terça-feira, 9 de março de 2010

A criança preguiçosa - Como educá-la?

A criança preguiçosa
Como educá-la?


Agir é necessidade biológica da criança. Corpo e mente não se lhe desenvolvem sem movimento. Sua vitalidade é sinônimo de atividade, se é criança normal. Sendo exuberante chega a parecer-nos excessiva sua movimentação.

O trabalho é natural e agradável a todo homem sadio, especialmente à criança sadia. A ociosidade lhe é insuportável. Para a criança não há maior castigo que a imobilidade.

O trabalho é necessário em todos os domínios – físico, intelectual ou moral – sem falarmos da luta pela subsistência. A própria é vida é incessante atividade: no corpo, a respiração, a circulação do sangue e a digestão, sem as quais morreremos; na mente, sentir, comparar e julgar.

O que torna os homens infelizes é a fadiga excessiva, a ausência de êxito, a falta de correspondência entre o esforço e o indispensável à vida, a obrigação de realizar tarefas por que não sentimos gosto, a impossibilidade de realizar o que nos agrada, a associação da obra a idéias odiosas. Só por isto o vulgo execra o trabalho e faz do ócio um ideal... Mas o trabalho em si é fonte de alegria, pois realiza o homem, que, como diz Jó, “foi feito para trabalhar como a ave para voar” (5,7).

Haverá criança preguiçosa?

A criança “parada” dá logo idéia de doente. Ociosidade e infância normalmente se excluem. Tamanha é a necessidade de ação da criança que médicos e pedagogos perguntam se as haverá preguiçosas – ou se não serão doentes (físicas, mentais ou psicológicas) as assim chamadas.

É precipitação acusar de preguiça a que não foi devidamente examinada pelo médico e pelo psicólogo. Aliás, julgamos as crianças mais pelo que desejávamos que elas fossem do que pelo que realmente são. Assim, chamamos preguiçoso o menino que não quer fazer o que lhe impomos, medindo-o pelos nossos gostos, e não pelos seus. Se ele não trabalha:

- não faz o que lhe mandamos;
- “não cumpre os seus deveres”;
- “só quer brincar e comer” (sic);
- fica com o livro na mão, mas com o pensamento longe;
- só faz alguma coisa em nossa presença mas folga quando damos as costas;
- fica remanchando;
- irrita-se tão logo se lhe fala em trabalhar;
- é de tal moleza que dorme em pé;
- brinca o dia todo e, mal pega no trabalho, se queixa de cansado ou de dor de cabeça;
- só trabalha quando lhe “dá na veneta”...

É ou não preguiçoso? Pode ser que seja, mas também pode ser que não seja... Mais facilmente o chamarei doente, pois são de doença todos os seus sintomas. Nada, contudo, direi com certeza antes que o médico e o pedagogo tenham procurado as causas de suas atitudes. Essa criança procederá por defeitos de saúde física, distúrbios psicopáticos, desajustamento social, muito mais freqüentemente do que por preguiça.

É o que iremos ver.

Saúde física

Sendo a preguiça antinatural, se a criança recusa trabalhar há de ser por causa muito séria.

- Aquela criança mole, que dorme em pé, é talvez hipotiroidiana. Esta insuficiência glandular explica também as dores de cabeça e o cansaço de que ela se queixa.

- Ainda mais sérios se tornam esses sintomas, quando provocados por mau funcionamento da supra-renal: as fadigas são mais profundas, e a criança, perdendo a vivacidade, se torna astênica.

- Pergunte ao médico que transtornos podem causar as vegetações adenóides, as amígdalas inflamadas, o desvio do septo, as deformações torácicas... Ouça o homem da ciência, e então zombará menos das dores de cabeça e do cansaço de que se queixa o “preguiçoso”.

- Toda mãe de família sabe de que é capaz o mau funcionamento do aparelho digestivo. Sendo habitual, causará enormes transtornos na sua vítima.

- Se, em lugar de médico e remédio, cuidados e carinhos, dermos a essas crianças castigos e xingações, só lhes faremos aumentar os males, agravando com desgosto e humilhações as suas deficiências.

