quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Hora Santa de Fevereiro

Hora Santa de Fevereiro – Padre Mateo Crawley-Boevey


Ditosa solidão do Sacrário...! Como descansa a alma assim, entre as sombras do santuário, aos pés de Jesus Cristo, que é a Luz!

Deixemos, sequer por um momento, o mundo de vaidades e falsidades, e aproximemo-nos ao Paraíso do Coração Sagrado de Jesus... Ele está aqui e nos chama... Roguemos-Lhe confiantemente que feche os olhos a todas as nossas culpas e que nos abra, nesta Hora Santa, a chaga de seu peito, na qual salva os pecadores, donde santifica os bons e na que adoça as amarguras da vida e os horrores da morte...

(Pausa)

(Pedi-Lhe que aceite esta Hora Santa como a prece de todos os nossos lares).

(Lento)

O céu interrompeu seu cântico de glória, os anjos se estremeceram de emoção ao ver chorar Jesus Cristo por amor do homem!... Nesta Hóstia, guardou Maria este lamento, para nós, os amigos, os fiéis que agora Lhe adoramos... Oh! Se cada lágrima de Jesus houvesse sido vencedora de uma alma... Se cada gemido Seu houvesse conquistado para sempre uma família! Todavia, é tempo para dar-Lhe a posse desta terra ingrata, que Ele veio redimir... A Hora Santa apressará Seu triunfo.

(Façamos, pois, violência ao Coração abandonado do Mestre, para que apresse seu reinado no vencimento decisivo de seu amor... Falemos-Lhe sem mais demora com toda a alma).

Jesus amado, atraídos a Vós por Vossos clamores, compadecidos por Vossa solidão e sedentos da vinda do Vosso Reino, ei-nos aqui, oh!, Divino agonizante do Getsemani!, tristes com Vossa mortal tristeza, esquecidos deste mundo que Vos esquece, aqui nos tem, pobres de fé, enfermos de espírito, irrequietos da vida, decepcionados da terra, doentes e caídos... aqui nos tem reclamando nossa parte de agonia e de dor na dor e na agonia de Vosso doce Coração!...

Abre-nos nesta Hora Santa Vossa ferida preciosíssima, a fim de Vos dar-Vos nela uma esperança e um consolo que Vos aliviem... Ah! E amanhã, com Vossa graça, Vos daremos uma glória imensa, no triunfo social de Vosso Sagrado Coração... Apressai-Vos, Senhor, e reinai, em lembrança de Vossa agonia crudelíssima do Horto!...”.

(Meditemos a solidão e as angústias do Getsemaní e do Sacrário).

Almas piedosas, penetremos em espírito naquele jardim tão cheio de pérfidas sombras para Jesus Cristo. Ah!, que firmeza de fé tão consoladora nos alenta e nos alumia. Aquele que está na Hóstia, mudo, silencioso, mas sempre agonizante e redentor, é o mesmo Nazareno que desfaleceu entre as oliveiras, ao peso de angústias infinitas... Surpreendamo-Lo, quereis?, surpreendamo-Lo em Sua agonia eucarística, pois temos mais direito que os anjos.

Vede-O, está moribundo e, oh dor!, está sempre sozinho...

Seus inimigos fazem um complô... Os indiferentes têm preocupações da terra e não têm nem amor nem tempo para o pobre Jesus Cristo... Os amigos, os apóstolos de predileção, com exceção raríssima, estão fadigados do combate e muitos dormem, enquanto o Mestre aguarda desamparado e triste, a morte e a traição. Não vós, crentes, que estais nesta hora compartilhando a amargura de sua solidão... Adoce-a com um cântico, cuja suavidade Lhe faça esquecer a ingratidão do homem.

(Façamos uma solene ação de graças e, todos de joelhos, bendigamos ao Senhor pela inesgotável grandeza de Seu amor.).

(Lento e cortado)

As almas.

