domingo, 20 de fevereiro de 2011

Donzelas cristãs: Os sacrifícios

A donzela cristã: Vocês e a vossa pureza

Os sacrifícios



É o símbolo do quanto custa a pureza, dos inevitáveis sacrifícios que acarreta. Se vitória há, seria bem estranho que essa vitória, merecida por generosa batalha, fosse obtida sem ferimento algum, sem renúncia, sem esforço insano e sem que o coração virginal sangre por alguma chaga aberta.

Quem, de antemão, se recusa a imolar-se, renuncia a ser pura. Não se pode servir a duas senhoras tão inimigas como o são a pureza e a volúpia. Não se pode, ao mesmo tempo, ser pura e andar na lama, ser corajosa e covarde, triunfante e gozadora.

Reservas de ternura que devem ser retidas

É humana essa necessidade de amar. Isso se nota tanto nos pequenos como nos grandes. Varia de acordo com a idade e o temperamento, são várias as formas de se manifestar. Uma criança satisfaz-se com as carícias e os beijos dados em sua mamãe...

Essa necessidade não é um pecado, não há de que se espantar nem se envergonhar dela. Está em "nós" tal como Deus quis e nos fez, e seus erros, como os excessos e riscos, não impedem que, em sua essência, se veja nela a mão da Providência.

Com o tempo, essa necessidade se fixa e se intensifica. Com dezoito anos, algumas vezes mais tarde, a jovem traz em si como que uma fonte subterrânea que quer jorrar, como que um peso de que se quer livrar, como que um mistério que a oprime...

Essa necessidade tende a manifestar-se por sinais evidentes, uma palavra, um olhar, um abraço, um silêncio significativo, etc...

Acontece que, em certas ocasiões, essa necessidade adormecida desperta e, embora resignada a esperar calmamente, fica a ponto de romper-se como um botão de rosa prestes a desabrochar.

E, como é menos penoso manter a boca fechada do que o coração, acontece que surgem aí situações difíceis, horas perigosas, momentos solenes.

Nem sempre aqueles para os quais o coração se abre são livres ou dignos de o receber. Não são um para o outro. O amor tem leis que o governam, sua espontaneidade não é infalível e, nem sempre, inocente.

Nesses casos, a consciência, fria e implacável, pronuncia sua sentença. Mostra o erro do coração e estende a mão como que para ocultar a delicada imagem que não deve ser olhada porque é a imagem de quem não merece ser amado. A consciência baseia-se na necessidade de confessar que o amor está a ponto de se manifestar.

Temível problema! Conflito doloroso entre o coração que vai falar e a consciência que ordena silêncio.

Aquelas, então, que não acreditam na pureza ou que com ela não se incomodam, e para as quais todo e qualquer instinto é sagrado, indagam de sua consciência: "Porque me condenas"? e dizem ao coração: "Fala e ama!" Só conhecem uma coisa, a ocasião se oferece, a hora das confissões há tanto reprimidas se aproxima.

Que importa o outro? o que o outro é? Nem mesmo querem que ele decline o nome! Recusam-se a estudar o lado moral do problema. Satisfazem o desejo! "Obedecem à vida!" E seu coração, livre do martirizante silêncio, fica aliviado como um abcesso que acaba de ser aberto!

Mas aquelas para as quais a luta é menos simples que isso e que, pelo Evangelho, sabem que certas confissões são confissões culpáveis, heroicamente sufocam-nas. Tudo aquilo que sai da alma, se é proibido, enodôa-a tanto como aquilo que nela entra. Calam-se. Com o mesmo gesto que usou Jesus para acalmar o Lago tempestuoso, elas o empregam para acalmar a necessidade de amar. Deus, que vive nelas, conhece quanto padecem e não as condena. O que pesa em seu coração vão elas depositar na Igreja mais próxima. Mas não pecaram. Permaneceram altivas. Seu silêncio foi heróico, e percebe-se, nesse coração juvenil, que uma espada nele penetrou!

