quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Santos Anjos da Guarda - Introdução

Nota do blogue: Acompanhe esse Especial AQUI.


Parte I

FUNDAMENTO DOGMÁTICO 
E APLICAÇÕES PRÁTICAS


INTRODUÇÃO

“Deus confiou aos Seus anjos o guardar-te em todos os teus caminhos.”
(Salmo XC, 11)
É uma verdade de fé, diz o exímio teólogo Francisco Suarez, que Deus, em Sua inefável providência, confiou os homens, enquanto peregrinam por este mundo, à guarda dos Santos Anjos. E é igualmente doutrina católica, que a cada homem, desde o primeiro instante do seu nascimento, é assinado um anjo em especial como seu particular guardador. “Singulis hominibus ab ortu nativitatis suae singulos angelos ad custodiam esse deputatos, assertio catholica est.”[1]
Este ensinamento é fundado sobre a autoridade da Sagrada Escritura e dos santos Padres. Quanto à Escritura, um dos textos sobre que principalmente se apoia, é o versículo, que há pouco citamos do salmo nonagésimo: “Deus confiou aos Seus anjos o guardar-te em todos os teus caminhos. Angelis suis Deus mandavit de te, ut custodiant te in omnibus viis tuis.
É este versículo rico de doutrina. Cada uma de suas palavras merece ser meditada. E nós o faremos seguindo as pegadas do doutor melífluo, S. Bernardo, que assim as vai comentando: “Quem confiou? a quem? Que foi confiado? a respeito de quem? Oh, que grande reverência te não deve inspirar uma tal disposição da Providência de Deus, quanta devoção infundir, quanta confiança trazer! Reverência, pois assim o exige a presença, certa de fé, dos santos anjos; devoção em retorno dos benefícios que te dispensam, e confiança pelo fato de estares sob os cuidados de tais guardadores.” (Sermo XII in ps. XC.).



[1]     De Angelis, lib. VI, cap. XVII, n. 68.
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