domingo, 8 de novembro de 2015

ESPECIAL: A Grande Guerra

Nota do blogue: Agradeço a alma generosa que me enviou esse arquivo para publicação. Deus lhe cumule de graças. Esse livro foi o grande motivador da feitura desse blogue. Espero que esse ESPECIAL ajude muitas almas a combater o bom combate.


A GRANDE GUERRA 
(LE COMBAT DE LA PURETÉ)

PELO
PE. J. HOORNAERT, S.J.




PREFÁCIO
do Revmo.
P. A. Vermeersch, S.J.

Forçosa é a guerra à tirania das nossas paixões, em nossa peregrinação pela terra. É lei tanto de ordem e de subordinação laboriosa, como também de harmonia e de unidade, de liberdade e de paz.
As aparências austeras da obrigação ocultam, porém, sua encantadora e sublime beleza a uma mocidade que, loucamente pródiga de si, sacrifica ao prazer sua integridade moral, e que não hesita arruinar em outros o que ela não soube respeitar em si mesma.
Uma depravação mais consciente e mais requintada na malícia, acrescenta a calúnia à tentação: a lei da castidade é impossível. É, se quiserem, o patrimônio de seres fracos.
“Fraco”, o homem que nutre ambições celestiais; forte, o incapaz de uma coragem que o levanta acima do sensualismo animal?
“Fraco”, o que disputa às inteligências puras o prêmio da nobreza; forte, o que se avilta?
“Fraco”, o magnânimo que por amor de Deus e dos seus semelhantes se esquece de si; forte, o egoísta que só se preocupa de vis prazeres?
“Fraco”, o cavaleiro do direito, forte, o escravo de desejos desordenados?

“Fraco”, aqueles cujas energias vitais enriquecerão a sociedade dos homens; forte, o esgotado, o gasto pelo vício?
“Fraco” o homem, que sabe guardar os seus sagrados juramentos; forte, o cínico ou hipócrita que viola seus compromissos?
“Fraco”, o vitorioso; forte, o vencido?
E contudo, por toda a parte, encontra aplausos a absurda calúnia. Os preconceitos do mundo a embalam; médicos, em nome de uma suposta ciência, corroboram-na com seus maus conselhos; uma vasta e poderosa imprensa a difunde e patrocina; e um código de uma certa moral, em voga, formula para o homem, para a mulher, para o celibatário, para o esposo, para o nacional e para o estrangeiro, regras que são outros tantos desafios à honestidade.
Diante dessa insolência, a virtude, tímida e retraída, resigna-se por vezes a envergonhar-se e até mesmo a capitular!
É mister, pois despertar a estima pela pureza.
É necessário excitar e estimular o brio em quem a possui.
Convém igualmente, já que a conservamos em fragilíssimo vaso, ensinar a arte de a defender e de preservá-la de choques fatais.
E como o homem é curável, e como um triunfo pode vingar cabalmente uma derrota, é necessário reanimar a coragem dos abatidos e hesitantes e incitar à desforra, os irresolutos e humilhados.
Todo este propósito teve o Rev. Pe. J. Hoornaert em vista e o realiza, ao escrever — com pena vívida, expedita e vigorosa como a juventude, para a qual ela corre alegremente sobre o papel — um livro, atraente como um romance de aventuras, instrutivo como um tratado de vida espiritual.
A Grande Guerra é o título belicoso da obra.
A CASTIDADE é um heroísmo; é logicamente a ideia-mãe.
Esta valentia aparece no livro do Pe. Hoornaert sucessivamente enaltecida de preciosos conselhos e muito bem instruída acerca dos seus deveres.
Este heroísmo — e com que eloquência — é relembrado e trazido à mente dos que o ignoravam ou dele se haviam esquecido.
Para enriquecer os princípios fundamentais e corroborar os argumentos, reúne o autor, com muita elegância na sua obra, o resultado de suas observações pessoais e o fruto de sua erudição.
E o jovem leitor fecha este livro entusiasmado, instruído, confortado e animado para a luta.
Praza a Deus que muitos jovens se alistem como discípulos do Pe. Hoornaert!
Assim o esperamos e anelamos.
Combater as ordens de tal capitão é o melhor penhor da vitória.
Contentar-me-ia, dando como conclusão, que estas páginas, de tão grande atualidade, de tanta vivacidade, serão para muitos e muitos portadoras de assinalados benefícios? Não é ainda dizer o bastante.
O benefício que se realiza pela conservação da pureza, entre os jovens, é de ordem eminentemente social. Tanto e mais que a saúde física importa à sociedade a saúde moral dos seus membros.
Convém-lhe para o presente, e convém-lhe para o futuro. Assegura-lhe uma prosperidade superior à abundância material.
Se é verdade, como diz o Pe. Hoornaert, lembrando o testemunho de Napoleão, que a educação da criança começa aos cem anos antes de nascer; os jovens castos de hoje preparam as raças fortes de amanhã.
Há mais ainda.
Quando o Cristianismo penetrou na Cidade Eterna Roma, outrora tão corrompida, a austeridade da cruz, a severidade dos princípios religiosos, a grandeza moral dos fiéis convertiam à Fé as multidões. Do mesmo modo, para os nossos contemporâneos, que vivem afastados da Igreja pelo nascimento ou pela educação, mas cujas nobres aspirações se afastam com desgosto de um neopaganismo cupido e luxurioso não será certamente menos salutar o admirar este espetáculo reconfortante de uma juventude trazendo na fronte o candor de uma pureza triunfante, e, no coração, a chama de um amor pronto a qualquer sacrifício.
Desta forma, ou preservando, ou chamando as almas a Deus, terá o autor contribuído para dar a Deus muitas outras almas.
Como poderemos felicitá-lo bastantemente por um tão belo apostolado?
(A. Vermeersch S.J.)



ÍNDICE GERAL



A MILÍCIA

ALERTA

O INIMIGO


O ATAQUE

A DERROTA

A VITÓRIA

O TRIUNFO
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