Ternuras que se devem recusar

Há tanta doçura em se saber amado e em ouvir palavras que são as palavras supremas! Entram pelo ouvido inebriado e chegam até o coração, espontaneamente aberto. Com elas, se inebria, envolve-se nelas como se fossem brancos lençóis onde dorme embevecida a felicidade!

Quantos corações ficam tristes por não ouvirem essas palavras tão esperadas, por não poderem entreabrir a porta a tão desejada visita!

Ficam de tal modo tristes que muitos deles, se porventura o amor ainda chegar, lhe abrem logo a porta e o recebem, seja ele qual for. Embora traga consigo a desgraça, o pecado, o adultério íntimo, a desonra, o desastre que apenas ao tocá-lo eles colham o fruto proibido e se transformem em ladrões, que lhes importa? Ei-lo! Que lhes falta mais, se o amor chegou!... Quando se tem fome, o pão de qualquer procedência é bem aceito. E, quando se anda arrastando, cansado, por uma estrada poeirenta, qualquer veículo que oferecer um lugar será abençoado...

E com este raciocínio, sofisma do coração, a pureza fenece.
Ela vive da recusa contrária.

A jovem pura, e que deseja conservar-se, não retribui todos os sorrisos. Não aceita, para a sua mesa de trabalho, todos os ramalhetes. Não recebe todas as confissões. Não abre o porto íntimo de seu coração a todas as barcas que a ele querem atracar. Não se sente com liberdade de consentir em tudo, recusa-se a si própria o direito de tudo aceitar. Sua consciência está às portas do coração, pronta a vigiar todas as entradas. Quanto maior for o encanto do visitante suspeito, tanto maior será o esforço para não puxar o trinco da porta. Concentra-se no mais íntimo do seu ser, inatingível, obstinada. Se por acaso algum soluço escapar lá de dentro, pelo menos o anjo celestial recolherá suas lágrimas como se fossem pérolas preciosas, pois são as lágrimas dessas vítimas que brilham como estrelas no céu interior.

Naturalmente, depois, elas sonham, dolorosamente felizes, com o que poderia ter sido mas que não deveria ser, e sentem-se orgulhosas em pensar que tiveram a coragem de querer que não fosse.

As tempestades custam a amainar, a febre provocada por lutas desse gênero também não cede instantaneamente. Durante longos dias agita-se nela o turbilhão das recordações. Mas, no fundo, quando rezam diante de Deus, ouvem Sua voz abençoá-las e sentem Sua mão acariciá-las. E esta já é uma recompensa, testemunho prestado a seu mérito, curativo feito a ferida que ainda sangra um pouco.

A solidão que se deve aceitar

Algumas vezes apresenta-se uma séria alternativa: só e pura, acompanhada e culpada.

Dizem que a solidão é a pátria das grandes almas.

Estou de acordo. Mas nem todas as almas são grandes almas, e a alma não é o coração. Enquanto a alma é grande, o coração, embora seja mesquinho, pode estar acabrunhado por se sentir sem amor.

Só, isto quer dizer: não ter perto de si com quem sonhar, pensar, sofrer, trabalhar. Quer dizer: convites que não encontraram éco, emanações de ternura que retornam às suas fontes. Quer dizer: não compartilhar as alegrias que se duplicariam ao serem divididas. Quer dizer que de janela alguma espreitarão uma volta e que também de janela alguma ninguém aguardará seu regresso. Estar só é pensar sempre em voz baixa, cantar só para si, não escrever cartas e também não recebê-las. É, na mesa do coração, não ter um comensal para quem cortar o pão, e, nos dias de provação, olhando ao redor de si durante a noite, aperceber-se de que só existe a escuridão da noite.

Oh! como o vento glacial do inverno bate de encontro às paredes de uma casa vazia! Oh! como os grandes ventos da vida, ameaçadores, sonhadores, sinistros, batem de encontro aos muros de um coração solitário!

"Tudo, menos a solidão!" exclamam desesperadamente as jovens! E elas a povoam de pessoas queridas ou, então, consentem que qualquer a povoe. Em todo o caso, é menos penosa a vida... Mas esta felicidade, conquistada com um erro, é alegria enganadora.

