sexta-feira, 13 de novembro de 2015

AINDA A NOSSA DÍVIDA DE AMOR

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


Capítulo VIII 

AINDA A NOSSA DÍVIDA DE AMOR


Duas partes compreende a nossa dívida de amor: amor de reconhecimento e amor de reparação.
Do amor de reconhecimento já falamos no capítulo anterior. Resta-nos o amor de reparação.
É ele necessário?
Basta fazer um exame de consciência servindo-nos da leitura que fizemos até aqui. Temos sido para com o Santo Anjo da Guarda aquilo que deveríamos ser? Correspondemos, do modo devido, ao benefício da sua contínua assistência? Temo-lo amado? Temo-lhe dado alegria? Temos merecido os seus especiais cuidados, ou, pelo contrário, temos desmerecido até os seus cuidados mais comuns?…
Reparar é pagar ou restituir amor. Devíamos amor aos Anjos e não lho pagamos no tempo oportuno; pagá-lo-emos agora pela reparação.
Capacitar-te-ás da necessidade desta restituição pensando na nossa má correspondência para com os Santos Anjos, na sua paciência para conosco, e em como lhes podemos praticamente dar satisfação.

1 A nossa má correspondência aos
cuidados do Anjo da Guarda


Um rápido olhar à nossa vida passada nos convencerá de uma coisa: que os nossos pecados foram tão numerosos que nos seria impossível contá-los. Mais fácil nos fora contar as estrelas do céu…
Mas vamos restringir o campo de visão do nosso passado. Assestemos os óculos de alcance de nossa memória para as faltas de omissão somente. Aparecerão como enormes rombos no batel do nosso viver, rombos tão numerosos que teriam sido suficientes para nos fazer naufragar.

E, no entretanto, houve alguém que previu o perigo e procurou evitá-lo, procurou advertir-nos, procurou mesmo mover-nos da nossa inércia com as suas moções interiores: foi o nosso bom Anjo da Guarda. Não lhe prestamos ouvidos. Fizemos com ele o que não faríamos com os nossos amigos, quando interessados pelo nosso bem. Porque a estes, pelo menos, damos ouvidos, prestamos atenção às suas razões. Mas para com o Santo Anjo, nem isto fizemos!
Outros rombos, ainda menores, veremos ainda: são as imperfeições cometidas nas boas obras, na oração, assistência à Santa Missa, e outros deveres piedosos. E se tais imperfeições não foram simples resultado da fraqueza humana, mas má vontade, que ofensa para o Anjo da Guarda! Na verdade, tão grande ofensa é não fazer um favor como fazê-lo de má vontade.
Mas mais há que ver nas faltas de comissão: pecados positivos, de pensamentos, palavras e obras. Que pesada carga para o nosso pobre batel. Realmente, se não soçobrou foi só devido à misericórdia de Deus, e a nosso fiel guardador!
E os pecados de escândalo? Quantas vezes não fomos nós os culpados dos pecados alheios, quantas vezes não fizemos o bastante para causar a ruína espiritual do nosso próximo?
Como é grande, portanto, a nossa dívida de amor reparador! Quanta alegria não roubamos a quem justamente a merecia! É o caso de dizer com o santo Jó: peccavi et vere deliqui. Realmente!… pequei, e muito pequei! Se o meu Anjo da Guarda fosse capaz de tristeza, eu lhe teria enchido de dor e pranto os dias de sua missão junto a mim!…
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