- Pais que se negam a reconhecer as fáceis fadigas dos filhos são muitas vezes responsáveis por elas. Deixam-nos a brincar até 9 e 10 horas da noite, ou – muito pior – nos excitantes programas de rádio e TV até mais tarde ainda. As crianças não repousam suficientemente, entram em déficit nervoso, tornando-se forçosamente “preguiçosas”, isto é, incapazes para o trabalho, agitadas, irritadas, instáveis, sem ânimo para levar a termo as tarefas escolares. Em vez de descontentar-se com o filho, devem esses pais desgostar-se de si mesmos e procurar emendar-se.

Saúde mental

Numerosas perturbações psíquicas e psicológicas determinam também atitudes errôneamente denominadas de preguiça. Mais grave em si e por suas conseqüências, são essas perturbações mais perigosas que as somáticas, pois não ficam tão facilmente à vista e se ocultam à maioria dos pais.

Apontemos algumas delas.

Protesto

1) Sentindo-se maltratadas pelos pais (com razão? Tanto pior; sem razão? Antes assim, mas a causa existe subjetivamente), as crianças reagem de maneiras muito diversas.

Contra exigências demasiadas, abusos de autoridade, métodos errados de educação, imposições indébitas, repreensões injustas na essência ou na forma, elas manifestam o seu protesto, às vezes, sob a forma de “preguiça”.

- Umas, extrovertidas, gritam as suas razões.
- Outras cruzam os braços silenciosamente e gozam os efeitos de sua greve.
- Às vezes, umas e outras agem inconscientemente, e, tanto não é preguiça que, com outras pessoas e noutro ambiente, trabalham bem.

Mas, na verdade, não fazem o que lhes mandamos; ou escolhem os trabalhos que lhe agradam e deixam os outros; ou não fazem como queremos. Acontece baixarem repetidamente o rendimento, que era antes satisfatório.

Essa inércia ou resistência passiva é tão natural que os simples animais a manifestam. Cansado ou maltratado, o cavalo estaca e ninguém o demove. Alguns insetos, sentindo-se bloqueados, fingem de mortos!

Incapaz de resistir de outra maneira, a criança, inconsciente ou voluntariamente, procede assim. É a defesa dos mais fracos. A sua atitude, conforme a força dos motivos, pode ser de mera defesa, de claro protesto ou de aberta vingança. Irritados ou desconhecedores desse sutil mecanismo interior, taxam-na muitos de preguiça. A criança sabe que é defesa, protesto ou vingança. Os psicólogos, conciliatórios, dizem: “preguiçade defesa, ou de protesto, ou de vingança.

2) Em qualquer de seus graus e manifestações, o primeiro cuidado é discernir as causas.

- Não são os educadores daquelas crianças, os mais indicados para isto. O mais das vezes, é inconsciente o seu procedimento, para com o educando. Por temperamento, formação ou sistema, são duros, e não percebem seus excessos. A própria família pode apontar-lhes o que devem corrigir.

- Nem sempre será tão fácil o tratamento: não se atinou com as causas. Ou não se descobriu se o protesto é ou não inconsciente. Como proceder? Só o exame do caso pelo psicólogo o poderá dizer.

- Descobertas as causas do conflito interior da criança, resta removê-las, modificando o adulto culpado o seu procedimento, - o que basta para modificar a criança – ou retirando da mente desta a causa subjetiva, para que se restabeleça a harmonia e funcionem calmamente os instintos sociais.

Retardamento afetivo

1 – A psicologia profunda faz pasmar quem a desconhece, e chega a irritar os mais primários. Foi o que aconteceu a certo amigo meu, bom advogado, mas retrógrado em pedagogia. O filho, escolar relapso aos onze anos, guloso como um bebê de dois, amigo do sono, comodista a valer, com horror a tudo que o tire de seus hábitos, que vive a criticar o trabalho alheio, e nada, no entanto procura fazer, é, para ele, habituado a citar Lombroso nas tiradas oratórias do foro, o tipo do preguiçoso-nato...