Por haver-nos prevenido com o dom gratuito e preciosissímo da fé.

(Todos em voz alta)

Graças infinitas ao vosso amável Coração.

Pelo tesouro da graça e pela virtude da esperança naquele céu que é o término das dores desta vida.
Graças infinitas ao vosso amável Coração.

Pela arca salvadora de vossa Igreja, perseguida e sempre vencedora.
Graças infinitas ao vosso amável Coração.

Pela piedade incompreensível com que perdoais toda culpa, nos sacramentos do Batismo e da santa Confissão.
Graças infinitas ao vosso amável Coração.

Pelas ternuras que esbanjais às almas doloridas que, sofrendo, vos bendizem em suas penas e na Cruz.
Graças infinitas ao vosso amável Coração.

Pelos prodígios santos de vossa caridade, na conversão maravilhosa dos mais empedernidos pecadores...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.

Pelos bens da paz ou da prova, da enfermidade ou da saúde, da fortuna ou da pobreza, com que sabeis resgatar a tantas almas...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.

Pelos singulares benefícios a tantos ingratos, infelizes, que abusam de situação, de dinheiro e de talentos, que somente a vós, Jesus, vos devem...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.

Pelo obséquio que nos fizeste ao nos confiar à honra e à custódia de vossa Mãe, o Coração de Maria Imaculada...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.

Por vossa Eucaristia sacrossanta, por este cativeiro e por vossa companhia deliciosa, prometida até a consumação dos tempos...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.

E enfim, por aquele inesperado Paraíso, que quisestes nos revelar na pessoa de vossa serva Margarida... pelo dom maravilhoso, incompreensível, de vosso Sagrado Coração...
Graças infinitas ao vosso amável Coração.

(Meditemos na prisão de Jesus Cristo na Quinta-Feira Santa, continuada na Santa Eucaristia).

Havíeis pensado alguma vez nesta frase, insondável no mistério de caridade que até assusta: “Jesus cativo, Jesus encarcerado por amor no Sacrário”? Olhai-O através dessa grade; atrás daqueles muros do tabernáculo, está Jesus Cristo prisioneiro, conquistado por Seu próprio Coração... Assim, há vinte séculos, na Quinta-Feira Santa, pela noite, se deixou conduzir de mãos atadas, do Horto da agonia à prisão em que Lhe ousou colocar o iníquo juiz... E essa noite vergonhosa, horrenda na solidão e desamparo do Mestre, e longe de todos os que Ele amava, se prolonga em todos os Sacrários da Terra...

A blasfêmia, a negação, a indiferença, a impureza, a soberba, o sacrilégio... todo esse clamor deicida, toda essa torrente de lama e de ignomínia, tem o triste privilégio de subir até seu rosto e profaná-lo com o beijo do traidor... E Jesus Cristo não se vai!... É o Cativo do amor! Está aí, envolto no ultraje humano...; está aí, sentado no banco dos réus... tem um grande delito: ter amado, com paixão de Deus, ao homem!... Vede-O, assim este Lhe paga... com esquecimento e solidão!...

As almas.

Oh, amabilíssimo Cativo!, encarcerai também estas almas, que querem compartilhar a solidão de Vossa prisão... Vos pedem que seu cativeiro, como o Vosso, seja eterno... e Vos suplicam para isso que lhes dê por cárcere, na vida e na morte, o abismo insondável de Vosso peito ferido. Sim, lançai-nos nele a todos, como reféns pelos grandes pecadores, por aqueles que renegam Vosso altar e blasfemam contra Vossa Cruz!... Queremos que se salvem para Vós, e pela glória de Vosso nome... Redimi-os, Jesus Sacramentado, cabalmente a estes, os carrascos deste Gólgota, em que viveis perdoando suas ofensas!...

Divino Salvador das almas, coberto de perturbação, me prostro em vossa presença, e dirigindo minha vista ao solitário tabernáculo, sinto oprimido o coração, ao ver o esquecimento em que tanto vos têm relegado os redimidos...