Outras, no entanto, permaneceram solitárias depois de compreenderem que sua pureza valia bem tal sacrifício. A vida moral está cima da vida amorosa. Sua consciência foi-lhes bem fiel e fê-las compreender bom a grandeza do que lhes pedia. Mas, como são longas as noites durante as quais o coração ao mesmo tempo pergunta e responde, enquanto que, talvez pertinho dali, na rua, lindos sorrisos chamam e parecem replicar insolentemente ao prazer que se tem numa boa companhia...

Solidão das viúvas... Solidão das mamães sem filhos... Solidão de algumas jovens puras, sem dúvida mais aguda, mais heróica, visto ser mais voluntária pois bastava uma só palavra, palavra que não é pronunciada, para que uma muito querida presença viesse preenchê-la.

A piedade que se deve reter

Inclinar-se para um dor humana que pede consolo; oferecer simpatia a um coração desconhecido, incompreendido, abandonado, sofredor; dar apoio a uma consciência fraca prestes a render-se; aquecer, como o faz o agasalho no inverno, uma alma que sente frio; visitar aquele cuja solidão desepera; deixar que lágrimas amigas e solidárias caiam do abismo de certas misérias; dar, dar sempre, dar àqueles que não têm e, se tivessem, seriam melhores ou então menos maus; abandonar a calma radiosa em que se está para descer ao rés-do-chão onde uma vida moral agoniza; imitar o Bom Samaritano; abrigar no peito a ovelha perdida e, enfim, encontrada; alcançar Judas e impedi-lo que se enforque na árvore de Haceldama; e, enquanto que, do fundo do inferno, o rico desgraçado suplica um pouco de água, ir até ele umedecer-lhe os lábios; acariciar o rosto de Caim para acalmar seus remorsos e sua revolta!... Isso é piedade!

A bela e suave piedade, vinda ao mundo com Cristo Jesus, filha de Seu nobre coração!

Porque também aí será necessária a discrição e o sacrifício, quando seria tão bom, tão divinamente instintivo entregar-se ao primeiro impulso, sem os freios de uma sábia e controlada prudência!

E, no entanto, é preciso.

Eloa caiu por querer consolar Satanás, o eterno inconsolável. Ela era bem sincera quando inclinou as asas brancas para ele. Mas ele não foi sincero ao mostrar-lhe, lá em baixo, a ferida aberta. Ela supunha ajudar. Ele queria perdê-la. Ela era ingenuamente boa, ele era maliciosamente ruim.

Uma das grandes tristezas da vida é poder muitas vezes dar a um livro o título: "Piedade" ou "A queda de um anjo". Isso atinge à fraqueza humana de uns, ao sagaz cinismo de outros, à mistura que existe entre o bom, o passável e o mau. Desde que o mundo o comete, o pecado se embrenha nas mais belas realizações e as estraga com sua constante ameaça.

O dever é ter piedade.
Mas o dever também é não entregar a alma.

É muito difícil e necessário acordo! Não temos o direito de nos perdermos para nos salvarmos e igualmente não nos podemos deixar perder sem ao menos tentar salvar-nos. Daí, seguir a consciência, quando se trata da piedade, como de outra coisa qualquer. É muito fácil dizer, mas a prática está cheia de incertezas, de angústias e de renúncias. Sobre os grandes corações virginais, a dor exerce um comovente fascínio. Suscita-lhes emocionantes generosidades, faz com que se esqueçam de si próprias quando se trata de salvar os náufragos que se debatem no oceano. E então?

Não há outra coisa a fazer senão recusar a doçura de consolar, se, na prática desse consolo, se corre o risco de profanar-se. É preciso não ver, não ouvir, e marchar chorando, com o pesar de um sonho desfeito e o tormento de uma grande mágoa que vos persegue e intimida na fuga dolorosa.

E não haverá outra maneira de agir? Para consolarmos, quererá Deus que nos transformemos em cúmplices? e, baixada a maré, que fiquem, na areia molhada, dois cadáveres em vez de um só?