Riu, sincero e descrente, quando eu lhe disse que considerava o menor um retardado afetivo. Expliquei-lhe que essa demasiada afeição à mesa era infantilismo, como também o eram o gosto ao sono, o medo a novidades (a insegurança pueril prefere o que é habitual) a tendência a criticar sem propor soluções (por incapacidade) e a ausência de ação retificadora – porque o infantilizado tem horror a dar de si (esgotismo) e tudo quer receber dos outros.

Achou a explicação “muito engenhosa” e lhe admirou ver como era possível eu “passar a mão pela cabeça de um preguiçosão daquela marca”, e quantos outros desacertos!

- Já outros pequenos fingem de doentes para fugir ao trabalho. E sabem ser maneirosos e amáveis para despertar penas, receber carinhos e ser tratados como bebês.

2 – Verificada a diferença entre estes casos e o retardamento glandular ou mental, o educador procurará:

- levantar o nível afetivo de seu pupilo;
- remover o que lhe detém o desenvolvimento normal;
- encorajá-lo por tarefas gradativamente ascendentes;
- despertar-lhe o gosto do esforço, a satisfação do êxito do seu trabalho;
- estugar-lhe o passo para que vença o atraso e se ponha em tudo na linha da sua idade.

Desinteresse

1 – Sendo o trabalho atividade tão natural, impressionam desagradavelmente as pessoas que “não gostam de trabalhar”. Tão estranhas realmente, antes deveriam merecer-nos penas, como doentes, do que desprezo, como preguiçosos. De fato, essa inércia psíquica que não encontra prazer no trabalho, nem quando este alcança o seu fim, só pode ser mórbida, pois não é natural.

- Outro é o caso da chamada “preguiça” eletiva, que escolhe as atividades que lhe agradam, e das outras foge.

- Em ambos os casos, o adulto reagirá por amor de Deus, por cumprimento do dever, por brio ou necessidade; mas quem está ainda em formação, compreende-se que fuja do que lhe não lhe apraz.

2 – Ao educador, contudo, cabe curar o inerte e corrigir o outro. Não comece, porém, apelando para os altos motivos acima indicados, porque para os pequenos um motivo é tanto menos eficiente quanto mais elevado. Ele compreende melhor os mais imediatos, e se deixa mais facilmente atrair por eles.

- Não o podemos deixar só com o que lhe agrada, mas não devemos privá-lo de suas ocupações favoritas. A estas misturaremos gradativamente as outras, ao mesmo passo em que, por meios adequados, lhe infundiremos o gosto do trabalho e o amor ao dever. Obrigá-lo por força esgota a vigilância do educador (em cuja ausência o trabalho cessa), e não move a vontade nem a atenção. Impor-lhe o que lhe desagrada é fixar a idiosincrasia, antes agravando que corrigindo o mal.
 
Lentidão

1 – Se há crianças (e adultos...) que remancham propositadamente, há também as que são naturalmente lentas. Às vezes, em tudo; outras, só nas atividades físicas, pois são vivazes e rápidas nas mentais.

- Pais e mestres (mal aparelhados) se irritam com elas e lhe dificultam a vida com exigências, prazos marcados para o término das tarefas, comparações odiosas com irmãos ou colegas rápidos, complexando as que assim procedem sem culpa.

- Quando, além disto, os pais são vaidosos, ai dos filhos lentos! Enquanto uns medíocres de inteligência, mas vivazes, são elogiados como “brilhantes” e “de futuro”, outros, na verdade mais inteligentes, refletidos, e realmente de futuro (como os fatos mostrarão) são postergados ou mesmo injuriados. O menos que lhes chamam é de lesmas...

2 – Se a lentidão é propositada, enquadrar-se-á nas causas já expostas, e receberá o tratamento indicado. Se é natural, pouco conseguirão os pais que desejarem quantidade, mas conseguirão os pais que desejarem qualidade. Dou a dois datilógrafos o mesmo trabalho: o primeiro o faz em 40 minutos, cheio de imperfeições que obrigam a reescrevê-lo; o outro gasta uma hora, e o serviço é irrepreensível. Qual é o lento? Qual o preferível? Claro que o ideal será o rápido e perfeito; mas é também muito mais raro...



