as nossas necessidades se convertem em tentações, assim também o bom Jesus quis igualmente nisto ser semelhante a nós. Permitiu que o demônio o tentasse.
Apareceu então o demônio, e lhe sugeriu que transformasse em pão aquelas pedras que ali estavam — assim saciaria a sua fome, e ao mesmo tempo provaria que era o Filho de Deus.
Mas Jesus, reconheceu nisto uma tentação, e respondeu que não é somente o alimento material que nos alimenta mas também o espiritual, que fortifica a nossa alma e, concomitantemente e por redundância, também avigora o corpo.
Ainda duas tentações permitiu Jesus que o demônio lhe fizesse: uma que se atirasse do alto do templo e outra que o adorasse, e ele, o demônio, lhe daria em troca todos os reinos do mundo e toda a sua glória.
É instrutivo observar que na primeira destas duas tentações o demônio citou umas palavras justamente acerca do ministério dos Anjos junto a nós, que dizem: “Porque foi para teu bem que Deus mandou os seus Anjos e eles te levarão em suas mãos para que não venham a magoar os pés nas pedras do caminho.”
Foi, portanto, pretendendo convencer a Jesus, por meio da Escritura que o demônio lhe disse que se atirasse do alto do templo. O demônio nos tenta, muitas vezes, até com as coisas santas.
Mas Jesus, lhe deu a conveniente resposta, e, após a terceira tentação, ordenou formalmente que se retirasse. O demônio, então, afastou-se vencido, e os Anjos do céu vieram servir ao bom Jesus o de que Ele necessitava.
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