O coração puro sofre imensamente com a decisão que deve tomar. Não se amaldiçoa, visto que a consciência o tranquiliza. Mas sofre tanto! Aliás, são melhores as lágrimas que se derramam por não ter podido salvar do que as derramadas pela vergonha de uma queda e sem mesmo ter, para servir de consolo, a esperança de salvar a outra!...

É preciso estar sempre pronta a dar a vida, mas nunca a alma!

As incompreensões a que nos devemos sujeitar

Esse violento esforço para se conservar pura, se ainda fosse apreciado, compreendido, auxiliado por aqueles que o deviam conhecer! Os sacrifícios generosamente aceitos teriam aí uma legítima compensação! Mas quem é que no mundo aprova essa imolação tão digna de louvor perante Deus? Os heróis têm quase sempre um aspecto de imbecis! E neste assunto com maioria de razão. No meio da multidão judia de Sexta-feira Santa, quantos elogiam Cristo por se ter deixado morrer de semelhante modo? Alguns apenas. Para um só centurião que, diante de tão sublime agonia, exclamava: "Verdadeiramente, este é o Filho de Deus!", quantos, mas quantos exclamavam: "Visto que Ele pode, porque não desce da Cruz? Ele que salva os outros, não se salva a Si próprio?"

Poucas são as vítimas heróicas.
Raros igualmente os seres capazes de vibrarem com o ritmo dessa coragem!

Perdoa-se facilmente as fraquezas se redundarem num pouco de felicidade ou de dinheiro. Enquanto houver alguma recompensa, não se cuida do modo de proceder; visto que o resultado foi bom, intimamente se aprova o meio de obtê-lo.

Uma jovem pura priva-se de ternuras, de alegrias, de mil pequenas coisas suaves com que se faz a felicidade humana. E pequenas gotas de sangue embelezam-lhe o coração. A não ser o Anjo, o mesmo Anjo que consolou a Agonia de Jesus, onde estão aqueles que virão consolar a dor desta criança? Nada pode esperar do mundo, a não ser um encolher de ombros displicentes, críticas e risotas. E não terá ela o direito de esperar dos seus, pai, mãe, irmãos, a palavra que abençoa e encoraja? Mas nem sempre essa palavra é pronunciada. Em seu lugar outras são ditas, outras que fazem mais mal do que a ferida já aberta. Censuram-na, admoestam-na por ter deixado escapar a ocasião, por não estar de acordo com a época, por não procurar um brilhante futuro, por ser exagerada, por querer pregar lições de moral, por ser louca, exaltada, estúpida.

Criticam-lhe os prazeres recusados, as resistências opostas. Em vez de, com toda a delicadeza, lhe arrancarem, espinho por espinho, a coroa que martiriza, introduzem-na em seu coração com mais força ainda. E, no entanto, qual foi seu delito? Que fez ela senão cumprir com os ensinamentos de Cristo? Mas o "Bem-aventurados os corações puros" não foi admitido no programa do mundo. Essas mesmas pessoas que não admitem uma ruga no rosto e que rejeitam a rosa que tem uma de suas pétalas manchada, essas mesmas pessoas não admitem uma pureza imaculada nem um coração puro. Repreendem a empregada porque encontraram um pouco de terra no assoalho, vaiam a cantora quando desafina em uma única nota, desestimam o visitante por um erro de apresentação. E quando a filha não consente que sua alma fique enlameada ou que uma nota mal dada prejudique o canto de amor, descompõem-na de modo picante, como não ousariam fazê-lo com uma cortesã...

Depois de tudo isso é de espantar que, com a aproximação da noite, encontremos jovens que vão esconder o coração dolorido à sombra de uma igreja e, diante de Deus, chorem menos a dor de seus sacrifícios voluntários do que a tristeza de não terem sido compreendidas e de sentir, sobre si, um olhar materno que as condena! "Vim para provocar a discórdia entre mãe e filha", disse Jesus. Eis aí, a discórdia! e o que discorda é a pureza de uma e o mundanismo da outra.

