quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A Ascensão/Os Anjos e Maria Santíssima

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


6 A Ascensão 

Depois de Jesus ficar quarenta dias ainda na terra depois da ressurreição, subiu, cheio de majestade, ao céu. S. Lucas diz nos Atos dos Apóstolos que tão embevecidos ficaram os apóstolos e cerca de quinhentos discípulos, com a majestosa subida de Jesus ao céu, que quando a nuvem encobriu a Jesus dos seus olhos se ficaram eles fitando o céu, como não conformados com ter que olhar de novo para a terra.
Foi preciso, mesmo, que dois Anjos lhes aparecessem e dissessem: “Por que estais, galileus, a olhar assim para o céu? Este mesmo Jesus que acaba de vos deixar e subir ao céu, voltará um dia, deste mesmo modo com que o vistes a subir.”
Mas não foram só estes dois Anjos que tomaram parte na ascensão de Jesus.
“É coisa muitíssimo digna de crédito, diz o exímio doutor Francisco Suárez, que no glorioso dia da ascensão todos os Anjos do céu vieram ao encontro do Salvador, em homenagem e reconhecimento de sua régia dignidade.
E Ele, cheio de majestade, elevou-se sobre os Anjos e Arcanjos, passou glorioso pelos Principados e Potestades, pelas Virtudes e Dominações, pelos Tronos, Querubins e Serafins, e foi assentar-se à direita do mesmo Deus, Pai do Céu.”
Jesus, pois, como disseram os dois Anjos aparecidos aos discípulos e apóstolos, um dia voltará. Será no fim do mundo, para julgar a todos os homens.
Então todos ressuscitarão com os corpos que tiveram em vida e irão ou gozar no céu ou sofrer no inferno.
Também os Anjos aí terão papel importante.
“Então, disse Jesus no Evangelho, sairão os Anjos e afastarão os maus do meio dos justos. Os bons irão para a eterna felicidade, e os maus para o suplício eterno.” 

7 Os Anjos e Maria Santíssima


Também Nossa Senhora podia dispensar a Guarda dos Santos Anjos. Por sua excelência de Mãe de Deus, o Criador lhe concedeu em grau sumo todos os privilégios que concedera aos seus simples servos, os Santos Anjos do céu.
Por esse motivo, não há dúvida que muitos desses bem-aventurados espíritos terão sido delegados por Deus a assistir junto dela, não tanto porque o necessitava Maria, quanto pela reverência que lhe deviam os Anjos, como fala Dionísio Cartusiano: “non tam ob indigentiam quam ob reverentiam” (In cant. art. 12).
Por outra parte não necessitava de quem a defendesse dos assaltos do demônio pois já no primeiro instante de sua Conceição ela lhe havia esmagado a cabeça. E dizem os santos que ela foi de todo isenta de tentações.
Nas vias do espírito, o seu iluminador e instrutor era o próprio Deus. E a sua santidade pairava muito acima da santidade dos Anjos.
Anunciar-lhe, portanto, os divinos favores, servi-la com seus ministérios, recreá-la com sua presença, era tudo o de que, junto da Virgem Santíssima, deviam incumbir-se os Anjos.
Pelo que se deduz do pouco — pouco nas palavras e muito no sentido — que a seu respeito nos narra o Evangelho, deve ter tido um caráter de assiduidade e familiaridade todo especial, o trato de N. Senhora com os Anjos.
Alguns doutores, mesmo, como S. Bernardo, afirmam que S. Gabriel, o Arcanjo da Anunciação (Luc. I) teria sido o Anjo destinado por Deus, de modo especial, a assisti-la e servi-la.
Entretanto, deve-se ter em vista que a vida da Virgem Santíssima não teve aquele caráter que teve a de seu divino Filho, alvo das mais espalhadas profecias do Antigo Testamento, e objeto da observação dos seus contemporâneos. A vida de Jesus, teve a publicidade que condizia com a sua missão de Mestre, Profeta, Messias, Salvador Nosso.
A de Maria Santíssima foi uma vida escondida, toda interior, toda espiritual. Maria Santíssima aparece no Evangelho, sempre em função de Jesus Cristo. É, pois, natural, que as aparições de Anjos, no Evangelho, sejam mais numerosas com relação a Jesus que a Maria.
O Evangelho, a respeito de Nossa Senhora, apenas menciona uma aparição de um Anjo. Foi na anunciação.
“No sexto mês, (a contar da visita a S. Isabel e concepção de S. João Batista) foi enviado por Deus o Anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, de nome Nazaré, a uma virgem desposada com um homem da casa de Davi, chamado José — e o nome da virgem era Maria.
E aproximando-se dela, o Anjo disse: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres.
Mas ela, ouvindo isto, atônita entre tais dizeres, ficou pensando que saudação seria esta.
E o Anjo lhe disse: não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus.
Eis que conceberás, e darás à luz um Filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
Ele será grande e será chamado o Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e Ele reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
Perguntou então Maria ao Anjo: ‘como se fará isto, pois não conheço varão.’
Respondeu-lhe o Anjo: ‘O Espírito Santo descerá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso, também o santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
E eis que Isabel, tua parenta, concebeu um filho em sua velhice; e este é o sexto mês daquela que é chamada estéril, porque a Deus nada é impossível’.”
Tais foram as palavras do Arcanjo S. Gabriel.
E Nossa Senhora respondeu: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra.”
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