sábado, 1 de janeiro de 2011

ESPECIAL: Jovens donzelas cristãs: Vocês e a vida

Nota: Hoje inicio a transcrição deste livro, assim que terminá-lo, o mesmo será disponibilizado em PDF na internet. Enquanto isso, esse post ficará na parte de ESPECIAIS EM ANDAMENTO do blogue e receberá atualizações.


JOVENS: VOCÊS E A VIDA


Pelo Fr. M. A. Bellouard, O. P.
Versão portuguesa de Lúcia Soares Carneiro
Edições Caravela LTDA
1950

Nihil obstat
Frei Pedro Secondi O. P (censor ad-hoc)
Imprimatur
Mons. R. Costa Rego (Vigário Geral)


ÍNDICE TRANSCRITO

- PREFÁCIO

  •  VOCÊS E A IGREJA




  • VOCÊS E AS VOSSAS RESPONSABILIDADES

1- Sois as guardiãs



b) Guardar com que disposições?


c) Há guardar e guardar



  •  VOCÊS E VOSSA PUREZA



4- O esplendor



  •  VOCÊS E VOSSAS LEVIANDADES

1- Virgens loucas


b) A Louca que amua


c) A louquinha que ri


d) A louquinha que “flirta”


e) Flirtar é divertir-se com a própria consciência


Flirtar é divertir-se com a alma


O Flirt e suas falsas justificativas


  •  VOCÊS E VOSSO FUTURO

1- Casada


2- Religiosa




***

PREFÁCIO

Pais:
Aí tendes o livro de vossas filhas...

Esta “Edições Caravelas LTDA”, que tem diante de si um róseo futuro se não se deixar carcomer pelo micróbio da improvisação e da aventura – característica desta época de aventureiros e improvisadores -, inaugura a série de livros em língua portuguesa com o Religioso Dominicano Padre Bellouard, que para a mocidade católica brasileira var ser o que os franceses chamam uma “coqueluche”.

É ainda, será sempre a preocupação, máxima a sociedade de amanhã, dado que a presente amolece, entorpece-se, esvazia-se, desfibra-se. Há que reagir, que manter acima do charco a flor por excelência da Criação. Já se sabe de sobejo que os pactos e convênios deram em água de barrela; que as re-estruturações são antes mero jogo de palavras; que os sistemas políticos malograram miseravelmente como processos de propinarem a felicidade aos povos; e que a humanidade está a pique de atingir essa fase de “estouro de boiada” que antecederá o Juízo Final...

A juventude e a mocidade que vão saindo de nossas escolas necessitam de um sentido de vida, e só a Igreja pode e sabe dar-lho. Temos que fazer um esforço desesperado de modo a apresentarmos a próxima geração um pouco melhor, pelo menos um pouco melhor que essa que anda por aí. E só a mulher, quando bem informada, quando bem enquadrada no programa do Sermão da Montanha, é capaz de operar o milagre. Não essa mulher sabida, petulante, masculinizada, que enche as praias de carne exposta, as calçadas de borrões de tinta, as confeitarias de maritacas, e as repartições públicas de criaturas avoadas, enfeitadas, quase inconscientes, ou no afã de matarem o tempo, ou na ânsia de conquistarem pecúnia para seus balagadans, em todo o caso fugindo desabridamente das responsabilidades do lar, das maçadas da cozinha, das mais que maçadas dos filhos.

A mulher cristã, que sabe guardar bem guardado o tesouro da fé, que sabe pautar seus atos pelo Decálogo, que sabe viver a vida recatada e composta das mulheres que se prostravam diante de Jesus, humildes e confiantes, não das que agora se prostram diante de Gary Cooper, assanhadas de sensuais. A mulher coluna temente de Deus, último fim, razão máxima, objetivo primacial, Deus suprema beleza, Deus supremo Amor, Deus mártir no Filho, glorioso em Maria, crucificado todos os dias em altares por todos os homens, mas, afinal de contas, ressuscitado todos os dias nos exemplos de fé e heroísmo, nas renúncias, nas abnegações, nos cilícios, nos martírios de filhas, de noivas, de esposas e mães que trazem a noção do papel que lhes foi distribuído para o grande drama da vida humana... que é também epopeia.

O Padre Bellouard tem o jeitinho de levar água aos dentes do moinho. Sabe falar às jovens com a carícia e a um tempo a severidade de princípios que mais convêm aos tempos que estão correndo. Conhece bem a alma feminina. Sabe onde doía a ferida. E dirige-se à donzela cristã de nossos tempos com a gravidade, mas também com a carícia de um pai que se desvela pelos pequerruchos. Seu estilo é suave, os conselhos amorosos, e por todos os seus apelos perpassa um fiozinho de graça e otimismo, que não pode deixar de levar ao conhecimento e ao amor da vida como um prêmio e não como um fardo.

Este é o livro da donzela brasileira, o livro de minhas filhas, de minhas netas, de vossas filhas e vossas netas, leitores meus, que ainda não estais com a alma embotada, o coração empedernido, a consciência anquilosada e vos mantendes dispostos a reedificar um Brasil melhor, não no estilo dos arranca-céus, mas numa maravilhosa floração de almas cristãs.

(Soares d’Azevedo)

PS: Grifos meus.