sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

ALERTA! - Parte IV

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.

A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)

PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.


2.º Princípio 
Será possível cair-se em pecado grave durante o sono, por sonhos ou outras quaisquer impressões?
Nem gravemente nem levemente, pois é um contrassenso o imaginar-se que se dá consentimento enquanto se está dormindo. O sono é, numa pessoa, incompatível com o seu consentimento.
E durante a semivigília? por exemplo, pela manhã e à noite, no estado indeciso entre o de consciência e o de sono?
O problema é mais delicado.
A inconsciência é lentamente progressiva: até que grau chegou ela já? Avantaja-se ela ao estado consciente ou subsiste este ainda, ao menos substancialmente? Se realmente há já semivigília, já não subsiste senão uma semiconsciência e, então já se pode cometer pecado venial, nunca porém, mortal, que por definição supõe deliberação plena e perfeito consentimento.
O princípio é muito simples (seja qual for a sua aplicação talvez difícil de resolver-se): há ainda, sim ou não, conhecimento e volição?

* * *

Se o jovem, durante a noite, sentisse certos fenômenos característicos,[1] como há de haver-se? Enquanto não despertar, não tem a questão de moralidade cabimento algum, por se tratar de um fenômeno, que se deu durante o sono. Evite todavia, enquanto está desperto, dar causa voluntária a perturbações, como são: leituras, desejos voluntários, relações perigosas, etc.
Quando, porém, estiver desperto? Neste case, não deve evidentemente consentir nem provocar o fenômeno, inconscientemente começando. E, se realmente não houver perigo próximo de consentimento, está ele obrigado a mudar de posição, aliás conveniente, ou a levantar-se? Não. Mas mostraria maior soma de generosidade se o fizesse, e é mister recomendar-lh’o muito, sobretudo quando não haja inconveniente ou possa ainda assim impedir o resultado previsto.


[1]             A frequência de tais fenômenos, muito diversa, pode oscilar entre uma vez por semana e uma vez por trimestre. Este número varia “segundo os indivíduos, o clima, o regime. E repete-se desde uma vez por semana até uma vez cada dois ou três meses; nestes limites, estes fenômenos iterados, são compatíveis com o bom estado de saúde”. (Dr. James Paget).

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