Mau exemplo



Muitas coisas, portanto, parecem, mas não são preguiça. Mas há crianças preguiçosas... por causa dos pais! A intenção não era esta, mas foi este o resultado.

É “por amor” para com o “filhinho do papai” que:

- lhe dão tudo à mão;
- mandam a empregada arrumar tudo quanto ele desarruma;
- criam-no sem o menor hábito de trabalho;
- deixam-no até os oito e dez anos sem saber atar os sapatos, ou pentear os cabelos, etc., etc., etc.
- e se admiram de que a “belezinha da mamãe” seja um dos “dez mais” preguiçosos do bairro ou da cidade.

Escusam-se certas mães que assim procedem, alegando que “felizmente estão em condições de pagar empregadas para o filho” – como vezes sem conta, com profundo desgosto, tenho ouvido. Quem assim “educa” não se deve espantar de que ao filho, crescido na ociosidade, repugne qualquer espécie de trabalho. Também ao novilho indômito repugna o jugo e a charrua, e ninguém o chamará de preguiçoso.

Se a atitude dos adultos que cercam a criança não é de dedicação, mas de fuga ao trabalho, se as suas máximas são de elogio ao “dolce farniente”, se o ideal é enriquecer para não trabalhar; se invejam os que nada fazem – por que estranham se os filhos pensam e... agem assim? “Filho de fato é gatinho”: filho de preguiçoso... É a hereditariedade...pelo exemplo!

E não se castiga?

Relembro a distinção entre castigo e correção. Ao educador (como ao educando) não é o castigo que interessa, é a correção. O que importa é conseguir que o menor alcance disposição para o trabalho. Não é por castigos que o conseguiremos.

Quem já não sente atrativo para o trabalho ainda menos o sentirá se associar sua idéia à de castigo. Quanto mais me impuserem tarefas desagradáveis, mais repugnâncias lhes votarei.

Há, no entanto, "castigos" que podem e devem ser impostos, em vista de seu caráter natural. Passeio, festa, certas gulosiemas (refrigerantes, balas, etc.) são regalos que se negarão a quem não fez por merecê-los.

É tão arraigada na maioria dos pais a tendência a punir que repito: só os preguiçosos, e em último recurso, receberão esses castigos; os doentes precisam de remédios.

Atitudes gerais

O verdadeiro educador verá no trabalho o mais importante meio educativo natural. O educador cristão, que dá alto lugar aos meios sobrenaturais (oração, sacramentos, amor de Deus, estado de graça, cuidados de santificação), sabe que não há santidade sem sólidos fundamentos humanos, como não há construção duradoura sem alicerces seguros.

Do ponto de vista da higiene física e mental, o trabalho condiciona o desevolvimento harmônico das faculdades e energias necessárias à vida, sem falar da situação econômica, à qual também é ele indispensável, trate-se de pobres ou de biliardários.

Que devem fazer os pais?

Nunca é cedo demais para começar. Muitos trabalhos pode a criança fazer desde pequenina:

- guardar os brinquedos e apanhá-los para jogar;
- deixar nos lugares próprios roupas e calçados que tirar;
- cuidar dos seus livros, etc.

A medida em que cresce, irá aprendendo a bastar-se, atendendo no que lhe é possível às próprias necessidades, como limpar os sapatos, etc. As meninas se encarregarão oportunamente de:

- fazer suas camas;
- arrumas suas roupas;
- varrer o quarto de dormir;
- ajudar na copa e cozinha;
- iniciar-se nas costuras domésticas;
- ajudar a cuidar dos irmãos menores, etc.

Os meninos vão a compras, ajudam no jardim, dedicam-se a trabalhos manuais.

Fazer amar o trabalho

Não com preleções, que a criança desadoram. Mas com meios eficientes, que não faltam.

