quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ALERTA! - Parte V

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)

PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.


3.º Principio 
Acontece que alguns, sendo ainda muito crianças praticaram certos atos contrários à pureza. Só mais tarde, ao ouvirem um sermão ou durante um retiro, se capacitam da ação cometida na infância, e dizem consigo: “Mas o que eu então pratiquei era coisa gravemente proibida!” Terão eles caído em pecado mortal? Não. Peca-se só quando há consciência da ação praticada.
Se presentemente eles reconhecerem o caráter de culpabilidade da ação, outrora praticada e a aprovarem, assumem, neste caso, a responsabilidade do ato, pois que nele se realizaria a gravidade objetiva juntamente com a malícia subjectiva. Mas trata-se de uma ação outrora cometida. Ora naquela época, por hipótese, ignorava-se que o objeto da culpa fosse, em si, pecado mortal. Não foi o pecado portanto perpetrado. A não ser, está claro, que esta ignorância fosse voluntariamente admitida, não teria havido senão a gravidade material do pecado e de modo algum o elemento moral de responsabilidade, necessário ao constitutivo do crime.

Se persistissem dívidas na consciência bem fundadas, por ter havido algum conhecimento da malícia de tais ações, seria útil confessá-las.
Praticamente só se sente o jovem, neste e noutros casos parecidos, aliviado e tranquilo depois de se ter confessado.

4.º Princípio

“Cometi, dizem por vezes, um crime de impureza, mas não tive intenção alguma de agravar a Deus”.
Esta intenção explícita de agravo a Deus é muito rara, e só se nota em casos de consumada malícia. Basta, porém, para constituir culpa grave, a intenção implícita, que existe sempre nos pecados de sensualidade.
Semelhante ação (se foi consciente) e a injúria a Deus, uniram-se substancialmente de modo que permanecem absolutamente inseparáveis, e assim o ato é por sua natureza uma desobediência a Deus.
O que pensaríeis de um filho, que dissesse a seu pai: “Proibistes-me formalmente tal coisa. Fá-la-ei. Mas não vos quero desobedecer”. A ação e a desobediência coincidem necessariamente.
A impureza é do mesmo modo uma ação, que ultraja a Deus, embora se não cometa com o fim de o ofender.
O que é verdade é que a impureza, entre todos os pecados mortais, é o que representa menos a “aversio a Deo” e mais “conversio ad creaturam”.
E por isso Nosso Senhor, que no Evangelho se mostra tão severo contra a perversidade e orgulho dos fariseus, usa pelo contrário, conhecendo “a fraqueza da carne”, de muita misericórdia com os arrependidos que, chorando, correm aos seus pés divinos para implorar perdão das surpresas da carne e da fraqueza dos sentidos.
Referimo-nos à impureza em si, independentemente de circunstâncias agravantes como seriam: a fria premeditação, a covardia de um homem que abusa da força ou do dinheiro, a sedução associada a requintes de malícia e de adultério que, ao crime da carne, acrescenta outro: o da injustiça.
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