segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Ocasiões em que devemos especialmente recorrer ao Santo Anjo da Guarda

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


3 Ocasiões em que devemos
especialmente recorrer ao Santo Anjo da Guarda
 

1.º — Há ocasiões na vida em que nos sentimos pequenos, ou, pelo menos, desconfiados de nossas forças, ante a empresa com que vamos arcar.
É claro que sobretudo nessas ocasiões é preciso recorrer ao santo Anjo da Guarda.
Preparas-te para fazer a Santa Comunhão? Pede ao teu Anjo da Guarda que te ajude.
Trata-se de escolher estado de vida? Suplica ao teu Anjo que te ilumine, te dirija, te guarde do mau caminho.
Queres cumprir bem com as tuas obrigações no ofício que escolheste ou que te impuseram? Faze por merecer, com oração e obséquios, e ajuda do teu Anjo da Guarda. Enfim faze de modo semelhante se te vês a braços com um concurso, um exame, ou outra qualquer tarefa digna, que te traga preocupado. Sempre é ao teu melhor amigo, o santo Anjo da Guarda, que deves recorrer, e tem confiança que de uma forma ou de outra ele te ajudará. Para isto te foi ele dado por Deus. E se ele te não pudesse valer to não teria dado Deus.

2.º — Em segundo lugar, são as épocas das tribulações e das graves tentações a outra ocasião em que deves recorrer de modo especial ao santo Anjo da Guarda. Muitas vezes abandonam-nos os amigos justamente quando deles mais precisamos: na ocasião das tribulações. E assim fazem porque lhes falta a fidelidade que aos santos Anjos não falta. Temem os amigos deste mundo, muitas vezes, que a nossa desgraça a eles se comunique e os faça também desgraçados. Ou então se envergonham de nós, ou ainda não se querem dar ao trabalho de nos socorrer. O seu grande pecado, então, é a falta de caridade. Tivessem caridade, e com S. Paulo se haveriam de verter lágrimas pelo mesmo motivo por que as derrama o amigo.
Ora, os Santos Anjos de Deus são as mais amáveis criaturas, são todos caridade. Haja vista a alegria com que os exércitos celestiais anunciaram aos pastores o nascimento do Nosso Salvador, e a comiseração com que assistiram a Jesus em sua grande tribulação do Jardim das Oliveiras. Por quê? Porque a sua missão é uma missão toda de caridade, e esta tanto se alegra com o nosso bem, como se compadece dos nossos males.
Roguemos, pois, a Deus e aos seus Anjos, em nossas tribulações, e o Anjo do Senhor nos confortará, tal como o fez o Anjo do Horto, que confortou a Jesus.
“Portanto, diz o grande doutor que vimos seguindo, S. Bernardo, todas as vezes que te assaltar alguma desusada tentação, alguma grave tribulação, invoca o teu guarda, o teu guia, a tua ajuda, nos perigos, na tribulação. Brada-lhe, e dize-lhe: ‘Senhor salvai-me, pois estou prestes a perder-me’.” Ou ainda (isto acrescentamos nós) dize-lhe: “Santo Anjo do Senhor, valei-me! Eu tenho confiança em vós!”
3.º — São os santos Anjos, diz um pio autor que nos levam ao pranto da contrição e da penitência: “Ipsi sunt per quos ad fletum contritionis et poenitentiae inducimur.” (serm. fr. in er. XLVI).
É esta a terceira ocasião de invocar o Santo Anjo da Guarda, o tempo do retorno a Deus.
Pode ser que nos tenhamos exposto a perigo, que tenhamos omitido a oração suplicante a Deus e a seus Anjos, e que assim tenhamos caído no pecado. É este um estado perigosíssimo, principalmente para vós, caros jovens que viveis no meio do mundo. Mas tende confiança e devoção para com o santo Anjo da Guarda. Ele, apesar da tentação de te deixares ficar em tal estado, te haverá de reconduzir ao bom caminho, por meio das lágrimas da penitência, ou seja do sincero arrependimento dos teus pecados.
Mas cumpre secundar a ação do teu Anjo. Grave é o estado em que te encontras. Lança-te nos braços do teu bom Guarda, pede-lhe desculpas de lhe ter injuriado a presença, pede-lhe que te reconduza a Deus, e ele te aplainará o caminho, far-te-á superar a tentação da vergonha, da irresolução, e por sua vez te lançará no regaço de tua Mãe do Céu, que te levará a Jesus. Há no final desta obra algumas orações que a isto te ajudarão.
E Jesus te dará a graça divina, e tu te tornarás, como teu Anjo da Guarda, Filho de Deus, herdeiro do Paraíso.
Se acaso é este o teu estado presente, sabe que se inclina sobre ti o teu bom Anjo, na esperança de te ouvir invocá-lo, para reconduzir-te ao bom caminho.
Ah, não o faças esperar em vão! Espera-te o teu melhor amigo, faze a sua vontade! Ele tem nas mãos o preciosíssimo dom de que depende a tua felicidade — a paz e a graça de Deus. Sem paz não serás feliz neste mundo, nem sem a graça divina te poderás salvar. E se até hoje só tendes retribuído com injúrias os benefícios do teu Anjo da Guarda, dá-lhe, ao menos desta vez, a alegria que sabes lhe inunda o ser quando “um pecador se quer arrepender dos seus pecados.” “Sede ocasião de alegria aos santos Anjos, dir-te-ei com S. Ambrósio, alegrem-se eles de te verem tornar a Deus: esto Angelis laetitiae, gaudeant de reditu tuo.”
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