sábado, 13 de fevereiro de 2016

Capítulo III EXEMPLOS TIRADOS DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


Capítulo III 

EXEMPLOS TIRADOS
DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA
 

O Cristianismo, no decorrer de sua história, fiel à doutrina bíblica e aos ensinamentos dos apóstolos, também nos fornece belos e numerosos exemplos de manifestações dos santos Anjos em favor dos homens.
Deixamos de lado a devoção dos grandes cristãos e dos santos em geral pelo Anjo da Guarda, pois isto, de comum, se encontra em quase todas as vidas edificantes que nos legaram os nossos antepassados.
Quanto aos favores obtidos pelos santos dos seus Anjos, apenas mencionaremos os principais. Assim, foi um Anjo que livrou do cárcere a S. Félix de Nola, e o conduziu são e salvo ao santo bispo Máximo. Os Anjos confortam aos santos Trifônio e Respício em seus tormentos, quando a eles condenados na perseguição de Bitínia. O grande Simeão Estilita, que obedecendo a uma inspiração do alto, passava a sua vida de penitência no cimo de uma coluna, é assistido na última luta, à hora da morte, por um amabilíssimo Anjo do Senhor.

Segundo narra João, o diácono, um Anjo, na forma de peregrino, ajuntou-se aos doze pobres que S. Gregório Magno, fazia sentar à sua mesa e servia, quando já eleito para a cadeira de S. Pedro. E o próprio S. Gregório nos conta em seus diálogos numerosos exemplos de proteção dispensada pelos Anjos em favor dos seus devotos. Um Anjo desperta do sono a S. Raimundo de Penaforte e o convida a rezar; serve de guia a S. Domingos e o reconduz ao convento; indica o caminho a S. Feliz Benício e o reconforta abundantemente com um maravilhoso alimento.
Na vida de S. Nicolau de Tolentino se narra uma coisa maravilhosa, a saber: alguns meses antes de sua morte ouvia todas as manhãs as melodias celestiais dos Anjos, e assim foi advertido de sua morte próxima. E nos trinta e quatro anos de enfermidade de S. Ludwina, bastas vezes lhe apareceram os Anjos. Não menos maravilhoso é o que se lê nas revelações de grandes santos, tais como S. Brígida e S. Maria Madalena de Pazzi, a saber: que os santos Anjos da Guarda não somente nos assistem durante a vida, mas também nos acompanham ao tribunal de Deus, visitam-nos e nos consolam nas chamas do Purgatório.
Entretanto, pelo interesse que despertam e pela autoridade histórica dos autores que os narram, os exemplos seguintes merecem ser para aqui transladados com os seus pormenores.
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