sábado, 2 de janeiro de 2016

Parte II EXEMPLOS OU MANIFESTAÇÕES VISÍVEIS DOS ANJOS, NO VELHO E NOVO TESTAMENTO E NA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


Parte II 

EXEMPLOS OU MANIFESTAÇÕES
VISÍVEIS DOS ANJOS, NO VELHO E NOVO TESTAMENTO E NA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA


Capítulo I 

OS ANJOS NO ANTIGO TESTAMENTO 

Muitos são os passos da Sagrada Escritura em que se referem os favores e benefícios que os Anjos de Deus fizeram aos homens, que são, diz a mesma Escritura, “pouco inferiores aos Anjos: minuisti eum paulo minus ab Angelis.”
Mais de quarenta manifestações de Anjos enumera nos livros santos o P. Cornélio a Lápide, que é um dos mais doutos intérpretes da Escritura. E o Catecismo Romano diz: “Está cheia a história dos santos deste gênero de exemplos…” (P. IV, cap. 9). Escolheremos, dentre esses muitos exemplos do Velho Testamento, alguns mais interessantes e de maior edificação, resumindo-os quando conveniente.

1 Um Anjo socorre a Agar e seu filhinho
Ismael já desfalecente pela sede
 

Agar, vendo-se obrigada a deixar a casa de Abraão fugiu para o deserto. Mas o Anjo do Senhor lhe apareceu junto a uma fonte, na estrada de Sur e lhe disse: “volta para a casa de tua senhora e submete-te às suas ordens.” Em seguida lhe disse que pusesse o nome de Ismael no filhinho que estava para dar à luz, e lhe predisse que ele seria um dia um grande homem, robusto, valente e chefe de povo numeroso (Gen. XVI).
Mas, depressa teve a pobre Agar que tornar ao deserto, pois Abraão, devendo escolher por esposa a Sara, teve que despedi-la de sua casa. Deu-lhe um bocado de pão, pôs-lhe ao ombro um odre com água, e a despediu juntamente com Ismael, que então já havia nascido.
Partiu a desditosa e, alguns dias, vagou sem rumo pelas solidões de Bersabeia. Depressa acabou-se a água do pequeno odre que levava e, naquele deserto, não havia uma fonte que manasse o precioso líquido, um pouco sequer! E Ismael, criança ainda, e desacostumado aos ardores da sede no deserto, começava já a desfalecer… Que fazer, a quem pedir socorro? Como reanimar aquela tenra criança já quase agonizante?
Aflita, atônita, sem saber que partido tomar, a pobre mãe depositou o filho à sombra de uma árvore, e correu para longe, para não assistir-lhe a triste agonia. À distância que pode alcançar o arremesso de uma flecha parou, e sentada se pôs a chorar, e a soluçar, e a exclamar: “ai! que não hei de ver a agonia de meu filho, nem tenho coração para isso”. “Non videbo morientem puerum!” Mas eis que lhe aparece o Anjo de Deus e lhe diz: “Não temas, pois Deus ouviu a voz do teu filho, no lugar onde está.” Em seguida mostrou-lhe um poço com água, e desapareceu. Depressa correu Agar, encheu o odre de água e a levou para Ismael. Ismael bebeu e, saciado, começou de novo a viver. Depois, ajoelharam-se ambos e deram a Deus as devidas graças (Gen. XXI).
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