Porém, já que com tanta condescendência, permitis que, nesta Hora Santa, una minhas lágrimas às que verteu Vosso humilde Coração, vos rogo, Jesus, por aqueles que não rogam, Vos bendigo por aqueles que Vos maldizem e com todo o ardor de minha alma, vVs louvo e adoro, com esta grande súplica, em todos os Sacrários da terra.

Aceitai, Senhor, o grito de expiação que um sincero pesar arranca de nossas almas afligida: elas Vos pedem piedade.

Por meus pecados, pelo dos meus pais, irmãos e amigos.

(Todos em voz alta)

Piedade, oh, Divino Coração!

Pelas infidelidades e os sacrilégios.
Piedade, oh, Divino Coração!

Pelas blasfêmias e profanações dos dias santos...
Piedade, oh, Divino Coração!

Pela libertinagem e os escândalos públicos.
Piedade, oh, Divino Coração!

Pelos corruptores da infância e da juventude.
Piedade, oh, Divino Coração!

Pela desobediência sistemática à Santa Igreja.
Piedade, oh, Divino Coração!

Pelos crimes nas famílias, pelas faltas de pais e filhos.
Piedade, oh, Divino Coração!

Pelos atentados cometidos contra o Romano Pontífice.
Piedade, oh, Divino Coração!

Pelos transtornadores da ordem pública, social, cristã.
Piedade, oh, Divino Coração!

Pelo abuso dos Sacramentos e o ultraje a vosso Santo Tabernáculo.
Piedade, oh, Divino Coração!

Pela covardia dos ataques da imprensa, pelas maquinações de seitas tenebrosas.
Piedade, oh, Divino Coração!

E por fim, Jesus, pelos bons que vacilam, pelos pecadores que resistem à graça...
Piedade, oh, Divino Coração!

(Pausa)

(Meditemos na condenação de Jesus, e em Sua ignomínia ao ser tratado como louco: mistérios de caridade e de dor que se perpetuam no Sacramento do Altar).

Calemos um breve instante, e se faz silêncio no fundo desse pobre tabernáculo... ai! o mundo, entretanto, segue e seguirá condenando em seu clamor de culpa ao Prisioneiro do Altar..., e se consente e libertá-Lo, é somente para exibi-Lo como louco, para levá-Lo depois ao deserto do esquecimento humano... e daí a morte injuriosa de uma Cruz... Porém, ouvi ao mesmo Jesus, exposto aí onde o veis, como quando Lhe apresentou Pilatos ao povo enfurecido: o Homem-Deus quer queixar-se docemente a vós, seus amigos. Escutai-O, crentes fervorosos, como Lhe ouviu São João, no pulsar angustioso de seu Coração despedaçado.

“Falai-nos Vós, Mestre!”.

(Lento e cortado)

Jesus.

Alma tão querida, olhai minha frente, marcada com a sentença de morte, fulminada por uma de minhas próprias criaturas... Meu amor é infinito..., o vosso tem sido pobre..., a sentença me deste também vós.

Olhai minhas mãos atadas por aqueles que pedem vergonhosa liberdade... Não tendes vós, às vezes, vossas horas de licença e pecado? Minhas cadeias, as forjastes também vós...

Olhai-Me, coberto com manto branco de insensato; tenho amado tanto, que o mundo me condena como louco... o fui de amor no meu Calvário; o sou na Hóstia do altar... não vos envergastes nunca da loucura redentora de Jesus? Não me tem ferido com respeito humano também vós?

Olhai-me desprezado, porque quis dar a paz ao mundo... Olhai-me desamparado... Sou vergonha dos sábios, sou refugo dos grandes, sou risada dos povos... sou o réu dos governantes..., porém, para todos, quando choram seu pecado, para todos sou Jesus!...