Quem tem razão? A filha. Mas o fato de ter razão não elimina o sofrimento.

O escândalo que se deve temer

O espetáculo da vida desnorteia e amedronta. Escandaliza. Tem-se a impressão de andar tudo às cambalhotas. Vício e virtude se misturam e o mal parece que ganha vantagem. Vence facilmente e sabe tornar a vitória arrogante. O bem cerca-se de discrição, daí seu encanto e, ao mesmo tempo, sua fraqueza. Nem sempre a um procedimento inatacável corresponde um bom êxito humano.

Muitas vezes, numa jovem, a leviandade é um poder conquistador. A elastidade dos princípios morais permite grande número de concessões que, por sua vez, acarretam prazeres e dinheiro. As audaciosas facilmente ganham o dia e, enquanto que o trabalho honesto às vezes só consegue um escasso pedaço de pão, uma atitude incorreta consegue a manteiga  para se colocar na torrada. Muito facilmente, por pouco que se sirva das ocasiões, a jovem duplica seu salário pelo pecado.

É muito trsite confessá-lo.

E as interessadas, cientes disso, encontram aí uma perigosa tentação.

O problema se afigura torturante para os seres cheios de ideal e de religiosa fidelidade. Embora mais tormentoso, já foi proposto às virgens cristãs da antiguidade. Cedendo, adquiriam a fortuna e a vida. Resistindo, escolhiam a morte.

Para as virgens cristãs dos nossos dias, não se as ameaça, em caso de recusa, com o cárcere ou com o anfiteatro. Mas, para que o drama seja doloroso, será necessário que se ouça o rugido dos leões esfaimados e que o sangue escorra pelo chão? Não é suficiente que a jovem se veja na contingência de escolher entre uma honestidade improfícua e vantajosa concessões? Quando, no fim do mês, guarda cuidadosamente seu modesto ordenado e, ao alcance da mão, se lhes oferecem todos os acréscimos desejáveis, não é sem sofrimento que a jovem corajosa, desviando os olhos, prossegue em seu caminho, só, carregando pelas ruas o duplo fardo do dinheiro que seu trabalho rendeu e o dinheiro que sua fraqueza poderia ter adquirido.

As vitórias do mal sempre ferem a consciência dos justos. A possibilidade de cometê-lo e dele tirar proveito sempre tenta o coração dos puros. Como geralmente acontece, a tentação se apresenta amiudadas vezes e multiplica seus botes, eis aí a alma recebendo os mais violentos golpes. Não é uma derrota, muito ao contrário, é vitória, mas uma vitória que machuca, faz doer.

É uma espada, são mil espinhos que ferem o coração.

O martírio é a testemunha que sangra. Quantas jovens só são puras com a condição de assim o demonstrarem? haverá muitas que possam, sem ilusão, pretender ficar intactas a não ser aceitando imolar-se pela sublime grandeza e, de antemão, correr o risco de nunca serem ricas, aduladas, afagadas pela vida, alimentadas por outras iguarias que certamente não são "a água da angústia e o pão da amargura"?

Esses sofrimentos não são alardeados. Escondem-se e calam-se. O rasgão é invisível. É segredo. Somente dele são cientes os que merecem que se lhes faça a confidência. É por essa razão, sem dúvida, que, na Medalha Milagrosa, o coração ferido está por baixo enquanto que, por cima, resplandece a Virgem triunfante e coroada de estrelas.

Não há motivos para lastimar essas nobres jovens.

Disse Jesus "Bem-aventurados os corações puros e felizes os que choram"! Mas é razão suficiente para, na admiração que provocam, colocar uma profunda emoção e uma respeitosa ternura na palavra fraternal que as encorajará, agradecendo-lhes serem o lírio branco que perfuma no monturo do vício, com lágrimas na corola servindo de orvalho.

(Jovens: Vocês e a vida - coleção moças, pelo Fr.M. A. Bellouard O.P. ; edições Caravela LTDA, 1950, continua com o post: O Esplendor)

PS: Grifos meus.
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