domingo, 14 de fevereiro de 2016

Aparição de S. Miguel Arcanjo no Monte Gargano

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


1 — Aparição de S. Miguel Arcanjo no Monte Gargano 

Tanto na Sinagoga, dos Judeus, como na Igreja Católica é reconhecido S. Miguel Arcanjo como especial protetor e guarda, tal como se lê no livro oficial de orações dos sacerdotes — o breviário (dia 8 de maio). Devemo-lo portanto, reconhecer, como nosso insigne e assíduo patrono.
A Santa Igreja várias vezes o invoca, em suas orações, durante o dia. E nós, como filhos seus dóceis ao ensinamento dos seus exemplos, igualmente lhe devemos prestar cotidianamente um humilde tributo de reverência, amor e confiança.
E durante o ano, são duas as festas em que a Igreja lhe presta a homenagem pomposa de suas festas litúrgicas. No dia oito de maio, ela comemora a aparição de S. Miguel Arcanjo sobre o monte Gargano; e no dia vinte e nove de setembro faz memória do mesmo santo Arcanjo, “quando em seu nome sobre este mesmo monte foi consagrada uma igreja de tosca fábrica, sim, mas ornada de celestial virtude.”

Ora, se esse fato mereceu uma tão grande consideração por parte da Igreja, deve ele ser de importância capital, e por isto o narraremos pormenorizadamente.
Vivia no século V na cidade de Siponto, ao pé do monte Gargano, um pastor, que tinha precisamente o nome de Gargano. Era rico em rebanhos e pastagens.
Ora, aconteceu que um dia fugiu-lhe uma de suas reses, e indo-lhe o pastor no encalço, foi encontrá-la no alto do dito monte, à entrada de uma gruta.
O animal era feroz, e por isto Gargano resolveu matá-lo. Tomou do arco, fez pontaria, e lhe despediu uma flecha certeira. Mas esta, como se fosse agarrada no ar por uma mão invisível, voltou-se de súbito no espaço e veio ferir o próprio Gargano que a atirara.
Grande foi o espanto dos que o acompanhavam. Mas, não sabendo explicar o mistério e nem ousando aproximar-se da gruta, correram à cidade a informar o bispo do extraordinário acontecimento.
Ouviu-os o santo prelado, e não sabendo também ele a que atribuir tal fenômeno, ordenou aos seus diocesanos três dias de jejum com o fim de pedir luz a Deus sobre o caso.
No fim de três dias, revelou-se o segredo de modo maravilhoso.
Apareceu ao santo bispo o próprio S. Miguel Arcanjo e fê-lo saber que o prodígio da montanha havia sido operado por ele próprio, para indicar que aquele lugar estava debaixo da sua especial proteção e que ali queria se lhe rendesse culto especial, assim como a todas as hierarquias angélicas do céu. Depressa, por sua vez, fez o bispo sabedor o seu povo da aparição que tivera, e todos, bispo e povo, partiram para a montanha em demanda da já famosa gruta.
Lá chegados, logo começaram a celebrar os divinos ofícios, pois a gruta, cavada na rocha, era assaz espaçosa, e tal qual uma igreja.
Com o tempo transformou-se aquela simples caverna em um celebérrimo santuário, local de frequentes e insignes milagres.
Na verdade é Miguel Arcanjo, como dizia a Igreja, “príncipe da milícia celeste”, os obséquios que lhe são prestados trazem benefícios aos povos, e a sua intercessão conduz os homens ao Reino do Céu. A ele confiou Deus a guarda dos seus eleitos, para que ele os conduza à celeste mansão da felicidade. “Princeps militiae coelorum, cuius honor praestat beneficia populorum et oratio perducit ad regna coelorum, cui tradidit Deus animas Sanctorum, ut perducat eas in paradisum exsultationis.”
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