Dizei-Me: e vós não tendes sido infiel, ou não me tendes ferido nunca?... Não me tendes abandonado em minha Paixão?... Respondei-me; eu quero dar-vos, nesta Hora Santa, o ósculo da paz, e de perdão... Respondei-me!

(Breve pausa)

As almas.

Que tenho eu, oh, Divino prisioneiro!, que Vós não me haveis dado?
Que sou eu, se não estou a Vosso lado?
Que mereço eu, se a Vós não estou unido?

Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido!
Pois me criastes sem que o merecesse;
E me redimistes sem que Vos pedisse;

Muito me fizestes em me criar;
Muito em me redimir;
E não serieis menos poderoso em me perdoar...

Pois o muito sangue que derramastes,
E a morte atroz que padecestes,
Não foi pelos anjos que vos louvam,
Senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem...

Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos;
Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos;
Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos;
Porque é mais morte que vida,
A que não está empregada em Vosso santo serviço...

(Pausa)

(Consideremos a solidão da Sexta-Feira Santa, prolongada em todos os Sacrários).

Que sombrio devia ser no Calvário, e também no Sepulcro, o anoitecer da Sexta-Feira Santa! Lá, na montanha, no Gólgota, as manchas de um sangue divino pisoteado com furor... Mais abaixo, na cova da tumba, a inércia, o silêncio e o frio da dureza e da morte... Aí tendes nesse altar o Gólgota; aí tendes a tumba no Sacrário! Contemplai e dizei se não é verdade que Jesus Cristo segue sendo a vítima do homem.

Lá fora, ruge a tempestade da negação e a blasfêmia. Estamos agora reparando esse ultraje, num momento de oração...; mas dentro de um instante, terminada a Hora Santa, fechadas as portas deste templo, ficará Jesus sozinho com Seus anjos, naquele sepulcro e esperando que a alvorada Lhe traga o eco dum clamor humano...

Ah, e se soubéssemos a vida de recordação, de súplica permanente por nós, a vida de perpétua imolação do Coração de Jesus Cristo nessa Hóstia!... Que Ele mesmo nos diga:

(Cortado)

Jesus.

Meus filhos: estou angustiado... estou ferido, venho chorando uma imensa desventura... de longe chego com o Coração atravessado, aqui me tendes lançado ao leito da agonia como um desgraçado moribundo!... Tem me rechaçado porque diz que é justo e que não necessita de mim... diz que morre tranqüilo, sem deixar que Eu lhe abrace e lhe perdoe...; tem expirado sem olhar minha Cruz, sem bendizer minhas chagas...; já morreu sem aceitar-me... E lhe havia amado tanto!... Havia lhe redimido com meu sangue, e não teve para mim, nem o último suspiro, nem sua última olhada!

Vós, que me amais, consolai-me dessa ferida... adoçai-a, orando com fervor pelos pobres moribundos!...

(Pedi pelos agonizantes)

Aproximai-vos... Deixai-me sentir o calor do afeto de vossas almas fidelíssimas... Tenho aguardado, em vão, que um lar me dê a hospedagem que se dá ao último e ao mais pobre peregrino... Tenho chamado... ofereci-lhes minha paz... necessitavam-na tanto!... E aqui me tendes...; Chego com a amargura do rechaço..., entretanto, quanto sofre essa família desgraçada!... não há felicidade nela.... não há consolo, nem resignação... nem amor.

(Breve pausa)

Dai-me vosso amor, prestai-me o fervor de vossas orações, oferecei-me o holocausto de vossos sacrifícios, para vencer a tantos obstinados, que lutam contra a ternura de meu Coração, que os persegue sem descanso.

Contai os espinhos de minha coroa: eles poderão enunciar os consolos e as flores de carinho, rechaçados pelas almas queridas de vosso próprio lar..., por tantos seres mui amados de vossos corações e do Meu.

