quinta-feira, 26 de novembro de 2015

“SANTO ANJO DO SENHOR, EU TENHO CONFIANÇA EM VÓS!”

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


Capítulo IX 

“SANTO ANJO DO SENHOR,
EU TENHO CONFIANÇA EM VÓS!”

O verdadeiro devoto do santo Anjo da Guarda tem nele, naturalmente, a mesma confiança que a criancinha, pequenina, tem em sua Mamãe. Supérfluo é estarmos a exortar a uma criança a que tenha confiança em seus pais.
Da mesma forma, ao que crê na presença do seu Anjo, e sabe pela fé que esse espírito celestial vela sobre as nossas almas com o afeto e solicitude de uma mãe, supérfluo nos parece ainda exortá-lo a essa confiança.
Ora quem confia se entrega. É, pois, nosso dever entregar-nos ao santo Anjo da Guarda e confiar-nos à sua solicitude.
É o Santo Anjo o melhor guarda de nossa alma — a confiança que nele devemos depositar é sem limites — com especial confiança devemos a ele recorrer em algumas ocasiões — eis o que exporemos neste capítulo.

1 O santo Anjo é o melhor guarda de nossa alma


O melhor guarda é o guarda mais fiel. Por isto foi que o velho Tobias disse ao filho quando o enviou ao país dos medos: vai, e procura primeiro um homem fiel que te acompanhe: inquirere tibi aliquem fidelem virum (Tob. V, 4).
Mas a fidelidade deve vir acompanhada ainda da prudência. O guarda fiel, mas imprudente, pode perder-se, e mais àquilo que ele guardar.
Enfim, de que vale ser fiel, ser prudente, mas não ter o poder necessário para evitar o mal que a prudência manda evitar, para executar o que a fidelidade exige que se execute?
Ora bem, os Anjos, diz S. Bernardo, “são fiéis, são prudentes, são poderosos.” Ou, melhor, são fidelíssimos, prudentíssimos, poderosíssimos. É necessário ainda insistir sobre isto?… Não basta, para disto nos convencermos recordar o que já dissemos sobre a natureza angélica, o seu amor para conosco, a solicitude com que nos guardam, o amor que têm a Deus, de quem somos criaturas e imagens?…
Nas jornadas perigosas, um bom pai só entrega o seu filho ao melhor, ao mais prudente, ao mais poderoso dos guardas. Assim o Pai celeste. Os perigos desta vida terrena exigiam de seu paterno Coração um guarda tal que de fato nos valesse, nos defendesse, nos dirigisse. Confiou-nos então ao Santo Anjo da Guarda.
“Aqueles que invisivelmente guardam os servos de Cristo, diz S. Ambrósio, mais os guardam que os que os guardam visivelmente.” (Epistolar. classis 1. sermo c. Aux. n. 11).
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...