- Os pequeninos podem associar o trabalho ao jogo, de maneira que farão o que devem, sem distinguir os limites entre a brincadeira e o dever. Assim este lhes irá deixando no espírito reflexos agradáveis.

- Proporcionar condições favoráveis: local apropriado à tarefa, duração compatível com as condições do sujeito, trabalhos agradáveis (aos quais se irão juntando pouco a pouco aos menos aceitos) e de acordo com o temperamento, as circunstâncias de saúde ou de educação.

Despertar interesse

Quando a criança não oferece boa disposição para o trabalho, é preciso despertá-la. Oferecer ocasião para vitórias fáceis, com resultados tangíveis: isto encoraja.

- estabelecer discretas emulações, descobrindo o que mais a estimule: há quem se anime por motivos ideais, quem pelo amor-próprio e quem por vantagens extrínsecas - cabendo ao educador descobrir o ponto sensível e aproveitá-lo pedagogicamente.

- Colocar os menos dispostos entre companheiros laboriosos é de bom efeito, desde que não se estabeleça comparaçõa, que tornaria odiosa a companhia. A própria criança perceberá a diferença, e reagirá, por brio...

- Nada mais justo do que a recompensa ao esforço. Dêem-na, quando as crianças a merecerem. Não a prometam, ou só o façam em casos raros. Não transformem em "suborno" tão valiosa medida pedagógica. Que ela venha como espontaneamente: "Muito bem. Você fez um excelente esforço. Quero dar-lhe uma recompensa extraordinária" - e diga o que é, mas sublime bem o "extraordinário", mesmo sem chamar diretamente a atenção para isto.

- Outra maneira de estimular é apresentar o trabalho realizado aos amigos e visitas: um discreto louvor é ótimo reconfortante.

Pedir mais

Como a vida, a educação sobe ou declina. Iremos sempre pedindo mais eforços à criança: a idade aumenta, as possibilidades se desenvolvem, a capacidade se amplia - e é preciso que ela produza mais e melhor.

A suma preocupação do educador é formar o caráter: domínio de si, noção de responsabilidade, amor ao dever, buca da perfeição. O trabalho dos menores visa antes à formação moral que ao rendimento econômico.

- No começo, contentar-nos-emos com a limpeza, a constância, o respeito ao tempo previsto.
- Mas apelaremos para esforços gradualmente mais sérios, que produzam mais em qualidade e sobretudo em qualidade.

Motivar bem

Vários são os motivos pelos quais devemos trabalhar:

- Deus o quer;
- Cristo nos deu o exemplo;
- o que fizeram os Santos e os sábios;
- as exigências sociais, a necessidade, os reclamos da saúde física ou mental, etc.

- ou, pelo avesso, a vergonha da preguiça, a inutilidade do preguiçoso, as tristes conseqüências da ociosidade, e quantas outras misérias.

Anotamos que as crianças aceitam mais os motivos menos perfeitos: eles são mais tangíveis, mais próximos, mais compreensíveis. Os mais elevados servem a mentalidades mais altas. Entre uma preleção sobre o Filho de Deus simples operário em Nazaré, e o risco de perder o passeio - a criança "compreende" melhor o risco de perder o passeio...

Isto não significa que não motivemos elevadamente o trabalho. Devemos fazê-lo, sim, mas sem insistências demasiadas. Não faltarão oportunidades para dizermos de passagem uma palavra sobre o assunto:


- uma estampa de Jesus ou São José na oficina;
- uma obra bem acabada;
- a dedicação de um bombeiro, de um médico ou enfermeiro;
- a descoberta de um sábio em favor da saúde ou do bem-estar dos homens;
- a vitória de um homem que se fez por si;

- ou, também pelo avesso, a decadência de um negligente, a ruína do moço que dilapidou a rica herança, a diferença que entre dois irmãos se estabeleceu pelo amor ou negação do trabalho.

Não esqueçamos que a melhor motivação é o exemplo e o ambiente de trabalho que o próprio lar oferece.

(Excertos do livro: Corrija seu filho - Mons. Álvaro Negromonte)

PS: Negritos meus e itálicos do autor.
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