Oremos juntos para que vença neles a paciência e a misericórdia de meu Coração, que os espera aqui, na Santa Eucaristia! Tenho sede de ver-me rodeado nessa Hóstia pelos pródigos vencidos, pelas ovelhas recuperadas, pelos filhos convertidos pela doçura da censura, por minhas lágrimas, pelas graças especiais concedidas nas primeiras Sextas-Feiras e aqui, na Hora Santa.

Que aguardais? Pedi, oh sim, pedi com fé! Pois este vosso Deus quer vingar seu cativeiro, fazendo a felicidade do mundo... Clamai à ferida de meu peito, e se abrirá de par em par meu Coração... Pedi, pois, Quero ser Jesus!... cumprindo convosco minhas promessas!

(Pausa)

As almas.

Oh, bom Jesus, escondido em Vossas dores..., confundido por Vossa solidão e Vossas tristezas, tenho esquecido meus pedidos e as necessidades de minha alma pobrezinha!... Adivinhai Vós as fraquezas de Vosso servo, e curai suas feridas mais secretas... Meu lar também espera nesta Hora Santa a bênção de Vosso Coração agonizante; não suprimi nele, se assim é Vossa vontade, não esgotais o manancial de lágrimas de minha família atribulada: mas aproximai-Vos aos meus e ensinai-lhes a padecer amando, tendo os olhos em Vossos olhos celestiais, e protegidas suas almas combatidas em Vossa alma divinamente angustiada!

Que minha casa seja Nazaré e Betânia de Vosso Coração, Senhor Jesus!

E olhai, amabilíssimo Mestre; abençoai também desde a Hóstia as pessoas de nosso lar que nos foram roubadas pela morte; lembrai-Vos de nossos mortos, e dai-lhes já o descanso eterno do vosso céu... Temos padecido com essas ausências dilaceradoras, mas, ao ver-Vos agonizar também a Vós por nosso amor, dizemos, conformados: “Faça-se Vossa vontade!”.

Não Vos esqueça deles, oh!, e lembrai-Vos também, ó bom Nazareno, daqueles que no mundo vivem eternamente órfãos... dos esquecidos pelos homens no banquete da vida..., de tantos que a terra menospreza em sua soberba, e que padecem fome de amor e de justiça. Vós sabeis como fere aquele desdém dos irmãos... Rogo-Vos, pois, que vos apiedais deles, em Vossa grande misericórdia!

(Pausa)

Teria que pedir-Vos muito mais em minha indigência, mas tudo isso o remediarás Vós, que velas pelas flores e as avezinhas do Santuário... Quero que os últimos momentos desta Hora Santa expirem no esquecimento de mim mesmo, e Vos leveis somente minhas ânsias incontáveis, minha aspiração apaixonada por Vosso triunfo no Reinado de Vosso amante Coração.

Sim, para todos estes aqui que Vos amam, Vossos interesses são os nossos..., queremos, todos, Vosso Reinado. Pedimos, pois, Senhor, que cumprais conosco as promessas que fizestes a Vossa confidente Margarida Maria, em benefício das almas que vos adoram na formosura indizível, na ternura inefável, no amor incompreensível de vosso Sagrado Coração!... Por isso vos gememos com vossa Santa Igreja, Vos suplicamos pela Virgem Mãe, Vos exigimos pela honra inviolável de Vosso nome, que estabeleçais já, que apresse o Reinado de Vosso amante Coração!

(Todos)

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

. Prontamente, Jesus, sim, reinai agora, antes que Satanás e o mundo Vos roubem as almas e profanem em Vossa ausência todos os estados de vida.

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

2ª. Apressai-Vos, Jesus, e triunfai no lares, reinai neles pela paz inalterável, prometida às famílias que Vos têm recebido com hosanas.

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

3ª. Não demoreis, Mestre mui amado, porque muitos destes padecem aflições e amarguras, que somente Vós prometestes remediar.

