quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O Anjo de Isaac / A escada de Jacó e os Anjos que por ela subiam e desciam

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


3 — O Anjo de Isaac 

Um dia Deus, para experimentar até onde ia a obediência de Abraão, ordenou-lhe que lhe oferecesse Isaac em sacrifício sobre uma montanha.
Ora, Abraão amava ternamente a seu filhinho Isaac. Mas, achando-se que devia sobretudo obedecer a Deus, que é o autor da nossa vida, resolveu-se prontamente a cumprir com a ordem de Deus. Fez um feixe de lenha, pô-lo às costas de Isaac, tomou do cutelo com que o devia imolar, empunhou um tição para ascender a lenha e partiu para o monte Mória.
Enquanto caminhavam, eis que Isaac começou a perguntar: “Meu pai, a lenha e o fogo estão aqui; mas onde está a vítima para ser sacrificada?” E Abraão respondia: “Meu filho, Deus a dará…” Depois de muito caminhar chegaram ao monte Mória, e Abraão fez um altar de pedra e dispôs a lenha sobre ele. Em seguida, ligou Isaac com a corda, pô-lo sobre o altar… e puxou do cutelo.

Já estava para desfechar o golpe fatal quando ouviu uma voz: “Abraão, Abraão!” Era um Anjo de Deus. E a voz continua: “não desfeches o golpe sobre a criança nem lhe faças mal algum, pois já sei que temes a Deus e que nem a teu filho único poupaste por meu amor.” Virou-se então o obediente Abraão e viu um cabrito que estava preso pelos chifres num cipoal. Agarrou-o e o ofereceu ao Senhor em lugar de Isaac. Entretanto, ainda uma vez lhe falou o Anjo e renovou quantas promessas lhe havia feito Deus e quantas bênçãos prometido (Gen. XXII). 

4 — A escada de Jacó e os Anjos que por ela subiam e desciam 

Certa feita partiu o patriarca Jacó de Bersabeia com destino a Arã. Apanhado pela noite ainda em meio da viagem, tomou uma pedra que avistou à beira do caminho, fez dela travesseiro e o melhor que pôde, procurou conciliar o sono. Assim mesmo conseguiu dormir profundamente, mas teve uma estranha visão. Viu uma escada tão grande, tão comprida, que apoiava o pé na terra e tocava o cimo no céu. E viu que subiam e desciam por ela uma porção de Anjos. Na parte que tocava o céu, apoiava-se o próprio Deus do Céu, que assim falava: “Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaac. Darei a ti e a teus descendentes essas terras sobre que repousas” (Gen. XXVIII).
Não podemos deixar de citar aqui a bela reflexão que sobre esta visão faz S. Bernardo: “Os Anjos sobem, diz ele, por causa deles próprios, e por nossa causa descem, ou melhor condescendem. Assim esses bem-aventurados espíritos sobem com a contemplação até Deus e descem, com compaixão por nós, até nós, para guardar-nos em todos os nossos caminhos. Sobem até a face de Deus e descem a mandado do mesmo Deus: Deus mandavit de te. Contudo, não perdem a vista de Deus quando descem pois sempre veem a face do Pai Celeste: semper vident faciem Patris… qui in coelis est” (In psalm. XC, ser. XI).
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