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

. Vinde, porque sois forte, Vós, o Deus das batalhas da vida, vinde nos mostrando Vosso peito ferido, como esperança celestial na agonia da morte.

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

5ª. Sede Vós o êxito prometido em nossos trabalhos, somente Vós a inspiração e recompensa em todas as obras...

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

6ª. E Vossos prediletos, isto é, os pecadores, não esqueçais que para eles, sobretudo, revelastes a ternura incansável de Vosso amor...

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

7ª. Ah, são tantos os tíbios, Mestre, tantos os indiferentes a quem deveis inflamar com esta admirável devoção!

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

8ª. Aqui está a vida, nos dissestes, nos mostrando Vosso peito atravessado... Permiti, pois, que aí bebamos o fervor, a santidade a que aspiramos.

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

. Vossa imagem, a pedido Vosso, tem sido entronizada em muitas casas; em nome delas Vos pedimos que seguísseis sendo, em todas, o Soberano e o Amigo mui amado.

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

10ª. Ponde palavras de fogo, persuasão irresistível, vencedora, naqueles sacerdotes que Vos amam e que Vos pregam como São João, Vosso apóstolo amado.

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

11ª. E aos que ensinam esta devoção sublime, a quantos publiquem suas inefáveis maravilhas, reservai-lhes, Jesus, uma fibra de Vosso Coração semelhante àquela em quem tende gravado o nome de Vossa Mãe.

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

12ª. E, por fim, Senhor Jesus, dai-nos o céu de Vosso Coração a nós que temos compartilhado Vossa agonia na Hora Santa, por essa hora de consolo e pela Comunhão das primeiras Sextas-Feiras, cumpri conosco Vossa promessa infalível... Vo-lo pedimos na agonia decisiva da morte.

Venha a nós o reinado de vosso amante Coração...

(Pausa)

Devemos nos separar, Jesus, pois vai terminar a hora mil vezes doce e santa em vossa inefável companhia... Oh, vinde oculto em minha alma, ao ninho do lar, onde sereis Esposo, Pai, Irmão, Amigo, o Rei da família... vinde! E ao nos despedir, deixo aqui ante Vosso Coração Sacramentado, o meu ser inteiro, no clamor de uma última prece; a escutai, Jesus benigno!

(Cortado)

Quando os anjos de Vosso Santuário vos bendizer na Hóstia sacrossanta... e eu me encontre na agonia... Seus louvores são os meus, lembrai-Vos do pobre servo de Vosso Divino Coração.

Quando as almas justas da terra Vos aclamem incendiadas no amor... e eu me encontre na agonia... Suas dores e Suas lágrimas são as minhas... Lembrai-Vos do pródigo vencido por Vosso Divino Coração.

Quando os sacerdotes, as virgens do templo e os Vossos apóstolos, Vos aclamem soberano, Vos preguem às almas e Vos entronizem nos povos..., e eu me encontre na agonia... seus céus e seus ardores são os meus. Lembrai-Vos do apóstolo de Vosso Divino Coração.

Quando vossa Igreja ore e geme ante o altar, para resgatar conVosco o mundo, e eu me encontre na agonia... seu sacrifício e sua prece são as minhas...., Lembrai-Vos do fiel amigo de Vosso Divino Coração.

Quando na Hora Santa, Vossas almas presenteadas, amando, sofrendo e reparando, Vos façam esquecer perfídias e traições... e eu me encontre na agonia..., seus colóquios contigo e seus consolos são os meus. Lembrai-Vos deste altar e desta vítima de Vosso Divino Coração.

Quando Vossa divina Mãe Vos adorar na Sagrada Eucaristia e reparar ali os crimes sem conta da terra... e eu me encontre na agonia..., suas adorações são as minhas..., Lembrai-Vos do filho de vosso Divino Coração.

Mas, não, Senhor!, me esqueçais se quiser; tal que, na minha morte, me deixeis esquecido para sempre, na chaga venturosa de Vosso amável Coração.

(Pausa)

Que tenho eu, Senhor Jesus, que Vós não me tenhais dado?... Despojai-me de tudo, de Vossos próprios dons, mas abrasai-me na fogueira de Vosso ardente Coração!

Que sei eu, que Vós não me tenhais ensinado?... Esqueça eu a ciência da terra e da vida, mas Vos conheça melhor a Vós, oh Divino Coração! Que valho eu, se não estou a vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?... Uni-me, pois, a Vós com vínculo que seja eterno... renuncio a todas as delícias de Vosso amor, a fim de possuir perfeitamente este outro Paraíso, o de Vosso terno Coração!

E nele sepultai, oh, sim!, os erros que contra Vós tenho cometido... e castigai e vingais-Vos de todos eles, ferindo com dardo de incendiada caridade, a mim que tanto Vos tenho ofendido.

E se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos na Eucaristia em que Vós viveis...

Se vos tenho ofendido, deixai-me servir-vos em eterna escravidão do amor eterno... porque é mais morte que vida a que não se consome no amar e fazer amar o Vosso esquecido, Vosso amante, Vosso Divino Coração.

Venha a nós o Vosso Reino!

Pai-Nosso e Ave-Maria pelas intenções particulares dos presentes.
Pai-Nosso e Ave-Maria pelos agonizantes e pecadores.
Pai-Nosso e Ave-Maria pedindo o reinado do Sagrado Coração mediante a Comunhão freqüente e diária, a Hora Santa e a Cruzada da Entronização do Rei Divino em lares, sociedades e nações.

(Cinco vezes)

Coração Divino de Jesus, venha a nós o Vosso Reino!

Ato final de consagração

Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, olhai-nos prostrados humildemente diante de Vosso altar; Vossos somos e Vossos queremos ser, e a fim de estar mais firmemente unidos a Vós, eis aqui o dia em que cada um de nós se consagra espontaneamente a Vosso Sagrado Coração.

Muitos, Senhor, nunca Vos conheceram; muitos Vos desprezaram, ao desobedecer Vossos mandamentos; compadecei-Vos, Jesus, de uns e outros e atraí-os todos a Vosso Santo Coração. Sejais Rei, oh Senhor, não só dos fiéis que jamais se separaram de Vós, mas também dos filhos pródigos que Vos abandonaram; fazei com que voltem logo para a casa paterna, para que não pereçam de miséria e de fome.

Sejais Rei para aqueles a quem enganaram com opiniões errôneas, e desuniu a discórdia, trazei-os ao porto da verdade e à unidade da Fé, para que logo não reste mais que um só rebanho e um só Pastor.

Sejais Rei dos que ainda seguem envoltos às trevas da idolatria e do islamismo. A todos dignai-Vos atrair à luz de Vosso Reino.

Olhai, finalmente, com olhos de misericórdia, aos filhos daquele povo, que em outro tempo foi o Vosso predileto (judeus); que também desça sobre eles, como batismo de redenção e vida, o sangue que reclamou um dia contra si. Concedei, Senhor, à Vossa Igreja segurança e liberdade; outorgai a todos os povos a tranqüilidade da ordem. Fazei que de um a outro pólo da Terra ressoe somente esta aclamação: Venha a nós o Vosso Reino!

Fórmula de consagração individual ao Sagrado Coração de Jesus, composta por Santa Margarida Maria

Eu N. Vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte de meu ser senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar.

Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança de minha salvação, remédio de minha fragilidade e de minha inconstância, reparador de todas as imperfeições de minha vida e meu asilo seguro na hora da morte. Sede, ó coração de bondade, minha justificação diante de Deus, vosso Pai, para que desvie de mim sua justa cólera.

Ó coração de amor! Deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos, ou se oponha à Vossa vontade. Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos, nem separar-me de Vós. Suplico, por Vosso infinito amor, que meu nome seja escrito em vosso coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. Amém.
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